Estafa Mental
Posted by Bruno Pedrassani on agosto 17th, 2008
Acredito que todos passam por isso vez ou outra. Estafa mental. Quando você não consegue pensar direito, fazer as coisas direito. Tudo é uma nuvem. Você se sente como em qualquer outro dia, mas as idéias simplesmente não surgem mais. Escritores que o digam.
Pois estou estafado. Fazendo tanta coisa, projetos, trabalho, apresentação de trabalho final, correr atrás dos amigos vadios que não colaboram, problemas em casa, problemas fora de casa, olimpíadas, quadrinhos, quadrelos, corridas, futebol, phelps, hasdfhm, ajfsjdf, zzzzz… enfim, não interessa. Alguns sofrem com menos, outros com mais. Não estou escrevendo isso aqui como forma de desculpa, mas como informação. Isso expica a baixa quantidade de posts este mês.
O que fazer pra resolver?
Sei lá! Vai pras Bahamas, Havana, Dubai, Florianópolis, Fernando de Noronha. Ou faz como eu: fala sobre o próprio problema. Aliás, é uma boa tática. Falar sobre o próprio problema, admitindo-o, perdendo a vergonha, escrachando-o, desmembrando-o, estripando-o é uma forma de resolvê-lo. O problema é ignorá-lo, esperar a resposta dos céus. Ela pode nunca chegar.
Aproveitando que comecei a escrever e o cérebro pegou no tranco, vou falar sobre um excelente filme que vi
novamente: Crash - No Limite(meu, esse nome me lembra aquele reality show).
O filme ganhou o Oscar(não que isso signifique muito atualmente, particularmente prefiro filmes premiados por festivais como o de Cannes), mas é bom. Trata de problemas pessoais, preconceitos de todos os tipos, a falta de proximidade das pessoas, a falta dos valores perdidos na sociedade.
No filme há várias situações perfeitamente reais, mas mesmo assim chocantes. Só que ao rever o filme - e sempre que me lembro dele - há uma situação em específico que me é a mais assustadora. Uma situação que provavelmente iria dar cana na certa, e que pra mim, é a pior situação do filme. Podem me xingar, espernear, dizer que sou insensível, ou qualquer coisa, mas o pior que poderia ocorrer é ter a sua mulher revistada por um policial babaca, e o mesmo meter a mão na virilha dela, na bunda, onde for.
O problema não é só nessa situação do policial, mas em qualquer situação em que o homem - como marido/parceiro/companheiro - não possa fazer nada. Esse sentimento de impotência. É ver a mulher sofrendo, e não poder fazer nada. No caso do filme, dava pra ter metido a mão na cara do policial e ter ido em cana. Mas há situações que simplesmente não é possível.
Obviamente muita gente pensa diferente, e pode nem ter achado isso tão sério. Mas pra mim, lembrar desse filme, é lembrar dessa situação. E tenho dito.
OBS: não, não gosto de relacionamentos abertos. Minha namorada é minha, até que ela não queira mais.
OBS2: podem me chamar de ogro.











novembro 12th, 2008 at 9:59 am Usando
Fala CAra, to com estafa mental tmb,, nao consigo pensar quanto é 180 - 15,,, sinistro né? nao tenho tempo para ferias indica algum outro remedio?
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Bruno Pedrassani Reply:
novembro 12th, 2008 at 10:14 am
Ih cara, remédio pra mim quando dá isso é descanso, e só. Um dia que seja já melhora bastante.
Abraço
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