Um fato que constato constantemente(!) é que brasileiro não gosta do próprio país. Obviamente que, como toda generalização, temos as exceções, mas não são elas que serão tratadas por ora.
Já tivemos épocas em que era obrigatória a execução do hino nacional brasileiro todos os dias nas escolas, antes da aula começar. Perdemos isso. Quem sabe não perdemos mais ainda, como alega essa simpática velhinha?
OK, pode ser que esta introdução só existisse pelas bandas da velhinha, mas a wikipedia atribui tais versos a Américo de Moura(não que isso torne a possibilidade em fato). Pensando com meus botões – indiferente dos versos existirem ou não – a simpática idosa passa uma lição importante e interessante: o brasileiro está perdendo a própria identidade brasileira(se é que isso é possível de ser afirmado).
Tudo no Brasil é uma merda, nada presta. Só temos corruptos e bolsa-esmola. Vou-me embora para Pasárgada, ou pro Canadá. #mimimi #mimimi #mimimi
(Só pra queimar um pouco minha língua, demorei tanto a publicar isso aqui que há informações que a partir de 22 de setembro de 2009, o hino nacional brasileiro tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana, todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo.(D’aqui))
O que todos esquecem na hora de reclamar, é que o Brasil é feito de brasileiros, e somos diretamente responsáveis pelo que ele representa. Se o vemos como um lixo, um lixo é o que será.
Há ainda os separatistas. Aqueles mesmos da Farroupilha. Aqueles que querem separar não mais só Rio Grande do Sul, mas todo o Sul do resto do país. Tenho vários amigos que acreditam cegamente que isso é uma coisa boa. Pra esses todos, sugiro a leitura de dois artigos no Papo de Homem(link 1 e link 2).
É inegável que cada região teve suas peculiaridades, sua colonização, seus impasses e dificuldades. Temos muitos “Brasis” dentro do Brasil. Mas não é negando um irmão que as coisas vão melhorar. Separar o Brasil é uma visão e um recurso “fácil” pra tentar acabar com os problemas do país. Cegos. O Sul sozinho ia viver do quê? Pecuária? Claro, super-potência.
Inserindo nesse balaio de odiadores brasileiros, vamos colocar quem tem vergonha de se dizer brasileiro. Já vi em várias ocasiões gente dizendo que veio de outro lugar, pra não dizer que veio do terceiro mundo. OK, pode ter preconceito, blablabla, mas não é negando o que você é, que se combate o preconceito, ou é?
“Ah, mas você não sabe o que pensam do Brasil lá fora. Acham que aqui é só carnaval, futebol, mulher pelada e que a capital é Buenos Aires”.
Certo. Então vou dizer que vim da Itália. Simples. Não falo de negar acestrais, eu mesmo tive bisavós italianos e alemães. Mas eu não nasci lá. Posso ter laços com esses países, gostar das tradições, exercê-las, mas, novamente, eu não nasci lá. Como cidadão do meu país, eu deveria defendê-lo, não ofendê-lo. Nossa geração já não sabe mais o que é isso, e digo nossa porque estou incluso. Não tive hino nacional na escola a não ser um par de vezes, e ninguém me mostrou o que o Brasil tem de bom. Não interessa que seja uma formiga. A identidade nacional deve ser refeita afim de que possamos crescer como país. Precisamos nos sacrificar pelo país.
O que me dá mais nojo é que só nos unimos quando há um inimigo mais “patriota” que nós. Futebol contra a Argentina é um motivo. Qualquer rixa com Estados Unidos também. Incrível como esses dois países tem o poder de fazer brasileiros se unirem, pena que os motivos só funcionam por alguns minutos. Já repararam que em todo Godamn filme róliúdiano aparece uma banderia dos EUA hasteada? Pois é, identidade. Quando vimos a bandeira brasileira em um filme, falamos um “que tosco”, isso quando não deixamos de lado.
Esse post ficou uns 6 meses na geladeira, pra que eu não o publicasse em um simples momento de raiva. Bem, 6 meses dizem que não foi um momento que perdi a cabeça(mas pode ser que eu não a tenha mais de qualquer maneira).Technorati Tags: hino nacional, hino brasileiro, brasileiro, introdução do hino nacional









