“Pois eis que deparo-me em uma situação inusitada: se pôr um lado, o outro fica de fora.
É um negócio estranho esse das relações púbicas. Todo tipo de órgão surge nestas situações, mas o órgão de relações púbicas é sempre o que tem que fazer tudo. Seja pra disfarçar, seja pra mostrar a que veio. E não adianta se encolher! A opinião púbica sempre está de olho, e todo cuidado é pouco.
Não é que eu não me importe com tais relações, pelo contrário, acho até que são necessárias. O que não acho necessário, é meter tanto órgão no meio. E tem a questão da família, que é outra coisa que deveria ficar de fora, mas sempre tem alguém que resolve enfiá-la no meio. Alguns, fazem disso um emprego, veja você.
Agora, se tem algo muito errado por aqui, são os tais agentes púbicos. Dizem por aí que até podemos escolher esses caras, mas parece que eles entram lá sozinhos. Eles deveriam nos ajudar, mas constantemente estão causando algum tipo de problema, e quando vamos atrás, os danados somem! Só conseguimos pegar os que ficam à tona, mas esses sempre são os menores. Porcaria mesmo. Eu sei que deveria me lavar sempre e cuidar com essas coisas, mas sabe como é, dá uma preguiiiiça…
E por causa disso tudo, achamos que o sistema está errado. Se alguma parte não funciona, achamos em quem colocar a culpa. E veja só, adoramos colocar a culpa nos agentes púbicos, sendo que eles só estão lá porque deixamos(ou porque falta vontade de tirá-los). Não é à toa que nada muda: procuramos culpados, mas não fazemos o mínimo pra que o sistema funcione. O sistema está decaindo, moribundo, fedendo, mas sabemos que precisamos dele ainda.
Se não cuidarmos de todo o sistema, não só o púbico, logo logo vira uma gangrena e teremos que amputá-lo. Aí é que veremos a dita dura…”



