Quando mudam o seu modo de vida
Posted by Bruno Pedrassani on agosto 8th, 2008
Não estou falando de uma mudança daquelas que simplesmente acontecem, um imprevisto qualquer. Falo de quando você é forçado a mudar sua rotina, ou qualquer aspecto da sua vida. Quando em nome da segurança, você precisa mudar como pensa, como vive, como se veste, como anda.
Pois minha cunhada(a irmã da minha namorada) foi assaltada aqui em Curitiba. Em plena luz do dia - na praça Rui Barbosa - por um bando de babacas que não têm o que fazer. Obviamente, levaram tudo que ela carregava. Celular, Mp4, dinheiro.
OK, perder seus gadgets, por mais que você se apegue a eles, não é o problema maior. O problema real começa com o medo.
Quando alguém é assaltado, por mais “pacífico” que tenha sido o assalto, ficam seqüelas. Em algumas pessoas menos, em outras mais, mas fica aquele medo. A próxima vez que você estiver andando sozinho, você certamente começará a olhar para os lados, pra trás, desconfiar de alguns tipos. É o medo.
Só que o que esses meliantes estão fazendo é muito mais que levar seus pertences. No caso da minha cunhada, ela tinha um vídeo gravado no Mp4, de quando fez sua mudança. O problema é que ela não lembra se no vídeo havia outras informações, como por exemplo, o endereço de onde mora. Isso é um prato cheio nas mãos erradas, apesar de que ainda acredito que esses batedores de carteira só roubam e revendem, o mais rápido possível o produto furtado. Mas ainda assim, havia um vídeo, dentro do Mp4 dela, feito na casa dela, que a deixou ainda mais insegura.
E o quê fazer? Não usar mais o próprio item que comprou pra guardar suas próprias coisas? Não posso mais ter vídeos no meu celular, ou câmera que seja? Agora tenho que gravar, copiar, apagar, antes de sair de casa?
Eu me recuso a fazer isso, me submeter a esse tipo de coisa. Mas há mais. “Especialistas” dizem que não é bom ter contatos no seu celular com nomes como: mãe, pai, casa, apartamento ou qualquer nome que identifique você, seu lar, seus conhecidos. Mesmo caso. Não posso usar o que comprei(com meu dinheiro pagando todos os impostos), da maneira que quero, porque preciso ter medo antes de tudo. Porque preciso pensar na segurança. E eu me recuso a fazer isso.
Claro que há argumentos pra tal. É bom pra você se proteger, etc, etc, etc. Mas onde isso vai parar? Hoje é um nome no celular, um vídeo no Mp4. Amanhã não poderei sair de casa sem colete à prova de balas. Vejam que é um exagero, mas só por enquanto.
Não podemos sair com um fone de ouvidos na rua, porque chama a atenção. Não posso ir jogando qualquer coisa como um DS ou PSP no ônibus. Não posso fazer isso porque aquilo. Vamos de táxi porque de ônibus é perigoso. Vou colocar insulfilme(é assim que se escreve? nunca descobri) no carro por segurança. E olha que nem sou um cara famoso nem nada. Está certo tudo isso? Está certo ter que deixar de fazer o que quero, o que gosto, por causa de babacas como esses?
Novamente, eu acredito que não, e me não vou mudar minhas entradas na agenda do celular. Vejam que eu não falo mal de quem o faz, está certo pensar na própria segurança. Mas pra mim não serve, não funciona.
Não vou apontar culpados aqui, pois nem sei identificá-los. Que seja o “jeitinho” brasileiro, que seja a falta de policiamento, ou policiais atirando à torto e direito, que seja a corrupção, que seja o próprio povo. Que sejam projetos que visam só “mostrar” o trabalho, mas que não fazem muita diferença. Que seja tudo isso junto. Não sei apontar os culpados. O que sei dizer é que eu continuarei sendo eu mesmo, e me recuso a mudar. Ficarei mais inseguro? Sim, mas é minha escolha. Faz isso quem pode, quem não quer ceder, mesmo tendo que arriscar.
Enquanto isso, ajudaremos os que sofrem mais com esse tipo de ação.
E que os babacas-retardados-imbecis que roubaram a irmã da minha namorada morram lenta e dolorosamente.(tm Morroida)
Grato,
Bruno Pedrassani
OBS: Todos os links deste post(fora o do Morróida) são para ferramentas de comparação de preço. Ainda acharei um método de diferenciar esse tipo de link aqui no blog.











agosto 8th, 2008 at 5:04 pm Usando
É,gente,o negócio não tá fraco! Isso que a minha irmã nem anda emperequetada! Tadinha… Eu disse pra ela ver pelo lado bom,que aquele celular já tava velho e feio,que agora ela vai ganhar um novo,mais bonito e chique. Aí ela falou: Pra quê?? Pra me roubarem de novo??? É o trauma! Isso é a pior coisa.
Mas querem saber: EU, HÁ 6 ANOS EM CTBA, NUNCA VI POLICIAIS MILITARES FAZENDO POLICIAMENTO OSTENSIVO NAS RUAS. E não sou só eu não. Todos que foram de Canoinhas pra lá falam o mesmo. A Praça Rui Barbosa e suas imediações são locais onde há assaltos todos os dias. E não é só ali. Há vários locais da cidade que são conhecidamente pontos de assalto,venda de drogas. Mas a população não tem como evitá-los todos. Então por que os policiais não fazem ponto nesses lugares também????
Indignação total…
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Bruno Pedrassani Reply:
agosto 12th, 2008 at 2:01 pm
É verdade, não vejo policiamento ostensivo nas ruas também. Claro que sempre tem aquele motivo da graninha por fora. E se um prefeito/político qualquer disser que falta contingente? Simples, contrata. Treina. Isso é geração de emprego. Aliás, seria um dinheiro muito melhor gasto do que certas obras de BRs e avenidas…
Beijo nêga
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agosto 11th, 2008 at 12:13 am Usando
É de revoltar mesmo. Meu filho, que tem dezessete anos, já foi assaltado quatro vezes - a primeira quando tinha 12 anos! Já perdeu dois celulares, um MP4 e dinheiro. Da última vez, teve uma arma encostada no rosto. Eram quatro horas da tarde, rua movimentada. Eles não têm mais limites.
Meu filho não ficou assustado com toda essa violência; foi pior, ficou revoltado e vive falando que vai embora desse país que não faz nada por ele.
Como pai, fico tentando tirar isso da cabeça dele, mas confesso que diante do cenário que se vê hoje nesse país, fica difícil ter argumentos.
Eu também não me rendo: ando com meu player, meu celular… se nos entregarmos, vamos inverter a coisa: ficar presos em casa enquanto esses bandidos ficam soltos nas ruas.
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Bruno Pedrassani Reply:
agosto 12th, 2008 at 9:23 pm
É, ficamos presos pelas grades que nos protegem, maravilha hein?
E o seu filho, cara, a maioria das pessoas que conheço têm a mesma mentalidade: sair daqui, vazar, adeus.
É uma pena mesmo…
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agosto 12th, 2008 at 2:15 pm Usando
Bruno
eu ja fui assaltada as 19h30 ano passado, depois daquele dia eu criei um pavor a rua escura e bicicleteiros, nao possover uma bicicleta que lembro do ocorrido e so me levaram um celular velho.
eu fui assaltada por dois garotos de bicicletas e os moleques tinham arma e tudo
nada que muda nossa rotina de forma brusca é proveitoso.
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Bruno Pedrassani Reply:
agosto 13th, 2008 at 6:22 pm
Acho que quando muda de forma brusca, inesperadamente. Muitas vezes a mudança acontece, mas estamos preparados pra ela. Mas entendi o seu ponto
Quanto a ter medo de bicicleteiros e rua escura, foi o preço que pagou né? E o pior, a conta nem era sua pra pagar… Uma pena isso tudo.
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agosto 12th, 2008 at 9:07 pm Usando
Caramba, e eu achando São Paulo o cúmulo!!! Hoje andei de metrô ouvindo meu MP4… Lembrei desse post!!! Eheheheh
A gente precisa tomar cuidado, pois aqui é muito comum furto, onde você nem nota que levaram tudo….
Além do trauma, no Brasil temos um sério problema de falta de unidade… Pra tirar todos os documentos de novo é tanto trabalho, que dá vontade de chorar….
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Bruno Pedrassani Reply:
agosto 13th, 2008 at 6:24 pm
Meu, esse negócio de documento pra mim é o pior de tudo. Acho que é melhor pedir pro ladrão deixar pelo menos os documentos, porque tirar tudo de volta é um parto!
E isso aí, não se renda! Eu também ando com meus apetrechos. De vez em quando até dá aquele “gelo”, mas faz parte. Adrenalina pura
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agosto 14th, 2008 at 8:46 pm Usando
O problema todo é a impunidade…começa pelos exemplos lá de cima até o bandido mais pé-de-chinelo. O bandido tem que sentir medo de ser pego, o receptador tem que ser mais combatido assim como o corruptor. Tudo isso só é possível, mudando a mentalidade do povo…sim, do povo ! Enquanto tiver pessoas que compram rádio de carro mais “baratinho” em um mocó qualquer, teremos que os roube.
Aliás, o mesmo conceito deveria ser aplicado para outros tipos de crimes…prender o usuário em vez do traficante, o receptador em vez do ladrão, o corruptor em vez do corrupto….acabando com o primeiro, para quê existirá o segundo ?
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Maria Augusta Reply:
agosto 15th, 2008 at 1:11 pm
Concordo com você.Só acho que não deveriam prender só o usuário,mas principalmente ele.
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Bruno Pedrassani Reply:
agosto 15th, 2008 at 1:18 pm
É, é uma saída. Prender o usuário, mas continuar atrás do traficante. Mas pra isso acontecer… Bem, vai demorar!
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