O causo das gêmeas

De vez em quando a gente lembra de coisas que estavam guardadas lá no fundo da memória, coisas que você nem sequer imaginava que ainda estavam lá.

Eu moro sozinho desde os 14 ou 15 anos, não lembro ao certo, mas foi no começo do segundo grau. 

Meu pai havia mudado de emprego e veio essa oferta pra trabalhar noutra cidade, mas nessa tal cidade não tinha sequer um colégio decente de segundo grau(na época pelo menos), então pedi pra ficar em Canoinhas mesmo. Depois de ponderarem, meus pais aceitaram. Mas bem, essa história não é sobre eu morando sozinho.

O causo que me lembrei aconteceu quando eu fui visitar meus pais na tal cidade. Era uma cidade talvez ainda menor que Canoinhas, e se hoje estou virado numa bola, outrora já tive o apelido de magrão e minha namorada me chamava de faquir. Pois é.

Então que nessa cidade havia um evento de algum tipo, em um ginásio. Eu, com todo o meu galanteio adolescente, saí caçar mulher nesse evento. Pra minha surpresa, as mulheres-meninas de lá eram bastante “fáceis” uma vez que soubessem que eu era de fora. 

Estava eu selecionando a dedo quem seria a felizarda da vez, quando me deparo com gêmeas. Acredito que eram um pouco mais velhas que eu, e nem eram as mais lindas, mas eram gêmeas bastante bonitas. Eu já tinha o meu objetivo. Escolhi uma(a primeira que passou perto, oras, eram gêmeas idênticas, como eu iria diferenciá-las?), puxei um papo, falei quem era, papo vai, papo vem, o evento acaba e eu tinha combinado de passar na farmácia onde ela trabalhava no dia seguinte.

Escolha a daminha com moderação

Não confunda as damas!

Adendo: eu não tinha ideia onde era tal farmácia, mas falei que ia. 

No outro dia, realmente tentei achar a farmácia, mas não encontrei. Como havia outro evento na cidade, talvez encontrasse a gêmea novamente, e eu estava certo.

No outro evento, encontrei as duas gêmeas lá, cheguei puxando assunto, pedindo desculpas que eu não tinha ido na tal farmácia, mas na minha arrogância adolescente eu não disse que não tinha encontrado, dei alguma outra desculpa qualquer. Mas azar, a vida é assim, continuei conversando, até o momento em que consegui ficar sozinho com a menina. Grande burrada.

Tivesse eu notado antes a troca de olhares entre elas e os amigos delas, eu teria percebido que  o tempo todo eu estava falando com a gêmea errada. Pois é. E pra piorar, eu falei que era fácil distinguir uma da outra(do’h!). Obviamente que ao ficar sozinho com a menina, tomei um pé na bunda e ainda tiraram uma com a minha cara. 

Então fica aí a lição: se um dia conhecer gêmeas e quiser ficar com alguma(qualquer uma), certifique-se de que está falando com a gêmea certa. 

Nunca mais conheci gêmeas na vida.

About Bruno Pedrassani

Nasci em 1985 na cidade de Curitiba - PR. Já antes de completar 2 anos, me mudei/mudaram pra Canoinhas - SC, onde vivi até os 17. Depois disso, voltei a Curitiba pra cursar Bacharelado em Ciência da Computação na Universidade Federal do Paraná. Atualmente terminando o trabalho de graduação e trabalhando na CELEPAR - Companhia de Informática do Paraná. Nas horas vagas, pseudo-blogueiro, jogador, e amante(aquele que ama).
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7 Responses to O causo das gêmeas

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    A outra lição da história é: gêmeas, só pra menage. O dobro da aventura, sem risco de errar. :P

  2. Pingback:Bruno Guedes A. V.

  3. Ricardo says:
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    HAHAHAHAHA nunca tive esse tipo de experiência, mas o comentário do Bruno Guedes foi sensacional ahushiauhsuias

    btw, teu blog ficou “iradasso” com esse theme.

  4. Pingback:Bruno Pedrassani

  5. Lucas says:
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    Faltou um bigodinho aí, né seu Janga……

    Mas concordo totalmente com o Guedes

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