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Contrato Amoroso

Postado por Bruno Pedrassani 3 Comentários terça-feira, outubro 28th, 2008

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Relacionamentos são contratos.

Muitas vezes não estão explícitas todas as cláusulas, textos, exigências; mas tudo isso existe.

Há os relacionamentos em que algumas cláusulas podem ser ignoradas – por ambas as partes(afinal, um contrato exige 2 partes, no mínimo) – e há os que têm cláusulas a mais.

Não há como discorrer qual é o melhor ou pior. É um jargão, mas cada um é único. Cada um deve ver se o que lhe é apresentado – mesmo que durante o período de vigência – é válido para si, e analisar até que ponto vale a pena, como qualquer contrato.

Uma cláusula freqüente em relacionamentos é a fidelidade. Certa vez li em algum lugar(que agora está obscurecido em minha mente), que a fidelidade é um – e o maior – presente que quem ama dá ao ser amado. E de fato, concordo com isso, e nesse ponto(como em muitos outros) ainda sou extremamente antiquado. Homens e mulheres não foram “feitos” pra uma pessoa somente. É genética a vontade de reprodução, de variedade. Mas se no seu relacionamento você decide que esse presente é necessário, então o dê, sem medo de perdê-lo. Esse ponto pode ser uma cláusula no seu contrato amoroso, mas pode ser simplesmente um ato de entrega.

Assim, concluímos pode-se concluir que relacionamentos não são somente contratos. Eles são também generosidade e entrega, como bem falou Gustavo Gitti no seu Breve Ensaio Sobre a Estética nos Relacionamentos. Relacionamento é usufruir do outro, e mais, deixar que o outro se deixe usufruir, assim usufruindo de você também.

O que você entrega no relacionamento pode ser simplesmente um presente, o que na verdade é o que de fato terá mais significado.

O que você define como cláusula no seu contrato, deve ser seguido. O não cumprimento de qualquer uma das cláusulas pode resultar em rompimento contratual sem aviso prévio de qualquer uma das partes.

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3 Respostas para “Contrato Amoroso”

  1. Comentado por lalai usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.3 no Windows Windows XP:

    concordo total! Também acabei de escrever sobre a fragilidade nas relações, mas num tom diferente. Adorei o post!

    Direito de Resposta

  2. Comentado por Gabi usando Internet Explorer Internet Explorer 6.0 no Windows Windows 2000:

    Seu texto é muito bom, mas…
    Discordo de que os relacionamentos tenham cláusulas e que eles sejam um contrato. Porque contratos são sempre muito formais e tem vigência pré estabelecida.
    Acredito que relacionamentos entre pessoas precisam ser descontraídos e porque as pessoas se dispuseram a eles e não algo burocratizado.
    Também discordo sobre suas palavras sobre fidelidade: “Homens e mulheres não foram “feitos” pra uma pessoa somente. É genética a vontade de reprodução, de variedade. Mas se no seu relacionamento você decide que esse presente é necessário, então o dê, sem medo de perdê-lo.”.
    Fidelidade a que ou a quem?
    Dispõe-se de um relacionamento com amigos e este é descontraído do tipo “vamos ao cinema” ou “vamos tomar um chopp” e neste interim coisas acontecem, nada pré estabelecido, mas costumam ser agradáveis.
    Dispõe-se de um relacionamento afetivo com uma (ou mais) pessoa(s).
    Por que neste as coisas precisam acontecer de forma pré estabelecida?!
    Tipo: De segunda a sexta trabalho e no fim de semana obrigatoriamente tem se estar com a pessoa?
    A vida pessoal/social acabou?
    Acredito que relacionamentos são acordos em que as partes estão disponíveis de forma despojada, cheia de admiração e devoção, não daquela beata mas por quando se estiver com a pessoa esteja por inteiro.
    No dia que a disponibilidade acabar, de uma das partes comunica-se e a vida continua.
    Trair para mim não é apenas estar com terceiros, mas estar junto por comodidade.

    Direito de Resposta

    Bruno Pedrassani

    Resposta de Bruno Pedrassani usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.0.3 no Windows Windows XP

    Concordo plenamente que relacionamentos tem que ser descontraídos, e não burocratizados. Mas pense um pouco: quando você está com alguém, ou mesmo procurando uma pessoa com quem ficar, você determina alguns pontos que são necessários. Não que você os enumere e coloque-os em um papel, mas eles estão lá, mesmo que inconscientemente.

    “Quero um homem assim” – “Quero uma mulher assado”.

    Sempre há os pré-requisitos de cada um, e essas são as cláusulas. Na verdade, esse contrato não tem período de vigência, mas se preferir, o período é vitalício. Ele acaba no meio se não interessar a alguma das partes não é? E o não interessar implica que você decidiu que aquilo não serve mais pra você. Como falei no texto, nem sempre as coisas estão explícitas, e muita coisa você descobre durante o relacionamento.

    No caso da fidelidade, quem define é você! Se pra você a fidelidade é que nunca discordem do que fala, por mais ridículo que soe, é isso. No exemplo, eu deveria ter explicitado que é sobre a fidelidade em relacionamento amoroso, entre um casal qualquer. Por isso falei da vontade genética de reprodução. Está em mim, em você. Você estar com uma pessoa, sair com os amigos e se sentir bem, e quem sabe, rola algo “a mais” não? Aqui entra a fidelidade. Você define se vale a pena entrar nesse “algo a mais”, nos seus parâmetros de fidelidade ao seu parceiro.

    E concordo novamente! Nada precisa acontecer de forma pré-estabelecida, e não foi isso que quis passar no texto :)

    Como disse, é jargão, mas cada um define o que é melhor pra si. Coloquei que relacionamentos são contratos sim, mas são contratos invisíveis, fechados no momento em que decidimos de fato nos relacionar com qualquer pessoa. Esse contrato não é imutável, muito pelo contrário. Ele muda, e muito, mas sempre está lá, com suas cláusulas. Se um dia você achar que alguma delas foi quebrada e não quer mais, cessa-se o contrato.

    Pelo que entendi, temos opiniões parecidíssimas, mas o termo contrato pareceu pra você que é tudo pronto, pré-definido, e com data pra acabar. Eu digo que não esse contrato :)

    Abraços, e essa sim, foi uma opinião extremamente construtiva! Obrigado.

    Direito de Resposta

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