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Nódoa do Universo

Se continuar me superando, logo não conseguirei mais me alcançar

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Férias e Buscas Bizarras

Postado por Bruno Pedrassani em August 27th, 2008

Como bem levantou a questão Bruno Guedes, letargia de férias é pleonasmo?

Devo dizer que é difícil vir aqui escrever algo nessas férias(que já estão se acabando, semana que vem tudo voltará ao normal), mas estou tentando vir todo dia.

Primeiro algumas considerações:

Descobri que o plugin Wordpress Admin Bar, que é indispensável pra quem usa o Wordpress e não quer ter que ficar entrando toda hora no “wp-admin” não funciona com outro excelente plugin, o 1 Blog Cacher, que era o plugin que eu usava pra fazer a cache no meu blog, deixando-o mais rápido. O que acontece é que quando você habilita o 1 Blog Cacher, a Admin Bar que teria que aparecer no topo do blog sempre que o administrador está logado, deixa de aparecer. Isso não afeta quem lê, mas é extremamente irritante pra quem administra o blog. Desativei o cache. Vou tentar utilizar outro “cacheador”(não, não é pra cabelos cacheados), como o WP Super Cache. Vamos ver se funcionam juntos.

Já faz algum tempo que quero mudar o layout do blog, mas não encontro um tema decente. Particularmente gosto dos temas que se adaptam ao tamanho da janela do navegador, mas não são muitos. Se alguém tiver uma dica, fico grato.

Outra coisa é que ainda não defini como diferenciarei os links de comparativos de preços, pros normais. Até lá, não utilizarei os links com comparativos de preços.

Quem acompanha o blog pode notar que retirei a busca personalizada do Google. Não estava gerando renda alguma. Vou colocar a busca normal do blog mesmo, que achava bem melhor.

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Agora sobre o que ando recebendo de visitas, mais especificamente o que buscam pra chegar até aqui.

Obviamente há muita coisa de sexo, fotos pornôs e afins, mas algumas sempre se destacam:

  • fotos porno demulheres obesas
  • foto de bumbu de mulher

Não sei porque acham que aqui tem fotos de mulheres obesas, e não sei o que é o tal do bumbu da mulher, mas enfim. As buscas que achei mais interessantes foram:

  • “musica de nat kin cool “

Sensacional! Fiz um post há algum tempo falando de jazz, e do Nat King Cole, e vem alguém procurando o primo mais descolado, o Nat Kin Cool. Yeah, right. Cool Brow.
E teve ainda um cara buscando um:

  • not book no extra

Não sei se um not book ele encontra, mas quem sabe se buscar por um yes book? Doh! Inlusive, isso me lembrou de uma foto que tirei esses dias em uma rede de hipermercados, vejam:

Reparem que o micro tem uma cor especial, é a cor 2 duo. Sei que como homem vejo o mundo em 3 cores, mas nunca sequer ouvi falar nessa cor. Enfim, devem ser minhas limitações.

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As Crônicas de Artur

Postado por Bruno Pedrassani em August 25th, 2008

Já falei sobre Bernard Cornwell aqui, e como havia prometido, vou falar de outra trilogia desse grande escritor de romances históricos.

Essa trilogia fala sobre o Artur, aquelel rei Artur que todos conhecem
a lenda. Bem, mas se o cara escreve romances históricos, não deveria
escrever sobre fatos que realmente aconteceram?

Sim, deveria. E ele o faz, mesmo falando de uma lenda.

Essa trilogia foi escrita baseando-se em fatos históricos, como todos
os outros livros de Cornwell. Ele trata a Britânia(não sabe o que é a
Britânia? Leia isso) do século V com tamanha fidelidade, que você se sente lá, vivendo naquele tempo.

É sobre a lenda de Artur, mas com a visão de Cornwell, e de como ele acha que deveria ter sido a vida de Artur no século em questão. E digo como acha, porque o próprio autor diz que nem se sabe se Artur viveu, quanto menos a sua época precisa. Sempre vemos as histórias de Artur como aquele cara que tira a espada de uma pedra, vira rei já criança, cresce, tem os cavaleiros da távola redonda, é cristão, enfim, tudo aquilo que já conhecemos.

E é aqui que entra a beleza dessa trilogia. Se Artur viveu na Britânia do século V, provavelmente era pagão. Nessa época, o cristianismo estava entrando em toda a Europa, mas o paganismo estava forte ainda. E de fato, nos livros Artur não é retratado como cristão, nem como pagão. Artur queria unir a Britânia, e a religião era só mais um motivo pra separação dos reinados existentes, portanto, ele não era nem um nem outro.

Os livros são narrados por Derfel, que desde criança foi criado por ninguém menos que Merlin. Sim, Merlin, o mago, mágico, druida e tudo-o-mais. Ele está aqui, e como é pagão tem todas as suas magias. E Cornwell está constantemente questionando-se(por intermédio de Derfel) se o que Merlin faz é realmente magia.

Derfel é um guerreiro, que acaba se tornando um dos melhores amigos de Artur. E Derfel é ainda um seguidor de Merlin, então acaba fazendo sua própria história procurando as relíquias pagãs, mesmo contra Artur.

Tudo acaba sendo interessante na trilogia. Artur nunca foi rei. Ele era filho bastardo do rei do maior reino da Britânia, e com a morte deste, o reino ficou para seu neto. Como a criança era muito pequena pra ser rei, Artur foi nomeado guardião e protetor da criança, ficando assim com o reino, mas sem ser o rei, apesar de que por muitas vezes muitos quisessem Artur no trono.

Temos Lancelot, um rei que perdeu seu reino refugiado com Artur. Mas ao contrário do que conhecemos, Lancelot aqui é covarde, medroso e mesquinho. Fez toda sua história pagando pra que os bardos cantassem vitórias das quais o mesmo nunca participou.

E Guinevere. Guinevere é uma pessoa única nesta narrativa de três partes. É linda, mas é controversa. Quer muito pra si, e não é o melhor exemplo de bondade. Gosta somente do que é belo, e chega a aprontar feio pra cima de Artur.

Há muitos personagens, retratados com a mesma perfeição em que as batalhas são retratadas. O medo e o terror de uma parede de escudos, e os espólios da vitória. Como as construções eram feitas, e como eram destruídas. Como alianças eram feitas e quebradas.

E a espada? Não foi retirada de uma pedra. Na verdade, a pedra era um local pagão em que as lutas eram travadas, homem contra homem, cada qual defendendo sua honra. E foi numa batalha dessas que Artur acaba sendo sozinho o protetor de seu rei.

A fidelidade histórica é impressionante. Artur quer reunir toda a Britânia como um reino só, pra lutar contra a invasão dos saxões, que não páram de chegar. Só que reunir seu país acaba sendo mais difícil do que imaginava. Sempre existem os traidores, os delatores. E sempre há alguém mais ganancioso, até os próprios filhos bastardos de Artur que acabam se virando contra o próprio pai.

Temos ainda uma história paralela muito peculiar, a de Tristão. Mas só lendo o livro pra entender.

Tudo, simplesmente tudo é muito bem trabalhado e relatado. E como é de praxe, ao final de cada livro há ainda as Notas Históricas, definindo o que foi inventado, o que foi deduzido, e o que é de fato verdade histórica.

Quem ainda não leu Bernard Cornwell, não sabe o que é uma batalha de verdade. Não sabe o que é sitiar uma cidade, ou o que é fazer planos pra tomar uma guarnição.

As capas dos livros nessa postagem estão na ordem dos livros da trilogia, que são:
O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur.

Como são crônicas, os livros podem ser lidos em qualquer ordem, mas como a história é em si cronológica, aconselho a leitura a partir do primeiro volume.

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Até onde vão as promoções?

Postado por Bruno Pedrassani em August 21st, 2008

OK, eu já falei aqui sobre a super promoção do notebook em que o estojo valia R$500. Confesso que nesse caso, achei que foi um erro.

Mas… Bem, ando recebendo muitas destas “promoções” ultimamente, e agora não acredito mais que não são propositais, ou que os caras não tem noção alguma do que estão fazendo. Acho que eles sabem exatamente o que fazem, e sinceramente deve ter gente que cai nisso. Vejam:

Bem, nesta primeira, vemos um caso de extrema vontade de vender, ou de uma
benevolência fora do comum. Ou ainda, acho que devem estar com os
estoques cheios de Playstation 3, e querem se livrar da mercadoria. Só isso explicaria um desconto de… R$5000. CINCO MIL REAIS! É muita bondade um tamanho desconto não? Vou correndo comprar, antes que acabe.

Agora o segundo caso:

Que maravilha, um celular! Bonito, elegante, parece um iPhone. O preço está bom né? E nossa, ele vem com tantas funções: câmera com flash, mp3 player, bluetooth, visualizador de arquivos Office. E tem mais, na compra deste produto, você ganha inteiramente grátis um… CARREGADOR! Isto mesmo, agora você pode comprar este belíssimo celular, e não pagar nada mais pelo carregador, que vêm grátis, e sem custo adicional.

Agora pergunto: será que vem com a bateria também?

Sinceramente, esse tipo de coisa chega a ser ridículo. Na tentativa de deixar cada vez mais atraente o produto e chamada do produto, inventam promoções. Isso mesmo, inventam. O produto não tem desconto algum, não tem nenhum benefício a mais, mas pra chamar a atenção, inventam, parem, desovam uma promoção pegajosa qualquer.

Qualquer ser humano dotado de mais que 3 PHs* é capaz de detectar e ignorar uma promoção dessas. Pra alguns pode ser difícil, mas é possível. Aliás, alguém já viu, conhece ou conhece alguém que conhece um amigo de uma pessoa que tenha caído numa dessas? Sinceramente, eu não. Mas pode ser que a vergonha não os deixem confessar também. Ah, essa vergonha é uma sem vergonha mesmo.

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Vamos mudar a cor da camisa: Chega de amarelão!

Postado por Bruno Pedrassani em August 19th, 2008

Venho por meio deste blog propor à nação brasileira a mudança da cor de todas as camisas/camisetas/uniformes de toda comissão brasileira, em qualquer esporte.

Depois de muito pensar, analisar, supôr, ver, presenciar e vivenciar, cheguei à inegável conclusão que o Brasil nunca será top nas competições, simplesmente por causa da camisa/camisteta/uniforme. Onde já se viu usar a cor amarela? Isso já mostra que somos amarelões por natureza!

Portanto, a partir de agora queremos - não - exigimos que tirem todo traço de amarelo nos uniformes brasileiros. Que tudo seja trocado por verde. Sim, porque na nossa venerável bandeira, a maior parte é verde não? Então que utilizemos uniformes verdes.

Parem pra pensar. Algum país que utiliza amarelo já foi top de olimpíadas, só pra pegar esta de exemplo? No máximo um quarto lugar(Austrália), mas quarto lugar não dá nem Bronze Brasil.

Que cores bonitas…

Não não. Mudemos pra verde. Quiçá azul. Branco? Pode ser. Mas tiremos, urgentemente a cor amarela de nossas vidas, e da vidas dos nossos atletas. É maldade deixar que utilizem a cor amarela. O amarelão simplesmente vem, não há o que fazer. Mas com uma cor verde - ah o verde - isso não vai acontecer. Até porque, verde significa esperança não? De qualquer maneira, é só o que resta, a tal da esperança. Que seja o verde então. Seleção canarinho? Que seja a seleção ararinha, ou quem sabe até bejia-florzinho então. Mas nunca mais seleção canarinho. Não agüento mais amarelão.

EDIT: Em homenagem à nova cor do uniforme proposta aqui, as cores deste blog foram alteradas

Postado em cômico, futebol, tragicômico | 6 Comments »

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Fotografia serve pra quê mesmo?

Postado por Bruno Pedrassani em August 18th, 2008

A pergunta parece meio inútil, mas pense novamente. Desde que o mundo é mundo, o homem tenta guardar algum tipo de memória visual do já vivido. Seja por desenhos, obras de arte, estátuas, quadros; e desde que inventaram a máquina fotográfica, temos a fotografia.

Só que antigamente, as fotos eram tiradas, reveladas, vistas e guardadas. Repetindo: reveladas e guardadas.

Hoje, se quiser ver uma foto da sua infância, basta ir até o armário(da sua mãe provavelmente), e resgatar as fotos antigas. Há o trabalho de ter que ver uma por uma, mas se foram guardadas, estarão todas lá.

Só que com a popularização das máquinas digitais, o que acontece? Tiramos a foto, passamos pro computador e puff, acabou aí. É inegavelmente mais fácil, mais simples e mais prático utilizar imagens digitais. Mas dificilmente as revelamos, afinal, as temos todas ali, no alcance de alguns cliques. E aí é que está o problema.

Eu particularmente já perdi inúmeras fotos por problemas de HD. E não só isso. Por ter esquecido onde estavam, formatado o HD, perdido o pendrive, enfim, há inúmeras maneiras de se perder uma imagem digital.

Até hoje, não vi e não vejo nenhum serviço mais confiável pra guardar fotos do que revelá-las. Há sites na internet que prometem isso, serviços que fazem aquilo. Mas pra mim, parece extremamente simples perder as imagens, as lembranças guardadas em algum servidor qualquer no mundo.

Já vi caso de uma empresa de formatura perder todas as fotos de uma… formatura. TODAS! E aê, como ficam as pessoas? Sem lembranças da sua tão sofrida formatura?

É mais ou menos assim que eu vejo a situação. É muito, muito fácil perder uma foto digital, e assim, perder uma lembrança de algum momento que você julgou merecer uma lembrança.

old_photo

Então eu pergunto novamente: Pra quê serve a fotografia?

É uma pena, mas o que veio pra facilitar muito nossa vida, acaba por atrapalhar. E isso acontece mais do que pensamos, com várias invenções. Não revelamos as fotos por pura comodidade, e só quando perdemos pensamos: “deveria ter revelado aquelas fotos…”.

Só que o ser humano não muda. Nós não mudamos, pelo menos não da noite pro dia. Dificilmente revelaremos nossas fotos digitais. E dificilmente as teremos daqui a 10 anos. É uma pena, mas é a verdade.

Então, o ideal é analisar se vale mais a pena manter uma lembrança dentro do computador, ao alcance de cliques, ou dentro de um álbum, ao alcance das mãos.

OBS: agradecimentos à Maria-senhora-minha-namorada por ter conversado sobre isso comigo.

OBS2: devido à inúmeros elogios ao Windows Live Writer, este post foi escrito no mesmo. Vamos ver se é tudo isso que falam dele.

OBS3: por incrível que pareça, eu não tenho uma máquina digital. Nem uma “analógica”

Crédito da foto: freeparking

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Estafa Mental

Postado por Bruno Pedrassani em August 17th, 2008

Acredito que todos passam por isso vez ou outra. Estafa mental. Quando você não consegue pensar direito, fazer as coisas direito. Tudo é uma nuvem. Você se sente como em qualquer outro dia, mas as idéias simplesmente não surgem mais. Escritores que o digam.

Pois estou estafado. Fazendo tanta coisa, projetos, trabalho, apresentação de trabalho final, correr atrás dos amigos vadios que não colaboram, problemas em casa, problemas fora de casa, olimpíadas, quadrinhos, quadrelos, corridas, futebol, phelps, hasdfhm, ajfsjdf, zzzzz… enfim, não interessa. Alguns sofrem com menos, outros com mais. Não estou escrevendo isso aqui como forma de desculpa, mas como informação. Isso expica a baixa quantidade de posts este mês.

O que fazer pra resolver?

Sei lá! Vai pras Bahamas, Havana, Dubai, Florianópolis, Fernando de Noronha. Ou faz como eu: fala sobre o próprio problema. Aliás, é uma boa tática. Falar sobre o próprio problema, admitindo-o, perdendo a vergonha, escrachando-o, desmembrando-o, estripando-o é uma forma de resolvê-lo. O problema é ignorá-lo, esperar a resposta dos céus. Ela pode nunca chegar.


Aproveitando que comecei a escrever e o cérebro pegou no tranco, vou falar sobre um excelente filme que vi novamente: Crash - No Limite(meu, esse nome me lembra aquele reality show).

O filme ganhou o Oscar(não que isso signifique muito atualmente, particularmente prefiro filmes premiados por festivais como o de Cannes), mas é bom. Trata de problemas pessoais, preconceitos de todos os tipos, a falta de proximidade das pessoas, a falta dos valores perdidos na sociedade.

No filme há várias situações perfeitamente reais, mas mesmo assim chocantes. Só que ao rever o filme - e sempre que me lembro dele - há uma situação em específico que me é a mais assustadora. Uma situação que provavelmente iria dar cana na certa, e que pra mim, é a pior situação do filme. Podem me xingar, espernear, dizer que sou insensível, ou qualquer coisa, mas o pior que poderia ocorrer é ter a sua mulher revistada por um policial babaca, e o mesmo meter a mão na virilha dela, na bunda, onde for.

O problema não é só nessa situação do policial, mas em qualquer situação em que o homem - como marido/parceiro/companheiro - não possa fazer nada. Esse sentimento de impotência. É ver a mulher sofrendo, e não poder fazer nada. No caso do filme, dava pra ter metido a mão na cara do policial e ter ido em cana. Mas há situações que simplesmente não é possível.

Obviamente muita gente pensa diferente, e pode nem ter achado isso tão sério. Mas pra mim, lembrar desse filme, é lembrar dessa situação. E tenho dito.

OBS: não, não gosto de relacionamentos abertos. Minha namorada é minha, até que ela não queira mais.

OBS2: podem me chamar de ogro.

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E a inocência, foi pra onde?

Postado por Bruno Pedrassani em August 12th, 2008

Perto de onde trabalho há uma escola de ensino primário/médio, e um pouco mais pra frente uma praça com rampas pra skatistas praticarem. Obviamente, os alunos da escola se encontram aos montes nesta praça.

Hoje voltando do trabalho, passei por tal praça, cheia de estudantes. Eu, desligado que sou, olho as coisas e não vejo nada, sempre pensando em alguma outra coisa. Mas um camarada meu olhou pros pré-pré-pré vestibulandos, e soltou uma pérola:

- “Rapaz, pensei que a guria ali era a mãe o guri que está com ela.”

Eu, inocentemente, perguntei o porquê, e ele respondeu:

- “Pois dando peito pra ele, pensei que era a mãe!”

Na hora eu ri demais. Eram praticamente duas crianças recém saídas das fraldas.

Depois, fiquei analisando a situação. Acontece em todo lugar atualmente, e todo mundo já deve ter percebido que os “casaisinhos” estão cada vez mais novos.

Aí é que eu pergunto: e a inocência, foi pra onde?

A inocência a que me refiro aqui é aquela de criança, que não conhece maldade, não conhece as malícias da vida. Aquela em que meninas tinham vergonhas dos meninos, e vice-versa. Hoje essa inocência some, é abolida, detonada, obliterada cedo, muito cedo.

Se analisarmos historicamente, as mulheres-meninas sempre se casaram cedo, e portanto, acabaram conhecendo a malícia da vida relativamente cedo. Assim que podiam, as meninas-mulheres eram casadas, normalmente com homens muito mais velhos. Não vou entrar em detalhes se isso era bom ou ruim. Simplesmente foi uma época, e pra essa época, não era cedo. Meninas já eram mulheres aos 16, como meninos eram homens aos 15. O que hoje é cedo pra nós, podia ser tarde pra eles.

Só que, as meninas casavam. Teoricamente, isso oferece algumas conveniências, e certezas. Não haviam meninas-mulheres se casando e descasando à torto e direito.

Se pensarmos em tempos mais remotos ainda, por todo o mundo sempre foi assim. Em tempos pré-católicos na Europa, a menstruação era o sinal de que a menina(já mulher) precisava de um homem. E casava-se, juntava-se ou o que quer que se fazia nessa época. Mas novamente, ela ficava com um homem, seu prometido, e nada mais.

O que está acontecendo hoje é que de certa maneira esses valores estão retornando(como tudo na humanidade). Meninas querem ser mulheres cada vez mais novas. E estão sendo, de fato. Com meninos muito novos também.


Já imaginaram um triângulo amoroso nessa idade?

De uma maneira geral eu não consideraria isso de todo ruim. O problema é a sociedade atual. É a falta de compromisso e responsabilidades.

Quando dois adultos resolvem tentar algo, sem compromisso, bem, são dois adultos, e a vida é deles. Teoricamente eles já têm uma bagagem de vida e emocional pra enfrentar quaisquer conseqüências. Mas essas crianças não. Provavelmente o namoradinho de hoje não será o de amanhã, e se a menina engravidar, bem, garanto que todo mundo conhece pelo menos um caso desse. Ou aborto, ou casam-se. Mas quem arca com as conseqüências são os pais, são os adultos.

A sociedade atual não está preparada pra esse tipo de coisa. E continuará despreparada, a menos que meninas sejam mulheres aos 13, e meninos sejam homens aos 13. Até lá, teremos surtos de abortos e meninas grávidas aos 14, destruindo suas vidas, mudando-as para sempre.

Certo ou errado? Nenhum dos dois. É somente uma época obscura da sociedade, como várias outras que já passamos. O errado é tapar os olhos pra isso, e achar que tudo se resolve por si só. Nada se resolve por si só, e o tempo definitivamente não cura qualquer coisa.

Crédito da Foto: [makelessnoise]

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Quando mudam o seu modo de vida

Postado por Bruno Pedrassani em August 8th, 2008

Não estou falando de uma mudança daquelas que simplesmente acontecem, um imprevisto qualquer. Falo de quando você é forçado a mudar sua rotina, ou qualquer aspecto da sua vida. Quando em nome da segurança, você precisa mudar como pensa, como vive, como se veste, como anda.

Pois minha cunhada(a irmã da minha namorada) foi assaltada aqui em Curitiba. Em plena luz do dia - na praça Rui Barbosa - por um bando de babacas que não têm o que fazer. Obviamente, levaram tudo que ela carregava. Celular, Mp4, dinheiro.

OK, perder seus gadgets, por mais que você se apegue a eles, não é o problema maior. O problema real começa com o medo.

Quando alguém é assaltado, por mais “pacífico” que tenha sido o assalto, ficam seqüelas. Em algumas pessoas menos, em outras mais, mas fica aquele medo. A próxima vez que você estiver andando sozinho, você certamente começará a olhar para os lados, pra trás, desconfiar de alguns tipos. É o medo.

Só que o que esses meliantes estão fazendo é muito mais que levar seus pertences. No caso da minha cunhada, ela tinha um vídeo gravado no Mp4, de quando fez sua mudança. O problema é que ela não lembra se no vídeo havia outras informações, como por exemplo, o endereço de onde mora. Isso é um prato cheio nas mãos erradas, apesar de que ainda acredito que esses batedores de carteira só roubam e revendem, o mais rápido possível o produto furtado. Mas ainda assim, havia um vídeo, dentro do Mp4 dela, feito na casa dela, que a deixou ainda mais insegura.

E o quê fazer? Não usar mais o próprio item que comprou pra guardar suas próprias coisas? Não posso mais ter vídeos no meu celular, ou câmera que seja? Agora tenho que gravar, copiar, apagar, antes de sair de casa?

Eu me recuso a fazer isso, me submeter a esse tipo de coisa. Mas há mais. “Especialistas” dizem que não é bom ter contatos no seu celular com nomes como: mãe, pai, casa, apartamento ou qualquer nome que identifique você, seu lar, seus conhecidos. Mesmo caso. Não posso usar o que comprei(com meu dinheiro pagando todos os impostos), da maneira que quero, porque preciso ter medo antes de tudo. Porque preciso pensar na segurança. E eu me recuso a fazer isso.

Claro que há argumentos pra tal. É bom pra você se proteger, etc, etc, etc. Mas onde isso vai parar? Hoje é um nome no celular, um vídeo no Mp4. Amanhã não poderei sair de casa sem colete à prova de balas. Vejam que é um exagero, mas só por enquanto.

Não podemos sair com um fone de ouvidos na rua, porque chama a atenção. Não posso ir jogando qualquer coisa como um DS ou PSP no ônibus. Não posso fazer isso porque aquilo. Vamos de táxi porque de ônibus é perigoso. Vou colocar insulfilme(é assim que se escreve? nunca descobri) no carro por segurança. E olha que nem sou um cara famoso nem nada. Está certo tudo isso? Está certo ter que deixar de fazer o que quero, o que gosto, por causa de babacas como esses?

Novamente, eu acredito que não, e me não vou mudar minhas entradas na agenda do celular. Vejam que eu não falo mal de quem o faz, está certo pensar na própria segurança. Mas pra mim não serve, não funciona.

Não vou apontar culpados aqui, pois nem sei identificá-los. Que seja o “jeitinho” brasileiro, que seja a falta de policiamento, ou policiais atirando à torto e direito, que seja a corrupção, que seja o próprio povo. Que sejam projetos que visam só “mostrar” o trabalho, mas que não fazem muita diferença. Que seja tudo isso junto. Não sei apontar os culpados. O que sei dizer é que eu continuarei sendo eu mesmo, e me recuso a mudar. Ficarei mais inseguro? Sim, mas é minha escolha. Faz isso quem pode, quem não quer ceder, mesmo tendo que arriscar.

Enquanto isso, ajudaremos os que sofrem mais com esse tipo de ação.

E que os babacas-retardados-imbecis que roubaram a irmã da minha namorada morram lenta e dolorosamente.(tm Morroida)

Grato,

Bruno Pedrassani

OBS: Todos os links deste post(fora o do Morróida) são para ferramentas de comparação de preço. Ainda acharei um método de diferenciar esse tipo de link aqui no blog.

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Alguém perderia essa?

Postado por Bruno Pedrassani em August 6th, 2008

Recebi essa oferta hoje no meu email. Achei simplesmente sensacional. Alguém perderia uma oferta tão boa como essa?

Você que comprou um notebook ontem mesmo,morda-se de raiva por ter perdido esse super estojo por 500 pilas. É mole?

Só pra terminar a saga do meu notebook(leiam a primeira e segunda partes). Estava com problema no Wi-Fi, levei pra arrumarem. Tudo certo, me ligaram, fui buscar, testei o wi-fi na loja, estava funcionando. Levei pra casa. Liguei, usei um pouco, percebi que estava meio lento. Olhei a barra de uso de memória, 100%. “Mas que porcaria está usando toda a minha memória?” - pensei eu. Olhei os processos, nada. Olhei pra quantidade de memória, faltavam 512MB. E lá fui eu levar na loja novamente. Pelo menos dessa vez foi rápido. Viram que um pente não estava funcionando, trocaram dois de 512MB por um de 1GB. Maravilha. Agora o notebook está 100%.

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Será tão importante não perder tempo?

Postado por Bruno Pedrassani em August 5th, 2008

Tempo é dinheiro, fast food, just in time. Estamos presos, fadados ao tempo e ao dinheiro. Perder tempo não é admissível, nem jogá-lo fora. Se ficamos um dia sequer sem fazer tudo que planejamos, acabamos nos sentindo mal, culpados.

Mas até onde vale o sacrifício pra não perder o precioso tempo?

Pois estava eu conversando com minha namorada por esses dias, e acabamos entrando em um assunto interessante.

Crianças prodígio devem ser levadas a escolas especiais, pra que não percam tempo com as outras crianças? Ou pra que possam desenvolver melhor sua inteligência, mesmo não tendo problemas na escola atual?

Normalmente pequenos gênios sofrem socialmente. Como são mais espertos que as outras crianças, logo diferentes na visão das mesmas, acabam no isolamento. Nesses casos, é interessante levá-los a um lugar onde possam ter um tratamento de igualdade social, simplesmente porque a criança sofrerá menos nesse local.

Mas e quando essa criança não sofre onde está? Quando ela está muito bem, tem amigos, vai bem(demais) na escola? Será que há a necessidade de mandá-la pra um local onde possa aprender mais e mais rápido?

Na minha sincera opinião, não. Normalmente essa vontade de fazer a criança aprender mais e mais vem dos pais. É aquela mesma vontade que todo pai/mãe tem de fazer com que o filho seja tudo aquilo que ele/ela não conseguiu ser, ou atingir.

Acho que vale muito mais criar uma pessoa decente, que conhece como funciona o mundo, com toda sua podridão, mas vendo a beleza também, do que criar uma pessoa dentro de uma bolha, separada, alienada.

I has a money. What I do wif it?

Como os gatos é bom, não?

Essa também é do Icanhascheezburger

Essa é a minha opinião. Só que, paradoxalmente, acho que é uma questão de prioridade da família. Se a família acha mais importante a criatura virar um gênio, descobrir o que quer que seja, sendo que provavelmente só fará algum tipo de sexo aos 30 anos, beleza. Só que se a família considerar que é mais importante viver o momento com o filho, ou que ser inteligente para os outros não é tão importante, bem, beleza também.

O que eu acho errado, ridículo, é esse coisa que se instaurou inconscientemente em todo o mundo de que o pequeno gênio tem que ir pra uma escola especial “porque sim”. Se você vive no meio do mato, e acha que o melhor pro seu filho é que ele viva no meio do mato, então siga isso. Acredite nisso. E não é somente entre relacionamentos pais e filhos. É qualquer relacionamento. Avalie as próprias prioridades, o que é realmente importante no seu ponto de vista. E siga isso. Fazer as coisas porque é bonito, ou só porque alguém disse que é pra fazer não presta.

Na verdade, o ponto real aqui é o tempo. Hoje em dia parece que é errado passar algum tempo sem fazer nada, simplesmente no ócio. Parece que é errado “perder” um ano de escola, e certamente isso vai te atazanar por algum tempo. Parece que é errado não saber que profissão escolher no vestibular, e tentar uma, duas, três faculdades diferentes. Parece que por causa disso tudo o mundo vai acabar, como se só isso fosse importante! Isso pra mim é vergonhoso. Cada pessoa tem seus princípios, sua noção de tempo, então, que cada pessoa escolha, viva como achar melhor, sem ter que se preocupar com o que dizem ou vão dizer. Alguns realmente não se importam com isso, e devo dizer que esses têm grandes chances de serem felizes da sua maneira, no seu tempo.

Não se torne um escravo do seu tempo, tampouco corra atrás dele. Simplesmente ande ao lado.

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