Politicamente Correto não corrije nada
Pois certa vez mostrei minha total indignação nesse post, quando assaltaram minha cunhada, e de como não concordo com a necessidade de mudar de hábito por causa de roubos, assaltos e afins. É como se estivéssemos desistindo, entregando os pontos.
Hoje vi no Mais Atitudes mais um caso de assalto relatado. O problema neste último é que os traumas causados podem ser grandes demais, fazendo assim com que se tenha que mudar de atitude.
Agora, o que está me tirando do sério é essa mania que o mundo pegou do Politicamente Correto. Não digo que tudo do “politicamente correto” é incorreto, pelo contrário, há a real necessidade de corretude. O problema é que tudo, em todos os setores, lugares e coisas há o politicamente correto, e isso está passando dos limites(dos meus pelo menos).
Não se passam mais desenhos com sangue. Oras, as crianças não podem ver esse tipo de coisa. Ficarão traumatizadas e se tornarão psicopatas. Pois os meus desenhos à lá Cavaleiros do Zodíaco tinham muito sangue, pancadaria, e nem por isso sou um psicopata. Na verdade, eles ensinavam muita coisa sobre amor, amizade, enfim.
Não se pode jogar jogos violentos, a justiça tem que proibir os Counter Strikes da vida, Everquests ou qualquer jogo em que você possa escolher entre o bem e o mal, ou jogar o vilão. Novamente, temos que proteger nossas crianças, colocá-las numa bolha, não mostrar o mundo não é? O mundo que criamos é cruel demais pra elas, e se elas virem como é de verdade, se tornarão psicopatas, bandidas, aaaaahhhh.
Não podemos atirar no bandido porque, bem, precisamos conservar a sua vida a qualquer custo. Até mesmo ao custo das vidas dos reféns do mesmo.
Não podemos falar pretos. São afro-descendentes, negros, menos pretos. Todas as outras raças têm a denominação pela cor(branco, amarelo, vermelho, rosa-choque, etc), mas o preto é negro, ou o negro é preto, não não, negro é negro. Sinceramente, não vejo diferença.
Não é mais permitido educar a criança. Palmadas então, não pode, isso é um sacrilégio. Que me lembre bem, apanhei bastante da minha mãe, e não a odeio por isso. Enfim, vai que sou masoquista não é? Temos que deixar as crianças livres.
Não podemos mais ter crianças fictícias falando elado errado, ou que não tomam banho, como bem disse o Inagaki nesse post sobre a nova fase da Turma da Mônica.
Tudo, tudo o que fazemos hoje tem que ser politicamente correto. E como eu comentei com o Inagaki, essa ânsia por deixar tudo correto, essa vontade de “embolhar” crianças, nada mais é que a própria sociedade escondendo os próprios erros, fugindo da própria responsabilidade.
Se uma criança se mata jogando 24h seguidas de World of Warcraft, a culpa não é do jogo, nem da criança. A culpa é dos pais que não estão ali pra dizer: “chega, agora é hora de parar”.
O Cascão que não tomava banho nos gibis da Mônica, ensinava que ninguém queria chegar perto dele por causa do fedor, e não que não devíamos tomar banho.
Mas o pior ainda é ver quando alguém é assaltado, muita gente diz: “mas veja, ainda bem que só levaram a bolsa/celular/mp3″. Ainda bem? Não, pra mim não serve. Ainda bem nada. Foi uma porcaria de um evento horrível, em que levaram o fruto do trabalho do vivente. Dizer “ainda bem” nessa situação é comodismo. É o mesmo que ficar doente e dizer: “ah, mas ainda bem que Deus não te levou ainda…” . Sei de muita gente boa que fala os “ainda bens” da vida, mas não têm a real noção do que essas simples palavras significam.
As coisas estão se perdendo, e perdendo o sentido. Não podemos deixar que o Politicamente Correto tome conta, como vem acontecendo. Eu pelo menos não deixo. Posso ser visto, taxado(ou até tachado, porque não?) de ogro, grosso. É questão de ponto de vista. Respeito quem segue essas “normas”, mas se não sigo sou visto como… herege.
Isso mesmo. Essa é a nova religião.
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terça-feira, novembro 25th 2008 at 13:41
Estamos perdendo também, Bruno, a capacidade de rirmos de nós mesmo. A questão toda tá no bom senso, quem não o tem, nunca o será só por causa do estilo “politicamente correto” de ser.
Quem não tem bom senso não será sequer um bom motorista no trânsito, será um péssimo cidadão. E ser um péssimo cidadão politicamente correto não é o idealmente correto.
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novembro 25th, 2008 at 17:28
Bem lembrado Becher, bem lembrado. Rir de nós mesmos é uma boa qualidade! Não nos levar tão a sério, não se levar tão a sério. E concordo com a falta de bom senso. Se converter ao politicamente correto não dá bom senso, mas talvez dê a sensação do mesmo. É algo a se pensar.
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terça-feira, novembro 25th 2008 at 16:25
Isso, quebra tudo. Tô gostando de ver, Pedrassani. Observação, entretanto…
Essa história da Turma da Mônica tá enchendo o saco. O Cascão só começou a tomar banho em uma linha independente da história. Não sei porque, talvez porque, convenhamos, ninguém passa 10 anos sem tomar banho, e acho que essa nova linha é mais “séria”. Mas nas revistas originais tudo segue como sempre, inclusive o Cebolinha e o Cascão. Ou seja, me desculpe, mas o argumento não se encaixa.
De resto, igualmente contra o politicamente correto. Enfeitar os problemas não vai resolvê-los. Quero a realidade de volta, por favor.
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novembro 25th, 2008 at 17:26
Ololco, o rapaz se estressou
O negócio da Turma da Mônica estou falando somente com o conhecimento do fato que ocorreu. Cascão tomou banho. Cebolinha fala certo, Mônica é magrinha e Magali não é gulosa. Não sei se são segmentos específicos, outras linhas, etc; mas o simples fato de tudo isso existir agora, é espaço pro meu argumento. Quando eu lia(veja, eu não leio a geração teen) o Cascão NUNCA tomou banho, a não ser nos pesadelos. E não interessa se niguém passa 10 anos sem tomar banho. Essa era a beleza da ficção. Querer adequar isso ao politicamente correto é que o alvo do texto. Pelo que vi, ele toma banho, com freqüência(olha a trema) pífia, mas toma.
Possivelmente isso pode não ser ruim. A história ainda pode ser boa, e as piadas também. Mas eu vejo essa adequação como a “desistência” do Maurício, a conversão. Talvez ele precise disso pra vender, talvez não, não critico nada disso.
Enfim, como bem disse, quero a realidade de volta.
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novembro 25th, 2008 at 22:31
Eu só fico de saco cheio com isso, mesmo. Porque essa história toda de “Jovem” é um projeto paralelo que talvez nem dê certo, ou seja, uma experiência. E aí o povo leva a sério demais…
Mas cada qual com a sua opinião. Politicamente correto demais, por favor não. Mas agora vou olhar isso com mais calma, deve ter algo de bom nessa proposta maldita(literalmente, sempre “mal dita”)…
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novembro 25th, 2008 at 22:46
Sim, mas é do projeto paralelo que falamos
. Não precisa ficar nervoso, não por aqui pelo menos
Desde que mantenham os quadrinhos antigos, que tentem outros projetos, totalmente saudável. Mas sempre temos que criticar né? hehehe
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terça-feira, novembro 25th 2008 at 18:16
Caramba!!! voce tirou as palavras da minha boca!!!!!
No meu caso eu ja mudei totalmente minha rotina por conta dos dois roubos que tive, agora o medo impera em mim, ando sempre achando que alguem de bicicleta vai me roubar
Dia desses eu estava tentando entender porque um negro nao quer ser chamado de preto, se o fato de ser chamando assim o deixa inferior.
Branco é branco e preto é preto…enfim…se alongar seria pior.
Essa psicopedagogia barata onde pais nao tocam em seus filhos é preciso “dialogar” me poupe!!! isso só torna a sociedade mais irresponsável ainda.
Eu assisti muito cavalheiros do Zodiaco, he-man, liga da justiça, jaspion, e nao sou nenhuma pisicopata também;
Sem falar que ninguem pode mais reprovar..ôooo gente traumatiza o pobrezinho…
Agora tem que da cotas pros pobrezinhos estudarem…daqui um dia criarão empregos com cótas também.
Eu me cansei.
Ninguem mais quer ir a luta por algo.
Caramba quase um jornal rsrsrsrs.
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novembro 25th, 2008 at 19:07
Opa Iara, não se esqueça, já existe empregos com cotas! Concursos públicos têm cotas também!
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quarta-feira, novembro 26th 2008 at 10:10
Seu amigo bruno alves nao aprovou meu comentário
nao vou mais lá.
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novembro 26th, 2008 at 10:37
Será que ele só não está demorando pra aprovar?
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quarta-feira, novembro 26th 2008 at 10:32
As vezes eu me lembro de alguma propaganda ou cena de algum programa de antigamente e me espanto em perceber que, o que naquela época não tinha problema em ser exibido, nos dias de hoje jamais iria ao ar.
Na minha casa, tanto eu quanto meu irmão e meu pai dizemos que minha mão é preta e ela nunca se sentiu ofendida por isso, ela só ficava triste quando eu ou meu irmão eramos pequenos e ela nos levava para passear e as outras pessoas achavam que ela era nossa baba.
O pior preconceito para mim é o “preconceito velado”. Tem muita gente que chama negro de afro-descendente para não parecer racista,mas não emprega negros, não se relaciona com pessoas por causa da sua cor e é mais racista do que muita gente.
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novembro 26th, 2008 at 10:40
Teilor, é exatamente essa a sensação que tenho ao ver os programas mais antigos.
E concordo, esse preconceito velado que falou, camuflado é um dos piores tipos. Não sei onde vi alguma pesquisa ou afim que, o brasileiro em geral acha que o Brasil é preconceituoso, mas cada um que responde diz que não tem preconceito. Estranho não? Acho que se encaixa bem no que falou.
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quinta-feira, novembro 27th 2008 at 02:33
Achei alguém que partilha do meu ponto de vista!
A Turma da Mônica é o de menos nessa história. Pelo menos pra mim, grave mesmo é termos que ceder aos nossos hábitos pra fugir da bandidagem, é pregarem os direitos de cidadão desses infelizes que estão espalhados por todo canto destruindo a vida de cidadãos de bem.
“Não podemos atirar no bandido porque, bem, precisamos conservar a sua vida a qualquer custo. Até mesmo ao custo das vidas dos reféns do mesmo.” Isso é o fim dos tempos!
Não sou a favor de bater em crianças, acho que a preferência sempre é pelo diálogo, mas às vezes algumas palmadas são necessárias sim. Talvez o problema seja na incapacidade que a maioria tem de diferenciar palmadas de espancamento, de violência. Ora, palmadas pra criança finalmente entender que ela precisa respeitar limites não precisam nem mesmo doer.
Desculpa aí se me exaltei, mas é que pensar nessas coisas me deixa fula da vida mesmo. rs…
Beijos
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novembro 27th, 2008 at 06:52
Mas é isso aí mesmo Lis, é pra ficar fula da vida. Esse monte de coisas acontecem, todo mundo fica se escondendo atrás do “politicamente correto” e ainda fazem uma caça aos que não desistem. Bah, é de ficar puto da cara mesmo.
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segunda-feira, julho 6th 2009 at 15:43
Eu acredito que a ideia inicial do ‘´politicamente correto’’seja boa ja que aprenderiamos a nos respeitar,mas o abuso desse expediente eh que acabou ridicularizando a proposta original.
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