Meia-entrada é mentira inteira

Quando inventaram esse negócio de cobrar meia entrada pra estudantes, idosos, doadores de sangue e qualquer classe que seja, pareceu uma excelente idéia. E de fato, a idéia inicial é boa.

Normalmente ou estudante é um pé-rapado que mal tem dinheiro pro café(mas não pode deixar de ver o lançamento da semana), ou é muito novo e vive da mesada do papai. Velho Idoso vivendo da sua aposentadoria contada nos dedos também se beneficia. Até aqui beleza, a meia-entrada serve pra garantir que quem não tem muita grana vá em shows, cinemas, teatros e qualquer evento cultural que imaginar, sem gastar o dinheiro “inteiro”.

Só que a meia-entrada não é mais meia. Com o brotamento espontâneo de inúmeras faculdades pequenas e outras instutuições de ensino, o número de estudantes vem aumentando consideravelmente(o que não quer dizer que a educação esteja uma maravilha, de maneira alguma). Aí esse sem número de estudantes todos têm direito à tal da meia-entrada, o que é muito justo e correto. O problema é que, casas de shows, cinemas e afins, vendo que isso está acontecendo, resolveram adotar uma tática totalmente excelente(pra eles): aumentar o preço de tudo. Arrisco a dizer, dobrar o preço de tudo.

Já viu o que acontece então: quando você paga a meia-entrada, na verdade está pagando a entrada integral, só que camuflada. Assim conseguiram desvirtuar totalmente o sentido da meia-entrada. E não sejam iludidos, isso acontece em todo lugar.

Aqui em Curitiba por exemplo, todos os shows e eventos permitem não só comprar a meia-entrada para as classes supracitadas, como também há meia entrada pra quem doa um quilo de alimento não perecível. Óóóh, parece louvável. Mas isso é só pra mascarar o aumento do preço real. Obviamente, TODOS acabam pagando a meia-entrada, seja por doação de alimento, seja por ser estudante, só que essa meia-entrada é a entrada inteira. E o organizador ainda paga uma de bonzinho, doando os alimentos pra alguma casa carente.

Lindo tudo isso não? Precisamos de uma lei que crie o pagamento do um-quarto-de-entrada, ou a meia-meia-entrada. Pagar 16 reais pra ver um filme no cinema, ou que seja 8 mangos, ainda prefiro alugar o DVD por 3 ou 4.

Claro que ver aquele show do seu artista preferido não tem preço. Ou melhor, tem preço, mas não posso pagar.

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About Bruno Pedrassani

Nasci em 1985 na cidade de Curitiba - PR. Já antes de completar 2 anos, me mudei/mudaram pra Canoinhas - SC, onde vivi até os 17. Depois disso, voltei a Curitiba pra cursar Bacharelado em Ciência da Computação na Universidade Federal do Paraná. Atualmente terminando o trabalho de graduação e trabalhando na CELEPAR - Companhia de Informática do Paraná. Nas horas vagas, pseudo-blogueiro, jogador, e amante(aquele que ama).
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74 Responses to Meia-entrada é mentira inteira

  1. Paulo Ruthes says:
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    Claro, há momentos que nem a cobrança correta da meia-entrada ajuda. Você lembra quanto custava para ir ver o BB King no Guaíra? Eu queria ter ido mas R$600 eu não acho na rua.

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      Lembro! Aliás, prefiro esquecer que só não fui porque não tinha mais ingresso…

      • Maria Augusta says:
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        Vá dizer que você teria pago seiscentão pra ver o show???? o_O Buh, desse jeito você me quebra as pernas!!!

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          Você não lembra? Eu ia no setor de R$400, e meu pai ia pagar não lembro porque :) . De qualquer maneira, era B.B King amor!

          • Luciano says:
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            Olha meu, não importa se é Waters, B.B. King, ou quem quer que seja. Nenhum merece que nós paguemos mais do que 30 reais e olhe lá. O cara faz música pra quê? Pra ninguém ouvir? O som é muito bom, mas já teve Mutantes até de graça, José Celso há 10 reais. Se quer explorar vá pra outro lugar. Pagar 600 pila pra ficar sentadinho olhando com cara de bobo o nego tocar por meia hora. Meu, é melhor ir pro buteco beira mar, ver uns tiozinhos que tocam muito, rolando um Noel Rosa e até um Jazz mesmo no som mecânico. Por que, essa galera não veio de gueto de Orleans? então?

  2. Maria Augusta says:
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    É,baby…O negócio é assim mesmo.Aí depois reclamam que o povo falsifica carteirinhas de estudante!!

    Beijones!

  3. Sekiji says:
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    pois é, acho essa saída bigodeira das empresas um abuso contra a legislação. Procon devia fazer alguma coisa a fim de evitar essas ações “1 quilo de alimento”, perde todo o sentido de existir meio ingresso.
    Mas que se tivesse Gilmour ou Floyd aqui em Curitiba eu pagava esse preço do B.B.King com certeza! hehe. Mas se fosse o mala do Waters eu passava…

  4. Giglio says:
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    Pois é, infelizmente isto tem acontecido com grande freqüência mesmo. Sem contar a galera que falsificava carteira de estudante, né?

  5. Raquel says:
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    Concordo plenamente! isso é um absurdo…aqui no RJ também acontece! No show de um artista que terá na Tijuca, perguntei o valor da meia entrada e a atendente me falou que já era a meia entrada…ué, mas não precisa da carteirinha de estudante? Não precisa de identificação? Que meia entrada é essa? Temos que reivindicar alguma solução ou algum órgão para reclamar…não sei se no Procon pode reclamar…no show da Madonna, pediram identificação, carteirinha, todos os documentos, aí sim, é meia-entrada… Pessoal, temos que reclamar, estamos sendo enganados!!!

  6. Vanessa says:
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    Pois é, realmente tenho notado isso… um absurso que vem cobrando por algo que antes pelo menos fazia a diferença no bolso do estudante. Do mesmo modo, não acredito nessas liquidações… 50, 60, 70 % de desconto… e quando se vê, em outros lugares, o mesmo estilo de roupa, por exemplo, pelo mesmo preço que pagarias se não houvesse o desconto… aí, fica descarado dizer que estão dando desconto… dobram o preço e querem dizer que a mercadoria está “dada”.

  7. Marcia says:
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    Ainda tem aqueles espertinhos que dizem: “Meia entrada para todos”…

  8. Fabão says:
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    O mesmo truque é usado por alguns estabelecimentos (inclusive escolas) na cobrança de prestações.

    Como o Código do Consumidor vetou a cobrança de multas abusivas, como fazer, por ex., para cobrar multa de 20% (ou mais) em caso de atraso? Simples: aumenta-se em 20% o valor da prestação e quem pagar adiantado (antes do vencimento) tem um desconto de 20%. O contemplado não sabe (ou não pode fazer nada), mas na verdade, com o desconto, está pagando o preço real da coisa e quem paga no vencimento já está multado em 20%. Quem paga com atraso, então, ainda tem mais multa e juros de mora.

    O raciocínio é simples: se todos pagarem adiantado, a escola ou o que seja não quebra por conceder os referidos descontos. Significa então que o preço com desconto já foi auferido financeiramente como suficiente e justo para a sustentação rentável do negócio.

    • M355145 says:
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      “aumenta-se em 20% o valor da prestação e quem pagar adiantado (antes do vencimento) tem um desconto de 20%. (…)com o desconto, está pagando o preço real…”

      Na verdade, há diferença:
      Suponha que um curso qualquer tem mensalidade de R$100,00. Então, para não ter prejuízo, resolve aumentar em 20% esse preço. Assim temos:
      100 + 20% de 100 = 100 + 20 = R$120,00.

      Quando alguém paga adiantado, o estabelecimento dá o desconto de 20% sobre o valor de R$120,00. Logo, o cliente só pagará 80% de R$120,00:
      80% de 120 = (80 x 120)/100 = R$96,00.

      Esse estabelecimento perderá R$4,00 por cada cliente que pagar adiantado, caso resolva adotar o método exposto.

      Conclusão:
      Não se chega ao mesmo resultado ao aumentar um valor em 20% e depois dar um desconto de 20% sobre o novo valor.

  9. Gisele says:
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    Vc esqueceu de citar que se quem paga meia está pagando uma inteira, quem paga inteira está pagando…duas inteiras!!
    Então diz aí quem são os mais explorados nessa história toda…nós que não estudamos mais e temos de pagar inteira, ou melhor, dobrada.
    É uma tristeza no nosso país um ingresso para um show custar mais que um salário mínimo. E seja qual for, lembro qdo um show nacional saia por R$40,00, R$20,00 meia entrada, hoje qqer showzinho sai na casa dos R$100,00.

  10. zébari says:
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    Também não acho certo o governo baixar uma lei obrigando os artistas e produtores a cobrarem meia entrada, seja lá pra quem for. No fim das contas, quem banca esse beneficio é o artista. Porque o governo não cobre a diferença, como faz com as empresas de ônibus? Aí acabava o problema, caso contrário é fazer cortesia com o dinheiro alheio.

  11. Michel says:
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    aqui em criciúma a inteira do cinema mais caro é R$ 10,00 e a meia é R$ 5,00. Só tem dois cinemas. No outro a inteira é R$ 6,00 e a meia é R$ 3,00.
    Pode haver uma emenda na lei para que não haja esse tipo de fraude que tu relatou.
    Ainda assim pode-se provocar os órgãos de defesa do consumidor.

  12. Rafael Oliveira says:
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    Não quero defender os produtores de eventos, mas como ficou claro no texto hoje em dia a maioria é estudante. Fora as carteirinhas falsas. Sem duvida a lei deve ser cumprida sem distorções que beneficiem os produtores, essa de 1 kg de alimento aqui em Juiz de Fora sempre acontece. Fora que pra comprar o ingresso de estudante, só num bairro afastado em horário comercial e o pior meia entrada aqui não é 50%(rsrsrs) já comprei meia entrada de um show que custava R$ 26,00 a R$18,00 e ainda tive que doar 1kg de alimento e apresentar a carterinha de estudante.
    De qualquer forma uma mudança tem que ser feita na lei. Nem os produtores devem arcar com o prejuizo de arrecadar metade da bilheteria(lembro que vivemos num mundo capitalista e que todos querem dinheiro, então nem adianta responder que eles ganham horrores, porque eles arriscam o dinheiro deles e querem retorno) nem o estudante e o idoso deve pagar preço de inteira.
    Frase que ouvi de um produtor de eventos de Juiz de Fora quando fazia uma pesquisa sobre o assunto pra minha monografia de conclusão de curso: “o governo é f… que dá bom dia com o chapéu dos outros, porque eles não pagam a diferença…”

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      Concordo com você. Há muito estudante, e muita carteira falsa. Só que cobrar o preço “integral” na meia-entrada é total injustiça com quem paga a inteira, que estará pagando duas vezes, como a Gisele já falou. E esse negócio de meia(entrada, não meia do sapato) pra todo mundo é a mesma coisa. Concordo que o produtor não precisa ter prejuízo, mas do jeito que tá, o que era pra ser um apoio pra população acaba virando propaganda enganosa.

      Quanta gente não acaba comprando o ingresso porque tá pagando meia-entrada, sem saber que na verdade está comprando a entrada inteira?

  13. Luciano says:
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    Olha meu, não importa se é Waters, B.B. King, ou quem quer que seja. Nenhum merece que nós paguemos mais do que 30 reais e olhe lá. O cara faz música pra quê? Pra ninguém ouvir? O som é muito bom, mas já teve Mutantes até de graça, José Celso há 10 reais. Se quer explorar vá pra outro lugar. Pagar 600 pila pra ficar sentadinho olhando com cara de bobo o nego tocar por meia hora. Meu, é melhor ir pro buteco beira mar, ver uns tiozinhos que tocam muito, rolando um Noel Rosa e até um Jazz mesmo no som mecânico. Por que essa galera não veio de gueto de Orleans, então?

  14. Al says:
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    O que vcs estão esquecendo é que o Brasil aumentou também sua renda. Mais gente querendo ir nos lugares. Quando o dono do cinema ve um monte de gente que não conseguiu ir ver um filme pq não tinha ingresso, o olho gordo já estufa e quer aumentar o negócio. Morei nos Estados Unidos por 10 anos, vi o declínio das casas de cinema, depois das locadoras. Tudo online ou por correio, P2P arrebentou com o resto. Seria um omento bom p/ o Brasil, outro bom investimento que rende empregos e mantém as pessoas entretidas com algo de bom. mas não um centavo p/ aumentar o negócio de entretenimento no Brasil…

    • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

      Então se a renda do brasileiro aumentou, e mais gente pode ir ver esses eventos, não seria mais lucrativo ainda que mais gente pudesse ir, ao invés de aumentar o preço? Entendo seu posicionamento, e por ser verdade é que é o problema. O olho gordo querendo mais grana. Os caras não sabem que podem ganhar mais ainda cobrando menos? Claro que sabem, e por isso, continuo sem entender esse tipo de atitude…

      • Al says:
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        Exato!
        Mas o problema, é que os eventos lotam.
        Fica gente do lado de fora.
        Quando chega nesse ponto, quando a demanda é maior do que a oferta, quem controla a oferta controla o preço.

  15. Matheus says:
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    Atualmente totalmente generalizada que a doação de um quilo de alimento faz com que qualquer um pague a meia-entrada, o que é um absurdo!!! Desvincula totalmente a razão pela qual a lei de meia-entrada que existe em todos os estados foi criada. Sendo que a lei é taxativa em dizer que o qua vale é o valor efetivamente cobrado!!! sendo assim se com um quilo de alimento eu pago meia entrada, com mais a minha carteira de estudante tenho direito de pagar um quarto!!! Não falta lei como no artigo acima e sim o efetivo cumprimento dela, o que se faz principalmente por nós estudante e também com a ajuda do Procon que parece fechar os olhos em relaçao a essa questão absurda que acontece atualmente. Qualquer dúvida visite o visite da Une http://www.une.org.br/.

  16. neo says:
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    Bem se não me engano, quando o evento cobra 1kg de alimento para meia entrada o estudante que doar o alimento paga a metade da metade, ou seja o estudante é benficiado por dar o quilo de alimento e por ser estudante, não me lembro muito bem, mas, a lei que garante a meia entrada diz que o estudante paga meia independente de qualquer outra “promoção” que o evento faça, acho melhor me informar mais..se eu descobrir eu aviso..
    Até

    • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

      Infelizmente não é assim que funciona. A meia-entrada é meia-entrada somente. Se estudante levar um quilo de alimento… Bem, ele escolhe se quer a meia entrada por ser estudante, ou por levar um quilo de alimento.

      • Ivan Pavlovsky says:
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        A lei diz o que o Neo disse. Se o estudante doar 1kg de alimento, ele tem que pagar metade da metade.
        Mas estamos no Brasil, e nem sempre o que a lei diz é o que acontece!
        Claro que vc pode entrar na justiça pra reaver a metade que lhe foi cobrada injustamente. E é certeza de ganho.

        No show do Pearl Jam aqui em SP, eles inventaram que tinha uma lei que limitava a 30% o no. de ingressos de estudantes. Mas essa lei não existe. E pararam de vender meia-entrada! Alguns amigos entraram no Pequenas-Causas e receberam o dinheiro pago a mais em dobro. Ou seja, foram de graça ao show do Pearl Jam. Se todos nós fizéssemos como eles. Os organizadores iam pensar duas vezes antes de desrespeitar a lei.

        • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

          Preciso ler a lei novamente então. Que eu saiba, o estudante tem o direito à meia-entrada, e é isso. A doação de 1Kg de alimento permite que quem não é estudante pague a meia-entrada, mas não lembro de ver que ele pode pagar meia-meia-entrada. Mas é claro, posso estar enganado. Vou averiguar.

          • Ivan Pavlovsky says:
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            Aqui em São Paulo:

            DECRETO Nº 35.606, DE 3 DE SETEMBRO DE 1992.
            Regulamenta a lei nº 7.844, de 13 de maio de 1992.

            Artigo 3º – O pagamento de meia-entrada, será obtido tomando-se por base o valor
            efetivamente cobrado pelos estabelecimentos enlencados no artigo anterior.

            Logo, metade da metade.

          • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

            Não não, aí é questão de interpretação. O valor base é o valor do ingresso. Se o cara dá desconto pra quem levar um quilo de alimento, é desconto já, não o base. Por isso que não é necessário dar metade da metade, infelizmente.

          • Ivan Pavlovsky says:
            Usando Internet Explorer Internet Explorer 7.0 no Windows Windows Vista

            Não á valor base. A base é o valor EFETIVAMENTE cobrado pelos estabelecimentos!!
            Com meio kilo de alimento o valor EFETIVAMENTE cobrado é a metade do original. Logo o estudante tem direito a pagar metade da metade.

          • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.2 no Linux Linux

            Acho que não Ivan. Se o que diz for verdade, então um idoso, doador de sangue, estudante que levar 1KG de alimento vai pagar 1/16 avos da entrada.

            Valor base é uma coisa, efetivo é outra. Mas não descarto a possibilidade de você estar correto de qualquer maneira.

  17. Ivan Pavlovsky says:
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    Sou totalmente contra a meia-entrada.
    Nem por esses motivos citados acima, como carteirinha falsa, preços caros pra compensar, etc.
    Sou contra a existência deste benefício!!!
    Primeiro que eu acho que não tem sentido. Afinal de contas, pra ir ao show, eu gasto gasolina, e o posto de gasolina não aceita meia-gasolina! Quando fui comprar novos sapatos pra ir ao show, o vendedor não aceitou minha carteirinha de estudante!!! Então por que o dono do show tem que aceitar?????
    E segundo que não existe essa de meia-entrada. O preço sempre, SEMPRE será majorado pra compensar o prejuízo da meia-entrada! Ou vc acha que no final do show do Madonna, o dono do show vai falar pra Madonna: “Olha, nós combinamos 2 milhões de dólares, mas só vieram estudantes e eles pagam meia-entrada, então tá aqui o seu 1 milhão!!!”

    Sou a favor da extinção da meia-entrada pra estudante!!!! Ainda mais depois que a carteirinha válida passou a ser qualquer carteirinha de faculdade com data de validade!!! Ou seja, se vc inventar uma faculdade (FACULDADE 1 2 3 de Olivera 4) o cara da bilheteria não vai saber se a carteirinha é verdadeira ou falsa.

    ABAIXO À MEIA-ENTRADA!!!

    • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

      Bom, é a sua opinião.

      Só que você se esquece que a meia-entrada é um projeto pra ajudar a popularizar a cultura. Pra permitir que quem não tem grana o suficiente possa ter a chance de assistir esses shows.

      Produto final como sapatos não tem a necessidade de ter “meio-pagamento”. Quem não tem grana, compra um mais barato. Agora o show da Madonna não vai ter um pra quem não pode pagar, portanto, acho válido o incentivo.

      Mas como diria o saudoso Homem Cueca, “Bota é bota, cada um é cada um”.

      • Ivan Pavlovsky says:
        Usando Internet Explorer Internet Explorer 7.0 no Windows Windows Vista

        “Quem não tem grana, compra um mais barato.”

        Aí que entra a subjetividade. O que é “não ter grana”?? O que é “mais barato”????
        Pensando dessa mesma forma, quem não tem grana pra ir ao show da Madonna, que vá ao show da Maria do Capão, dublê da Madonna!

  18. Viva Feliz says:
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    Putz.. pára de reclamar.. tu ja pensou em quem tem que pagar o valor intergral? se o preço dobra é muito pior pra quem não é estudante.. enquanto vc for estudante tu vai pagar a metade não importa o valor que seja, e o seu amigo que não é vai pagar a inteira.. ruim pra vc.. mto pior pra ele!

    tu ta reclamando de barriga cheia!

  19. Rodolpho says:
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    Lei obrigando meia-entrada é uma idéia idiota. Só o esquerdinha mais imbecil para acreditar que existe almoço grátis, ou, no caso, pela metade do preço. Pode ser difícil para um esquerdinha entender, mas alguém sempre tem de pagar a conta.

    Estudantes egoístas. Só sabem lutar pelo próprio umbigo. Por que não se mobilizam para exigir melhor uso do dinheiro público, menos impostos?

  20. Danilo Flecha says:
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    Bruno, gostaria de fazer um comentário sobre este assunto. Este raciocínio não faz sentido de um ponto de vista econômico. Os organizadores dos eventos (cinemas, shows) não dobram o preço dos ingressos assim, deliberadamente. Isso porque um aumento muito expressivo do preço afasta a demanda pelos ingressos, de modo que o aumento no faturamento é descompensado por uma diminuição no número de frequentadores.

    Primeiramente, quero esclarecer que não sou dono de cinema, nem ‘promoter’ de show, nem nada. Mas é importante entender que as pessoas que organizam eventos se submetem aos riscos de fazer tal acontecimento, justamente com o intuito de obter um retorno financeiro. É o lucro que motiva o organizador a passar por todo o “perrengue” de organizar um evento.

    A idéia principal é a segunite: o organizador tem uma taxa de retorno (lucro) esperada sobre o investimento inicial. Quando se estabelece que parte da platéia irá pagar meia entrada, esse retorno diminui, então o organizador aumenta o preço do ingresso para manter a taxa de lucro constante. Ele não dobra o preço, mas o aumenta numa proporção que mantém seu lucro.

    Vamos dar um exemplo simples. Um show custa R$ 8.000 para ser realizado, e o organizador só está disposto a passar pelo “perrengue” de fazer um show se ganhar R$ 2.000 de lucro, senão não vale a pena. Supondo que o show será assistido por 1000 pessoas, ele irá cobrar R$ 10 por pessoa para faturar R$ 10.000 (bruto) e conseguir seu lucro, pois o show custa R$ 8.000 para ser feito, então ele lucra R$ 2.000.
    Muito bem. Num momento, o governo estabelece que os estudantes pagarão meia-entrada. Supondo-se que 60% dos frequentadores sejam estudantes, o faturamento dele irá diminuir. Os 40% de não estudantes (400 pessoas) pagam R$ 10, totalizando R$ 4.000, e os 60% que são estudantes (600 pessoas) pagam R$ 5, totalizando R$ 3.000. A soma disso dá R$ 7.000. Isto não cobre nem os R$ 8.000 que custa para organizar o evento.

    O organizador então aumentará o ingresso de tal modo que o faturamento volte a ser R$ 10.000. O preço do ingresso (P) era de R$10 (P=10), agora ele aumentará esse valor. Os 400 não-estudantes pagam P, e os 600 estudantes pagam P/2 (preço dividido por 2: meia entrada). O total deverá ser 10.000. Então: (400 x P) + (600 x P/2) = 10.000. Fazendo as contas, chega-se a P = 14,28. Ou seja, o preço que mantém o lucro desejado pelo organizador é R$ 14,28, que provavelmente ele arredondará para R$ 14,50 ou R$ 15. Assim, mesmo com 60% da platéia pagando meia, ele fatura o mesmo tanto.

    Não adianta pensar que os organizadores são simplesmente gananciosos, porque qualquer um que exerce uma atividade econômica faz isso por uma remuneração. Você trabalha para ganhar um salário: se seu chefe resolver cortar seu salário em 30% você não vai achar mais que vale a pena continuar. O mesmo com o dono do cinema, ou do ‘promoter’ do show, ou qualquer evento.

    Então, a idéia de meia-entrada estabelecida pelo governo só funciona com uma coisa: subsídio. Se o governo cobrir a perda de faturamento decorrente da meia-entrada, então os estabelecimentos continuarão cobrando os mesmos preços. Se o governo simplesmente impõe a meia-entrada, mas não subsidia isso, os donos dos estabelecimentos têm que aumentar o ingresso numa certa proporção que mantenha seu lucro. Mas ele não irá aumentar o preço descabidamente pois um aumento muito grande afasta parte dos frequentadores (exemplo: de 10 para 20 reais).

    • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

      Danilo, concordo em gênero e grau com o que disse. O promoter não é obrigado a ter prejuízo, e ele define o quanto vale pra ele fazer o evento. Não quis dizer no texto que estão fazendo isso por ganância. Somente expus o problema, que de fato, não é causado por eles.

      O que quis dizer é que(e ainda citei o aumento no número de estudantes) o preço está muito próximo do valor real, pra quem paga a meia entrada. Isso não gera não só problemas pro estudante, mas muito mais pra quem não se encaixa em nenhuma forma de “meia-entrada”.

      E definitivamente, o governo deve subsidiar a metade.

      • Danilo Flecha says:
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        É verdade, o ingresso está muito caro.
        Mas o que é o ‘valor real’?

        Não há como saber o que é um valor padrão, ou justo, para o ingresso. E quanto mais for a proporção de pagantes de meia-entrada em relação ao total de pagantes, maior será o aumento dos ingressos. Como tem muitos estudantes, e ainda muitos falsos estudantes (carteira falsa), isso aumenta o preço ainda mais.

        Eu só não sei se a tal “Lei de Incentivo à Cultura” paga as meias-entradas. Se alguém souber informar…

        • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.1 no Linux Linux

          Tudo bem, vamos re-definir. O valor real, é o valor que o promoter quer cobrar, e ele tem todo o direito de cobrar quanto quiser, afinal, ele está organizando o evento. Talvez “valor real” não seja um bom termo pra ser usado. O fato é que o preço está ficando alto demais, desvirtuando o sentido de pagar a meia-entrada. Se é pra se manter assim, então que acabe de uma vez mesmo, mas que volte a ser cobrado o valor “antigo”, se é que pode ser usado esse termo também.

          Acredito que a Lei de Incentivo não paga, mas também não tenho certeza.

    • Maia says:
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      Certíssimo, caro colega! Quanto a mim, sou contrário à ilusão da meia-entrada.

  21. Augusto says:
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    Cara, na boa, isto realmente acontece em todo o país. Sou de Aracaju, morei em Belo Horizonte e pude constatar esta exploração em todo canto por onde passei, mas a meu ver, o problema é outro. Na realidade, a lei foi instituída, mas ninguém do governo falou como a outra metade seria subsidiada. Já imaginou se você fosse dono de casa de show e tivesse de ser obrigado a ‘doar’ metade de cada ingresso vendido? Quem você escolheria pra pagar a conta?

    O que falta, na boa, é uma política séria de meia-entrada, em que as pessoas de direito (idosos, estudantes e pessoas com deficiência) possam usufruir do benefício, mas que o governo (seja ele municipal, estadual ou federal) repasse o que faltar.

    Além de estudante, sou ator e, sinceramente, não vejo como esta solução pode ser revertida sem uma revisão na lei, agora, shows caros – tipo R$ 600,00 – não vou e pronto!

  22. ju says:
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    hahahaha é isso mesmo. Se todo mundo parasse de ir ao cinema, talvez diminuiriam o preço da entrada. Enquanto isso, prefiro alugar DVDs.

    • ROMERON says:
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      Pois eh! O cinema aqui em Manaus eh este mesmo preco, mas de segunda eu pago meia da meia. Ou seja, cinema pra mim, soh de segundona e ponto final… Esta eh uma otima promocao! VIVA… :o )

  23. Nanda says:
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    Caraca,pensei nisso qdo pageui 12 mangos pra ver O agente 86 q nem valeu a pena!

  24. sergio says:
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    Isso já era previsto quando da publicação da lei, mas a UNE, que faturou bastante vendendo as carteirinhas, não arredava pé. Vi um debate televisivo aonde foi explicado para os “revoltados profissionais” essa lógica demonstrada pelo colega acima – evento custa tanto, esperamos tanto de lucro ou não é viável; mostrou-se também que em países desenvolvidos, como a Austrália, existe uma cota máxima de ingressos de meia-entrada a ser vendida, justamente para evitar esse problema. Os “revoltados” achavam que o governo tinha de dar cultura ao povo e acabou.
    E o resultado está aí.
    O problema também passa pela velha malandragem do brasileiro: existe muita carteira falsificada por aí e muita gente que não tem direito, mas dá um jeitinho.
    O cara faz um curso de tricô e manda fazer uma carteira de curso técnico para pagar meia.
    O uso da meia-entrada é uma boa idéia, mas que exige muitos reparos.

  25. Priscila says:
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    Aqui em Sampa não é diferente. Nenhum show por aqui custa menos do que 150 reais. Caio de costas toda vez que vejo os preços. É Madonna, KT Tunstall, REM…. tudo muito caro. Não sou mais estudante, mas também não sou rica. E, apesar de que gostaria muito de ir a esses shows, acabo desistindo… às vezes, até artista nacional é muito caro.

    E hoje em dia a galera falsifica carteirinha. Ou seja, essa história de meia entrada acaba até induzindo ao crime! Nem ao cinema tenho ido muito, pq 18 reais é só para entrada, se vc quiser pegar uma pipoquinha e refri, já pula prá 30! E, de boa… com 30 reais, faço coisas bem mais legais, tipo um jantar bacanudo. E espero os filmes saírem em DVD.

    Acho que essa lei de meia entrada deveria ser reformulada, ou ser limada de vez. Do jeito que está, não tá funcionando como deveria!

  26. Bia says:
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    Alguem tem uma carteira de estudante, para me emprestar? rsrsrsss

  27. eduardo says:
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    pois é galera..no país que vivemos..a nivel brasil nós ñ temos condições reais de em ir em shows que custem 500 ou 600 r$..fui no show do scorpions..foi um preço bom pra mim..sai de natal para recife em caravana tudo me saiu a 110 reais ai foi massa d+..mas passado disso ñ dar pra mim ñ…

  28. A real says:
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    A real é que quem paga hoje em dia o preço inteiro é otário.
    O lance é falsificar carteirinhas…

    O Brasil é uma piada

  29. Igor says:
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    Os ingressos andam tão caros por causa da pirataria, os artistas e gravadoras estão ganhando bem menos na venda de Cd´s e têm de descontar o prejuízo em algum lugar não acham? Mas se dependecem de mim eles passariam fome, pois com esses preços nada realistas eu prefiro ouvir no conforto do meu lar o som do Pink Floyd, é de graça! sinceramente acho que quem paga mais de 100 reais pra ver um show é um bobo, da mesma forma que é bobo quem compra de cambistas, principalmente pra assistir a uma partida de futebol, os caras tiram os ingressos dos pontos de vendas oficiais e superfaturam lesando os troxas que compram deles, enquanto existir esses troxas ainda existiram cambistas!. Vamos acordar meu povo!

  30. Bruna says:
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    Pois é, o show do Millencolin que o diga, além da gente pagar na meia mais que o preço que foi a inteira no último show que eles fizeram por aqui, em uma casa aonde a estrutura não se compara à da casa anterior, os paulistas ainda pagam mais que o dobro do que os outros estados vão pagar pelo show.
    A banda faz preço diferenciado por Estado? Ou os produtores que são sacanas?… como se fosse difícil responder essa pergunta.

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