Category: aleatoriedades

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Teorias Supermercadorísticas

Postado por Bruno Pedrassani one Commented quarta-feira, setembro 1st, 2010

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Então que eu estava na fila do supermercado. E filas de supermercado são excelentes pra você ouvir asneiras e dar risada da conversa alheia, ou ainda, ver algumas baboseiras.

E enquanto eu estava na fila, com a minha cerveja e pensando em qualquer baboseira, três adolescentes(um”piá”e duas “gurias”) começaram a papear sobre o que viam na prateleira.

O cidadão viu a bolacha ao lado e começou:

- Sabe essa bolacha ali? Ela é exatamente igual aquelas redondas, mas eu só gosto das redondas. Essa daí é ruim…(incrível como mesmo sabendo que a bolacha é a mesma, uma é ruim e a outra não)

Nisso, uma das meninas, a mais falante, soltou um jargão sensacional da adolescência atual:

- Piá, você é um complexado!

Essa conversinha já me chamou a atenção. Mimimi, é feio escutar conversa dos outros, mas bem, eles não estavam muito preocupados em falar baixo.

Aí a fila andou, e o piazote viu essa bebida aí.

- Sabe esse alpino aí? Pois nem tem gosto de alpino, parece nescau.

Nisso, provando que eu não era o único ouvindo a conversa, um senhor logo a frente deles soltou:

- Pois é, meu filho comprou esse aí, e viu que nem tem chocolate alpino mesmo, só chocolate normal.

Aí veio a primeira reflexão do nosso amigo adolescente:

- A que ponto chega o serumano né? Já não basta ter chocolate em pó e tal, tem que ainda fazer um preparado de chocolate? Meu deus…

E a menina falante, só pra quebrar a reflexão…

- Ah, eu prefiro esses preparados do que em pó.

Só que não se dando por vencido, nosso herói solta uma teoria:

- Mas sabe o que é esse alpino? Tipo, o nescau é um copo de leite com duas colheres de nescau, o alpino é um copo de leite com cinco colheres de nescau. Só isso.

Nisso eu já estava olhando pros lados e vendo se mais alguém estava rindo, porque a conversa estava muito boa. Pena que eu era o único pateta rindo ali.

E quando a fila estava quase no final, sendo que eles estavam prestes a ser chamados, a menina que não falou nada até agora vê isso, e solta:

- OOOOOOHHHHH Mellldellllssss, Eu AmU eXi XoCuLaTiIiIII! Uh FoRmAtU DeLi Eh MtU BoUm Di CoLoCaR nA bOkA!

Quase chorei de rir e quase não consegui pagar minhas compras. Fazer o que. Escuta o que não deve, ouve o que não quer.

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Meu nome é Procrastinar

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented quinta-feira, junho 17th, 2010

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“Se continuar me superando, daqui a pouco não conseguirei mais me alcançar”

Essa célebre frase foi um camarada meu que soltou há tempos, e deveria ser o mote dos procrastinadores. Apesar de muitas vezes não querer, eu sou um procrastinador ferrenho. Pra vocês terem uma pequena idéia, tenho uma outra postagem que está pronta desde 14 de maio, faltando somente UMA IMAGEM(uma foto que eu precisava tirar), mas a postagem ainda não ficou pronta. Em minha defesa(depois do próprio ataque) devo dizer que já tirei a foto, mas quando vou passar do celular para o computador, e depois do computador para a postagem é difícil saber.

Mas se não produzo tanto aqui, há outros lugares que acabo gastanto mais meu tempo. O plugin do wordpress que tomei pra mim(modo de dizer, antes que atirem as pedras) está a pleno desenvolvimento, inclusive já está na versão 2.0 com novas opções e painel de administração.

Só que ainda assim isso me frustra. Por “isso”, leiam procrastinar. Há tantos projetos que tenho idéia de fazer, manter, continuar, criar, mas devido ao alto grau de procrastinação encalacrado no meu ser, acaba faltando tempo no final do dia. Chega a ser irônico um procrastinador falar que falta tempo, mas é exatamente o que ocorre, e explico.

Só coloquei essa imagem porque estava escrito: procrastinar un rato

Imagem de: freakyman

Você vai lá, trabalha duas horas em cima do plugin. Bate uma fome, você come um grude, aproveita pra ver o tuíter, o email, o MSN. Aí você coloca uma música, vê um jogo da copa, mas tudo isso pensando: “vou escrever ainda dois posts hoje”. Só que você acaba indo jogar um Wii, falar com a namorada, e tudo vai ficando, vai ficando. Quando você realmente senta pra escrever os posts, sente o sono e viu que o dia já está acabando. Você procrastinou o dia todo, e no final do dia quando decidiu fazer o que tinha planejado… o dia acabou. O tempo acabou.

Claro que nem todos os dias são assim, e nem tão graves assim, mas acontecem. E isso é o que frustra. E pensar que quero escrever no Chiclete, no Bruno Pedrassani, no Cu de Burro, traduzir um livro(sim, é um dos meus projetos), escrever um livro(sim, é outro dos projetos, a história já está na cabeça e até iniciei a introdução!), fazer o plugin, dar manutenção no meu servidor, aprender Drupal, jQuery, php, jogar video-game…

Bah, tanta coisa pra fazer, pouco tempo pra fazer. Deveria ficar muito irritado comigo mesmo, mas bem, posso procrastinar isso também. Deixa pra depois.

Discussões

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented sexta-feira, março 12th, 2010

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Um homem e uma mulher discutindo:

H – Mas também, você fica 2 horas só se arrumando pra sair!
M – Me arrumo pra ficar mais bonita pra você, seu grosso!
H – Pra mim nada, você sabe que homem não repara em quase nada, e quem repara é gay.
M – Você está dizendo que não repara em mim?
H – Não, não foi isso que eu quis dizer, eu só disse que…
M – Eu sei que você nunca repara em mim, mas naquela atiradinha do seu serviço você bem que olha. Vai dormir no sofá hoje.
H – Mas…

E assim acaba a discussão. Não interessa o motivo original, porque não é mais por ele que estão discutindo. Perceba que a discussão acabou em um assunto que surgiu no meio, total – ou quase – totalmente nada a ver com o motivo que iniciou tal gládio.

Se você tem namorada/mulher/amante deve ter passado por situação semelhante. E não estou culpando mulheres aqui não, o exemplo pode funcionar muito bem com o homem invocando um assunto qualquer guardado na memória e a discussão acabar na mesma sensação de que tudo foi pro saco e nada foi resolvido – pra ambas as partes.

Poderia discorrer sobre os por quês de que quase sempre que discutimos, invocamos razões e sentimentos que não pertencem nem ajudam na discussão, mas não é o caso. O caso aqui é que não sabemos discutir.

É muito difícil deixar sentimentos de lado em discussões. Cada vez que o seu “adversário” aponta um erro seu – e que provavelmente você sabe que o comete – a sua primeira reação é reagir apontando um dele. Nem preciso mencionar o ciclo aqui. Discussões perfeitas seriam feitas de robôs sem emoções, chegando a conclusões pra todos os lados.

Só que dentro de toda emoção e briga, há uma coisa que realmente me incomoda.

Quando você disse/fez algo mal interpretado pela outra parte, essa outra parte tem razão em sentir-se lesada mesmo depois que você explica seus motivos, sendo que a interpretação está errada?

Vamos pra um exemplo, vá:

Um acessa a mesma rede social que Dois acessa. Essa rede social permite a criação de avatares. Um faz um avatar só pra dizer que tem, com coisas que não refletem sua pessoa real. Esse avatar é uma brincadeira pra Um. Já Dois cria um avatar da maneira que se enxerga, ou pelo menos tenta fazer um avatar o mais fiel possível. Um, que desconsidera a seriedade de tais avatares, vê a roupa que Dois colocou em seu avatar e diz que tal roupa é uma porcaria, querendo brincar. Dois, que fez o avatar à sua semelhança, considera que Um falou mal da sua própria roupa, e a discussão começa.

Aqui houve um desentendimento inicial gerando a discussão, mas mesmo depois que Um explicou o que quis dizer(e que de fato foi uma brincadeira, visto que Um não considerava tais avatares como “sérios”), Dois acredita que foi ofendido através do seu avatar, e o impasse continua indefinidamente.

Será que isso é o resultado de tempos modernos, e a tendência é que cada vez mais projetemos nossa imagem online, onde uma ofensa a tal imagem é uma ofensa para a pessoa?
Terá Dois razão em ficar ofendido mesmo depois que Um explica que pra ele(Um), esses avatares são insignificantes?
Será que seguidores de Cristo ficariam tão ofendidos se eu lhes contasse que pra mim, Cristo é insignificante?

Não sei responder a nenhuma dessas perguntas. Mas por via das dúvidas, nunca mais falo da roupa de nenhum BuddyPoke.

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Amor, Cálculo, Amor, Aliens

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

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Leia isto: “Amor em Londres é tão raro quanto encontrar aliens, indica cálculo“.

Ao ler isto, o que vem em mente? No que você pensa, querido(a) leitor(a)?

Particularmente, quando eu li isso pensei: “nossa, fizemos contato alienígena e eu nem sabia!”.

Isso aí em cima é o título de uma notícia de 19/01/2010, da Folha. Não sei porque, mas ainda me espanto com a capacidade de agências/jornais/revistas/mídias-quaisquer em criar títulos fictícios/imaginários/estranhos-o-suficiente que levam o leitor a pensar outra coisa, que não o que está escrito no corpo da notícia.

Pensem comigo: como posso afirmar que encontrar algo é tão difícil quanto encontrar outro algo, se um dos algos nunca foi de fato encontrado?


Ah é, já fizemos o primeiro contato: Sam, o cachorro mais feio do mundo
Foto de: spierzchala

Mas tá, tudo bem. Se você ler a notícia – que é até interessante – você vê o tipo de cálculo utilizado e entende a comparação. Só que aí caímos em outro problema: o estudo feito pelo Peter Backus – professor de economia na Universidade de Warwick – não fala sobre encontrar amor em nenhum momento. Ele fala sobre encontrar a parceira ideal, ainda seguindo os critérios dele para o que seria a parceira ideal(ou uma aproximação dela). Desde quanto quando parceira ideal significa amor, Folha?

Não sei em Londres, mas aqui no Hemisfério Sul, encontrar a parceira ideal até é fácil. Difícil é convencê-la.

Ah, e novamente, cuidado com o que fala. Ou no caso, escreve.

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Bobagens Aleatórias com o Posterous

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented quarta-feira, janeiro 20th, 2010

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Então que o Posterous é um sistema bem legal. Você pode criar um blog/site simplesmente mandando um email pra post@posterous.com, sendo que o Assunto vira o título da postagem, e quaisquer coisas que tiver no corpo do email serão o corpo da postagem; inclusive vídeos, imagens ou qualquer tipo de arquivo. Mais interessante ainda é que ele pega os vídeos mandados, manda para os servidores deles e cria um player embedded na página. Tudo muito simples.

Aliás, é tão simples que não precisa de cadastro. Você pode agora mesmo mandar um email para o endereço acima que imediatamente receberá uma resposta com um link para o seu novo blog e para a sua postagem. Uma vez lá, você pode alterar o que quiser, inclusive o endereço e o tema. Como acabei de dizer, incrivelmente simples.

Toda essa introdução foi somente para avisá-los(las), caros(as) leitores(as), que eu criei meu posterous, o http://bobageria.posterous.com/. Tem um link ali na direita na barra de links também. A minha idéia desse posterous não é mais algo pra manter e me preocupar com detalhes, é mais pra aprender uma nova ferramenta(como o http://brunopedrassani.com em que aprendi/estou aprendendo a usar o Drupal).

Como o nome já diz, o Bobageria só vai ter bobagens. Porcaria internética. E vídeos de LOLCats(a.k.a gatinhos fofos). A proposta do Bobageria é publicar vídeos, textos, piadas, imagens que recebo ou que acho pelas internerds, tudo bem leve, só pra dar uma risada ou chamar de tosco. Crie o seu posterous com o tema que quiser também!


Vai dizer que nunca comeu “bobagem”?
Imagem de: Vacacion

Agora só pra dar uma atualizada no que rola aqui no blógue(eu posso não postar muito, mas sempre tem mudanças em configurações, plugins, widgets, facilidades de uso e compartilhamento, etc, etc, etc), coloquei um bloco de anúncio do AdSense aí na direita só pra ver se ganho uns trocados, senão já tiro; há agora o Tuite esse post no cabeçalho de cada postagem, é só clicar que você é redirecionado pro twitter pra postar no seu twitter a minha postagem :) ; e adicionei um widget bem legalzinho que criei no Skoob(já falei do Skoob aqui) com os livros que estou lendo. Claro que exige uma certa manutenção de livros no Skoob, mas é pouca coisa.

Ah, não se esqueçam de visitar o Bobageria.

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