O valor do emprego

Meus últimos artigos foram baseados em postagens de outros blogs, e esse também é. O que acontece é que ando lendo muita coisa boa(e o twitter ajuda nisso também), e assim acabo pensando mais do que deveria nos problemas mundiais. OK, nos problemas individuais.

Dessa vez a idéia veio da postagem da Fernanda Lizardo no Sexto Sexo. Acompanho o Sexto Sexo desde que a Cooper – a personagem – ainda postava por lá. Hoje o Sexto Sexo está virando livro, então quem gosta de sexo deve dar uma passada por lá.

O negócio é que a Fernanda elocubra sobre adolescentes tardios em alguns dos textos(inclusive no do link acima), e junto com os tais adolescentes tardios, veio o papo sobre emprego.

Muita gente(sim, muitos que conheço também) tem a idéia de subempregos: empregos em que eles nunca se “submeteriam”, pois não são dignos, ou são ruins, ou… enfim, cada qual arranja a desculpa que quiser.

Eu já não concordo nada com isso. Você tem diploma mas vai faltar grana? Vai lá e trabalha de garçom companheiro. Não manja de levar copos em uma bandeija? Trabalha de secretário, sei lá. Se vira. É com adversidade que normalmente crescemos como indivíduo.

Todo esse papo me fez “ver” o porquê de eu admirar sempre meninas-moças-mulheres que trabalham em qualquer coisa, desde cedo. Confesso que sempre tive uma queda(em geral) por uma professorinha, uma garçonete, uma atendente. Essa minha “queda” estava diretamente relacionada com a possível maneira que a moça levava sua vida. Ela provavelmente estava crescendo, no mínimo, se tornando adulta ali.


Nem toda garçonete é assim. Paciência.
Imagem de: luca donnini

Eu nunca escondi que tenho minhas preferências por mulheres mais velhas. Simplesmente cultuo o tanto que posso aprender com cada uma, e sei que ela não será tão encanada com coisas tão banais(na minha opinião) como as mais novas. Mas mesmo assim já fui noivo de uma mulher da minha idade(é, sou um cara relativamente novo, podem ficar decepcionadas). Foi uma pessoa que tinha todos os seus problemas – como todos nós – mas mesmo assim não queria ficar parada. Na verdade, esse era o grande medo dela, de não estar progredindo na vida.

Essa é a idéia: progredir na vida; não ficar parado sempre no mesmo ponto. E isso pode ocorrer mesmo dentro do mesmo local de trabalho.

Quando comecei, eu simplesmente “contava papel”: ficava olhando por horas cartas envelopadas pra ver se poderiam ir pra postagem. Depois trabalhei em uma envelopadora, mesmo não conhecendo nada de envelopadoras. Aprendi, fiquei bom naquilo, e fui pra outro lugar. Depois disso acabei assumindo o grupo de trabalho de outra área, até conseguir uma vaga em um setor de informática mesmo, na minha área. Hoje sou supervisor nesse setor, aos 24 anos.

Durante todo esse tempo eu não fiquei parado. Trabalhei demais, perdi finais de semana, passei raiva, mas cresci. Acho que é por isso que eu sempre admiro pessoas que no mínimo estão tentando crescer, e só consigo me relacionar com pessoas assim(e aí mulheres mais experientes tem grande vantagem). E não interessa se a pessoa está crescendo como médica de plantão ou garçonete de plantão. O crescimento individual não sabe distinguir emprego de subemprego. O valor adquirido depende somente da pessoa.

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About Bruno Pedrassani

Nasci em 1985 na cidade de Curitiba - PR. Já antes de completar 2 anos, me mudei/mudaram pra Canoinhas - SC, onde vivi até os 17. Depois disso, voltei a Curitiba pra cursar Bacharelado em Ciência da Computação na Universidade Federal do Paraná. Atualmente terminando o trabalho de graduação e trabalhando na CELEPAR - Companhia de Informática do Paraná. Nas horas vagas, pseudo-blogueiro, jogador, e amante(aquele que ama).
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6 Responses to O valor do emprego

  1. Pingback:fernandalizardo

  2. Stella says:
    Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 2.0.0.14 no Windows Windows Vista

    É muito bacana em tese. Pena que a realidade não seja assim. Aos 33 anos, desempregada e com um bom curriculo, não encontro emprego na minha área por ser restrita demais. E não encontro um “subemprego” porque OS RECRUTADORES me acham boa demais pra eles. Teorizar é muito fácil, mas na prática o buraco é mais embaixo.

    • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.5.5 no Windows Windows XP

      Entendo muito bem a situação. Mas acredito que você não mora com os pais. No mais, se morar ou não, você não precisa dar seu currículo completo pra pegar um “subemprego” não? Dê o necessário dele pra pegar o emprego.

      Boa sorte de qualquer maneira. E sim, teorizar é sempre mais fácil.

  3. Ronaldo says:
    Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.5.5 no Windows Windows XP

    Não acho que a teoria seja “fácil” como disseram aí em cima.
    Emprego pode até estar difícil, mas trabalho sempre tem, basta querer botar a mão na massa. Bem… Os bons que conheço, nunca param – mesmo sem carteira assinada estão sempre se virando. E conheço muita gente com excelente especialização que conseguiu vaga em áreas diferentes por não restringir a busca.
    Bom texto.
    Abraço!

    • Usando Mozilla Firefox Mozilla Firefox 3.5.5 no Linux Linux

      Ronaldo, concordo com seus pontos, mas a teoria sempre é mais fácil que a prática. Pode não ser fácil de fato, mas sempre é menos difícil teorizar do que fazer. Não é à toa que fazemos milhões de planos, mas nem todos saem do papel.

  4. Pingback:Guilherme Serrano

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