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Os lugares que perdemos

Postado por Bruno Pedrassani 2 Comentários » terça-feira, junho 30th , 2009

Em: comportamento, relacionamento

Bom, essa não é bem a proposta do blog, mas bem, o blog não tem proposta de qualquer maneira, e há pessoa que fala melhor de relacionamentos do que eu, mas não tem problema.

Recentemente terminei um relacionamento que durou quase 4 anos. Pra mim, foi de longe o mais duradouro. Não vou falar sobre todas as ordinariedades de todo relacionamento, que certamente existiram no meu, mas de algumas específicas.

O que realmente me chamou a atenção de uma terça-feira às 6 horas da manhã é o que não verei mais. Deixe-me explicar.

Tudo começa com você conhecendo a rapariga. Vocês trocam telefone/MSN/orkut, se conhecem, saem, ficam, se beijam, namoram. Invariavelmente, chega uma hora em que você terá de visitar a casa dela e, conseqüentemente(trema, ainda lembro de você), visitar os pais dela.

Nas primeiras vezes fica você acanhado, sentado, limitado ao cômodo onde todos se encontram. Se precisa ir ao banheiro, pede licença, pergunta onde é, vai e volta.

Conforme vão se conhecendo, e você vai entrando pra família, aquela casa deixa de ser estranha. Você vai ganhando acesso a cômodos que antes eram desconhecidos. Conhece a casa dela, a casa dos pais, e quaisquer outros lugares que ela tenha acesso.

Aí você passa bons anos em locais que não são de fato seus, mas soam como tal. Sabe como tudo funciona, ajuda em tarefas, sabe onde as coisas ficam e principalmente onde não ficam.

Tudo isso acontece até que… as coisas acabam. E olha que uma hora elas acabam sim, mesmo que pense que é pra sempre(e sempre pensamos, não?).

E é justamente depois do fim que chegamos ao meu ponto: os locais que não são mais seus.

Sinto muito companheiro, essa casa não é mais sua
Foto de Cláudio D. Timm

A casa dela, a casa dos pais; todos os locais que eram de seu acesso não são mais seus. Aqueles cômodos que guardam boas e más partes da sua história, nunca mais serão vistos. Você nunca mais entrará no quarto dela, ou sentará no sofá da sala pra uma conversa ou para ver um filme. Essa parte que por um instante da sua vida o definiu, não existe mais, e não o define mais. Você não é mais o mesmo.

Ao contrário do que talvez possa parecer, isso não é um lamento. Outros locais entrarão e sairão da sua vida, e você será definido por muitas outras coisas que nem tem idéia. Mas o que me chamou a atenção às 6 horas da manhã de uma terça-feira foram os lugares que perdi, e que não verei mais.

Vai entender as mulheres

Postado por Bruno Pedrassani 6 Comentários » sábado, junho 20th , 2009

Em: comportamento, cômico

Essa aconteceu comigo há pouco tempo. Agorinha na verdade. Não vou dizer o nome nem quem era(apesar que alguns saberão, mas a maioria não, enfim) pra guardar a privacidade dela. Aqui, será identificada como ELA.

Então que queríamos comprar uma pizza, e como muitos já devem ter passado por isso, veio a hora da escolha dos sabores. Ah, a hora da escolha dos sabores, conhecida mundialmente como grande “desavençadora” de pessoas. Dizem por aí que casais já terminaram por causa disso. Sigam:

ELA: Buh, tô afim de uma pizza hoje, vamos comer uma?
EU: Opa, vamos sim. Podemos pedir pelo telefone e buscar depois… (detalhe é que a pizzaria é na esquina de casa)
EU: Tá, pedimos uma grande então? Que sabores?
ELA: Pode ser uma grande, e sabores… quero uma de frango com catupiry.
EU: Hummm, OK, pode ser. O que mais será? Pode ser portuguesa? (divisão de pizza por sabores, não várias pizzas)
ELA: Ahhhh não… portuguesa não. Que tal uma de bacon e milho?
EU: Ah, não sei, acho que não to afim de bacon hoje… Que tal calabresa?
ELA: Ah, fala sério né, calabresa eu corto a calabresa e faço em casa.
EU: Ué, não é questão de fazer em casa. Fazer por fazer, fazemos de frango com catupiry e cortamos o bacon também…
ELA: Não, calabresa não.
EU: E que tal lombo?
ELA: Ah não…

Com isso, deu aquele branco(não tínhamos cartão de pizzaria alguma), acabaram as idéias, ficou aquele silêncio pensativo na sala.

ELA: Fala uma aí…
EU: POW, já dei várias idéias, você não quer nada de calabresa, nada de lombo, nada de nada…
ELA: Mas também, calabresa e lombo são muito sem graça!
EU: Meu, eu gosto das duas e vejo graça, não tenta me convencer de que a pizza não tem graça. Só diz que não quer e pronto.
ELA: BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ! Também não quero mais comer pizza.

Aí ela saiu da sala resmungando coisas como grosso, estúpido e outras qualidades que normalmente as mulheres me atribuem quando estão com raiva. Eu fiquei quieto no PC. Momentos depois, vem ela passando pela sala e eu, não me agüentando(trema, não te abandonei companheiro), solto:

EU: Também, se não for da vontade da madame, não comemos nenhuma.
ELA: Minha vontade? Tem que ser tudo como você quer, e ainda quer me fazer comer pizza que não quero!

Depois dessa última, tenho que perguntar: o que você acha?

a) TPM

b) Eu que não manjo nada de mulher mesmo.

c) TPM

d) Eu que não manjo de discussão.

e) TPM

Se eu bebo é porque eu gosto

Postado por Bruno Pedrassani 5 Comentários » quinta-feira, junho 4th , 2009

Em: cerveja, comportamento

Ultimamente tenho “sofrido” algumas críticas com relação à bebida. Bebida que eu digo é alcoólica mesmo: whisky, vinho, cerveja, vodka.

As críticas nem são com relação à quantidade, mas sim, à “forma” como bebo. Pra deixar mais claro, eu não me importo em beber sozinho, e o faço.

Normalmente as pessoas precisam de uma desculpa pra beber. Assim, fazemos festas, encontros, trabalhos; há toda a confraternização, mas quem bebe não deixa de beber não é? E certamente gosta.

Mas isso sempre tem um cunho “social”; é praticamente aquele negócio de dizer que “só bebo socialmente”. Arran, sei.

Acontece que eu bebo porque eu gosto, simples assim. Posso estar sozinho em casa e curtir um vinho, ou whisky, ou o que for. E justamente porque bebo sozinho, se algum cidadão fica sabendo, rola aquele papinho:
- Nossa, mas você bebe sozinho? Coisa de alcoólatra.


Não precisa beber sozinho, eu bebo com você…
Crédito: snappED_up

O engraçado é que, normalmente quem solta uma dessas, também gosta de beber. Talvez encher a cara até, mas só socialmente né? Esse tipo de gente acredita que se isenta de alguma culpa ao beber com outras pessoas. Oras, eu não me sinto culpado por beber. É algo que me dá prazer, eu gosto, por que sentir culpa? Isso é coisa de religião católica – esse negócio de fazer você se sentir culpado por se sentir bem. Se não me sinto culpado, não preciso dar desculpa pra beber, logo(se utilizando da boa e velha lógica), não há problema em beber sozinho.

Veja que em nenhum momento eu disse que encho a cara todo dia, muito menos que bebo todo dia. Simplesmente afirmei que eu bebo sozinho porque não preciso arranjar uma desculpa pra minha culpa inexistente.

E você, se sente culpado quando bebe? Quando transa? Quando xinga?

Pois se você tem algum tipo de culpa, nem que seja a des, você pode ser um ateu religioso. Ou um religioso religioso. Ou nenhuma das anteriores.

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E já faz mais de um ano

Postado por Bruno Pedrassani 10 Comentários » terça-feira, junho 2nd , 2009

Em: blogs, uaréver

Não sou muito bom pra lembrar datas, confesso abertamente e quem me conhece sabe disso. É facil esquecer aniversário de pai, mãe, irmã, namorada, cachorro, gato. Tive que fazer um esforço tremendo pra memorizar as datas de aniversário de, pelo menos, minha família, e já teve ano em que esqueci o meu próprio aniversário. Resumindo, eu não me importo muito com esse tipo de data.

Vivente comemora aniversário como se fosse, sei lá, uma conquista.

- “AÊ, COMPRETEI MAIS UM ÂNIU!”

Não interessa que, se você for pensar, TODO DIA VOCÊ COMPLETA UM ANO, do dia correspondente ao ano anterior. Comemora isso também. Ou ainda, hoje vou comemorar que completei 20 anos de 20 anos atrás. Quem sabe não podemos começar a comemorar também por quantos anos bissestos bissextos já passamos?

Mas tudo bem, sou um cara ranzinza, vamos considerar que isso já é… tradição.

Aí, o que continuo pensando é por que cidadão dá parabéns pro aniversariante. Vamos, pensem um pouco. Parabéns? É algo do tipo: “Parabeńs por ter nascido nesse dia(nesta data querida)”?
O cidadão é parabenizado como se tivesse feito algo muito grande, muito bom. Só pra começar a conversa, todo dia tem gente comemorando aniversário, então isso está longe de ser algo grande, pelo menos atualmente. Eu particularmente dou “Felicidades” pro vivente de aniversário, e acho que está de bom tamanho. E esqueça, nem quero entrar no mérito do “Parabéns pra você”.

O que acontece é que acabamos nos rendendo aos caprichos sociais, e mesmo achando desnecessário, todo ano acabamos felicitando, parabenizando, comprando presentinhos de aniversário e mais o que for(só pra não dizer que sou totalmente contra, as festas não precisam acabar :P ).

Divaguei e divaguei no texto, mas o que me realmente me inspirou a escrever isso aqui, foi que eu percebi que esse blog completou um ano de vida. Há quase 2 meses. Pra vocês verem como lembro de datas.

Isso aqui foi criado no dia 16/04/2008, com este post dado às moscas, ainda sobre o wordpress.com. Nem 3 meses depois o blog já estava crescendo, tive visitantes ilustres como o Inagaki, o Cardoso, a Liliana, a Senhorita Rosa e o sempre presente Bruno Guedes. Alguns desses me acompanham no meu nicho aqui desde que apareci em mecanismos de busca, e não minto, acompanho-os até hoje ainda(dê uma olhada na barra da direita). Obviamente mais pessoas queridas passaram por aqui e não passam mais, outras vêm de vez em quando, outras virão. Já neguei n “parcerias”, já sofri perseguição religiosa, plágio. Enfim, não vou ficar enumerando tudo o que passei nesse ano(apesar de já ter feito um pouco disso). Isso é um blog, e ele passa pelos percalços internéticos de qualquer blog.

Agora, uma coisa interessante sobre blogs e aniversários é que o “parabéns por mais um ano” talvez valha um pouco mais, visto que manter um blog/site atualmente é custoso, dispende trabalho e dedicação. Mas só talvez.

E só pra avisar, essa não é uma postagem comemorativa.

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Órgãos e Sistemas

Postado por Bruno Pedrassani Nenhum comentário » quarta-feira, maio 20th , 2009

Em: crônicas

“Pois eis que deparo-me em uma situação inusitada: se pôr um lado, o outro fica de fora.

É um negócio estranho esse das relações púbicas. Todo tipo de órgão surge nestas situações, mas o órgão de relações púbicas é sempre o que tem que fazer tudo. Seja pra disfarçar, seja pra mostrar a que veio. E não adianta se encolher! A opinião púbica sempre está de olho, e todo cuidado é pouco.

Não é que eu não me importe com tais relações, pelo contrário, acho até que são necessárias. O que não acho necessário, é meter tanto órgão no meio. E tem a questão da família, que é outra coisa que deveria ficar de fora, mas sempre tem alguém que resolve enfiá-la no meio. Alguns, fazem disso um emprego, veja você.

Agora, se tem algo muito errado por aqui, são os tais agentes púbicos. Dizem por aí que até podemos escolher esses caras, mas parece que eles entram lá sozinhos. Eles deveriam nos ajudar, mas constantemente estão causando algum tipo de problema, e quando vamos atrás, os danados somem! Só conseguimos pegar os que ficam à tona, mas esses sempre são os menores. Porcaria mesmo. Eu sei que deveria me lavar sempre e cuidar com essas coisas, mas sabe como é, dá uma preguiiiiça…

E por causa disso tudo, achamos que o sistema está errado. Se alguma parte não funciona, achamos em quem colocar a culpa. E veja só, adoramos colocar a culpa nos agentes púbicos, sendo que eles só estão lá porque deixamos(ou porque falta vontade de tirá-los). Não é à toa que nada muda: procuramos culpados, mas não fazemos o mínimo pra que o sistema funcione. O sistema está decaindo, moribundo, fedendo, mas sabemos que precisamos dele ainda.

Se não cuidarmos de todo o sistema, não só o púbico, logo logo vira uma gangrena e teremos que amputá-lo. Aí é que veremos a dita dura…”

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