“(…) Se ela(a mulher) começar a desaprender radicalmente e por princípio sua arte e manha, a da graciosidade, do jogo, do afastar aflições, de aliviar e tomar com leveza, e sua refinada aptidão para desejos agradáveis! (…)
(…) Se com isso ela não busca para si um novo enfeite – creio que enfeitar-se é parte do eterno-feminino, não? – , então ela quer despertar temor – quer talvez dominar. Mas não quer a verdade: que interessa à mulher a verdade! (…)”
Além do bem e do mal – Friedrich Nietzsche
Bom, as feministas de plantão vão chegar aqui e querer me detonar só pela citação de Nietzsche, dizendo que ele era um porco chauvinista. OK, em alguns aspectos até eu acho que ele se excedia, mas não é o caso.
O caso é que ele previu em 1886 o que está acontecendo(ou já aconteceu) com a mulher moderna. A mulher luta e lutou tanto por direitos iguais, por tratamento igual e adequado, por querer fazer tudo que o homem faz/fazia, que acabou perdendo parte do encanto. Deixe-me explicar melhor.
Todos conhecem e já ouviram falar que quando quer, a mulher consegue qualquer coisa. Oras, isso é fato desde que nos conhecemos por… homens(e mulheres). Sabem aquele ditado, “por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”? É mais ou menos isso. A mulher sempre teve o poder de deixar o homem achando que ele é quem manda. De conseguir o que quer por meios que nós nunca percebemos. De SER mulher.
Mas a mulher moderna quer tudo diferente. Ela quer mandar, ser temida e dominar. Oras, não percebem vocês, mulheres modernas, que SEMPRE dominaram. Temidas talvez não fossem, mas dominantes sempre foram. Se não mandavam explicitamente, conseguiam por meios ocultos. E sempre conseguiam.
Obviamente há mulheres modernas que mantêm essa malícia(posso chamar de malícia?), e ainda, há aquelas que adaptaram a malícia aos novos tempos. Sabem ser fortes, belas, temidas; mas que quando chegam em casa, deixam o homem “dominar”. E digo literalmente deixam mesmo. Essa é a malícia. Isso é fazer o homem ficar no seu lugar, e não competir com o lugar dele.
Todos nós machos – mesmo que dificilmente admitamos – precisamos disso. Precisamos “saber” quem é o macho da relação. Obviamente podemos nos impor, mas imposição não funciona com todas as mulheres, e há ainda o agravante de que, quando a imposição não funciona, fica claro quem é o macho da relação.
Há mulheres que não querem satisfazer homens. O contrário também. Há pessoas que não estão nem aí pra relacionamentos. Mas é fato que a mulher mudou muito mais que o homem nos últimos… séculos. Nós(homens) ainda estamos presos à comida/proteção/família/reprodução como os homens das cavernas. Os termos mudaram, mas o sentimento é o mesmo. Já a mulher não, essa vontade de ser igual mudou tudo. Essa “evolução” está mudando a forma como vemos e vivemos nossos relacionamentos.
“(…) Vamos confessá-lo, nós, homens: nós festejamos e amamos precisamente essa arte e esse instinto na mulher: nós, para quem as coisas são pesadas e que de bom grado nos juntamos, para obter alívio, a seres cujas mãos, olhares e ternas tolices nos fazem parecer quase tolice a nossa seridade, nosso peso e profundidade. Afinal, coloco a pergunta: alguma mulher já reconheceu profundidade a uma cabeça de mulher, justiça a um coração de mulher? E não verdadeiro que, tudo somado, “a mulher” foi sempre mais desprezada pela mulher mesma? (…)”
Além do bem e do mal – Friedrich Nietzsche
Talvez seja hora do homem mudar e aprender, mas isso não muda o fato de que, o desencatamento da mulher está em marcha.
Ah, e lendo novamente, Nietzsche era um feminista. Enrustido.




Hun..isso merece um comentário feminino!!!ok.
Concordo com você, por isso me sinto as vezes uma sessentona cafona!! ora, ora, as vezes penso que não nasci nesse século!!
Por outro lado, hoje, nesse mundo moderno se exige mais das mlheres, nao tanto como se exigem dos homens, porém, em 18e tra-la-la as mulheres nao precisavam pensar em trabalhar ou ter sucesso profissional, sentir orgasmo, ser ‘melhor’ que os homens, as mulheres so precisavam ser mulheres e cuidar da familia.
entao tudo mudou, porem muitas delas esqueceram que familia ainda precisa ser cuidada e protegida pela mulher.
Também…os homens mudaram muito sua forma de aceitar a mulher, eles nao desejam mais uma que o deixem dominar..
isso é tudo muito relativo e complicado de se opinar sem ser generalista.
A proposito, gostei do logo.:)
É realmente impossível falar sobre comportamento sem generalizar. Sempre há exceções. Concordo que o homem mudou a forma como aceita a mulher, mas acho que isso só ocorreu porque a mulher exigiu a mudança. Não é necessariamente ruim.
Obrigado pelo comentário feminino
E que bom que gostou do logo, acho que foi a única além de mim
Querido, quando você achar um homem destes, por favor, me apresente. Tô de saco cheio de ser o macho das relações e concordo com cada linha do que você falou, guardadas as devidas proporções – registre-se. Assim, não acho que a mulher tem que ficar ‘atrás’ (rs). Digamos que ao lado seja bacana, umas vezes por cima e outras por baixo; mas que sim, a gente tem TPM, a gente chora por qualquer coisa e alguém que supostamente nos ‘abrigue’ é de suma importânicia e faz uma falta miserável.
Equilíbrio delicadíssimo. Mas como diz a minha mãe, eu não preciso de um namorado; eu precisava era de uma âncora. E tá em falta.
E, de novo, agora me apareceu uma criancinha de 24 anos de Campinas que me chamou pro Hopi-Hari. Ser balzaquiana é, definitivamente, a mesma coisa que o Lobo Mau. Só que, pra isso, eu não tenho fome. Fico só com os docinhos, rs.
Besitos, querido!
Bem, normalmente eu diria: “dá uma chance pra criança”, mas bah, nem vou dizer
Quanto a um homem deste aí, podexá que se te apresento sim, assim que conhecer um
. Agora não sei se tá em falta, nunca procurei, hehe.
E tá bom, concordo contigo, ao lado, atrás, na frente, em cima, embaixo, na diagonal, de ponta cabeça são bons lugares pra mulher ficar também.
Agora, ainda estou tentando descobrir o que seriam os docinhos…
Em tempo, Nieztche era misógino.
Pois é. Mas ainda assim, ele “fala” escondendo um certo feminismo… olhe, bem, mas beeem lá no fundo.
Beijos
Mulheres sem encanto?Talvez você esteja procurando no lugar errado,querido.De fato,aquelas que se gabam por estarem entre “As 10 mais gatas da blogosfera/twittosfera/orkutosfera brasileira” ou que amam ter zilhões de seguidores na internet já devem ter perdido o encanto(se é que um dia tiveram)há muito tempo.Mas para os homens que gostam disso, pra quem mulheres de verdade,não é mesmo? Em tempos de crise,não se joga pérolas aos porcos.
De fato, não é uma questão de onde estar procurando, é somente uma observação. E tem razão, normalmente as 10 mais de XXX e YYY tem como encanto a bunda, o que bem, não é o foco do post. E em nenhum momento falei que não existem, pelo contrário. Disse que elas existem sim, mas que, no geral, o desencantamento está vindo.
Eu, como estou sempre encantado pelas mulheres, não no sentido homossexual do termo, mas no sentido biológico mesmo, quase como um cachorro no cio, devo dizer que creio ser este desencantamento de que o brunão fala é algo inerente à perda do referencial simbólico que a mulher costumava adotar para si em tempos passados. Novos papéis se impõem, e a mulher acabou se distanciando daquilo que se chamaria em outros tempos de essência feminina, ainda que mantendo em si o eterno femino, o adornar-se. Atualmente, o sentido e a própria personalidade são construídos de acordo com regras externas, deixando à cultura o papel secundário de mal necessário para os outros que não conseguem se adaptar às “regras do jogo”. De um jogo, mais correto seria dizer. Outsider, não percebo como fugir da tradição cultural de todos estes séculos, e por mais que respeite a emancipação feminina com todos os seus direitos e possibilidades, busco ainda uma realmente capaz de com apenas um olhar fazer todo o peso de minha seriedade parecer simples tolice. Uma mulher à moda antiga, com M maiúsculo. Em tempos de big brother brasil bial vai pra p.q.te.p., uma mulher corajosa o suficiente para afirmar suas diferenças (com relação às demais mulheres principalmente) e construir a partir destas especificidades sua própria identidade, a despeito de toda a babaquice generalizada que insiste em igualar direitos nivelando por baixo, é algo extraordinário e digno da mais alta reverência. Elas existem e estão por aí, vivendo suas vidas sem se preocupar muito com isso, e ainda hei de arrastar uma dessas pra minha caverna, pelos cabelos se for o caso; vale dizer, se for da vontade de minha mulher, ainda que de início ela não saiba… não seria isto próprio do eterno masculino?