Leia isto: “Amor em Londres é tão raro quanto encontrar aliens, indica cálculo“.
Ao ler isto, o que vem em mente? No que você pensa, querido(a) leitor(a)?
Particularmente, quando eu li isso pensei: “nossa, fizemos contato alienígena e eu nem sabia!”.
Isso aí em cima é o título de uma notícia de 19/01/2010, da Folha. Não sei porque, mas ainda me espanto com a capacidade de agências/jornais/revistas/mídias-quaisquer em criar títulos fictícios/imaginários/estranhos-o-suficiente que levam o leitor a pensar outra coisa, que não o que está escrito no corpo da notícia.
Pensem comigo: como posso afirmar que encontrar algo é tão difícil quanto encontrar outro algo, se um dos algos nunca foi de fato encontrado?
Mas tá, tudo bem. Se você ler a notícia – que é até interessante – você vê o tipo de cálculo utilizado e entende a comparação. Só que aí caímos em outro problema: o estudo feito pelo Peter Backus – professor de economia na Universidade de Warwick – não fala sobre encontrar amor em nenhum momento. Ele fala sobre encontrar a parceira ideal, ainda seguindo os critérios dele para o que seria a parceira ideal(ou uma aproximação dela). Desde quanto quando parceira ideal significa amor, Folha?
Não sei em Londres, mas aqui no Hemisfério Sul, encontrar a parceira ideal até é fácil. Difícil é convencê-la.
Ah, e novamente, cuidado com o que fala. Ou no caso, escreve.






Olá, e bem vindos a mais um Comentário Documentário! Hoje ensinaremos como você, leitor, pode chegar à mesma conclusão da notícia supracitada…
1) Tenha suas conclusões em mãos. É extremamente importante ter suas conclusões prontas ANTES dos resultados aparecerem…
2) Crie uma hipótese que faça sentido. Ou, nesse caso, uma fórmula.
3) Se os resultados não batem com o esperado, modifique sua hipótese até os resultados baterem.
4) UAU, QUE COINCIDÊNCIA, OS RESULTADOS BATEM!
…Eu já ouvi falar de estudos sem sentido, mas esse bate o recorde.
HAhaahaha, boa!
num intendii nda