Category: cerveja

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Se eu bebo é porque eu gosto

Postado por Bruno Pedrassani 6 Commented quinta-feira, junho 4th, 2009

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Ultimamente tenho “sofrido” algumas críticas com relação à bebida. Bebida que eu digo é alcoólica mesmo: whisky, vinho, cerveja, vodka.

As críticas nem são com relação à quantidade, mas sim, à “forma” como bebo. Pra deixar mais claro, eu não me importo em beber sozinho, e o faço.

Normalmente as pessoas precisam de uma desculpa pra beber. Assim, fazemos festas, encontros, trabalhos; há toda a confraternização, mas quem bebe não deixa de beber não é? E certamente gosta.

Mas isso sempre tem um cunho “social”; é praticamente aquele negócio de dizer que “só bebo socialmente”. Arran, sei.

Acontece que eu bebo porque eu gosto, simples assim. Posso estar sozinho em casa e curtir um vinho, ou whisky, ou o que for. E justamente porque bebo sozinho, se algum cidadão fica sabendo, rola aquele papinho:
- Nossa, mas você bebe sozinho? Coisa de alcoólatra.


Não precisa beber sozinho, eu bebo com você…
Crédito: snappED_up

O engraçado é que, normalmente quem solta uma dessas, também gosta de beber. Talvez encher a cara até, mas só socialmente né? Esse tipo de gente acredita que se isenta de alguma culpa ao beber com outras pessoas. Oras, eu não me sinto culpado por beber. É algo que me dá prazer, eu gosto, por que sentir culpa? Isso é coisa de religião católica – esse negócio de fazer você se sentir culpado por se sentir bem. Se não me sinto culpado, não preciso dar desculpa pra beber, logo(se utilizando da boa e velha lógica), não há problema em beber sozinho.

Veja que em nenhum momento eu disse que encho a cara todo dia, muito menos que bebo todo dia. Simplesmente afirmei que eu bebo sozinho porque não preciso arranjar uma desculpa pra minha culpa inexistente.

E você, se sente culpado quando bebe? Quando transa? Quando xinga?

Pois se você tem algum tipo de culpa, nem que seja a des, você pode ser um ateu religioso. Ou um religioso religioso. Ou nenhuma das anteriores.

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Sobre um velho assunto: Lei Seca

Postado por Bruno Pedrassani one Commented quinta-feira, janeiro 8th, 2009

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Como não me sinto à vontade com resoluções de fim/começo de ano, felicitações e afins, vou pular essa parte.

A Lei Seca já foi aprovada, já passou de ser hype, já foi falada, discutida, já deu grana aos cofres públicos, já colocou “caboco” atrás das grades. A imprensa alardeia aos quatro cantos que o negócio funcionou e arremessa valores, pesquisas do quanto diminuiu acidentes, quantas pessoas foram salvas, toda aquela ladainha de sempre.

Não vou pro lado de teorias da conspiração e dizer que as pesquisas estão erradas. Não. Acredito que estejam certas sim, ou próximas disso pelo menos. Mas não é certo dizer que tudo isso melhorou por causa da Lei Seca.

Pra um observador que pelo menos se dê ao trabalho de… observar, é fácil concluir que essa Lei Seca não é diferente da outra, pelo menos no sentido de que as duas condenam quem bebe demais. E isso já é o suficiente pra uma Lei, já é seu papel.

O que mudou então?

A impunidade.

Todos lembram como foi no começo da lei não?
Policiais nas ruas, bafômetros em mãos, muitas blitzes(será que é isso o plural?), cercos contra bares e um monte de gente preferindo ficar em casa e beber do que sair e beber. Bem, isso é o correto não? Saber beber, ou se ferrar.

Essa foi a diferença. A polícia fez o trabalho que, bem, já era dela mesmo, mas que nunca havia sido feito com a lei antiga. Isso mudou os números. Bêbados sem-noção passaram a ser pegos e a ficar com o c* nas mãos. E no mínimo com a carteira vazia. Essa é a diferença. Não deixar escapar quem comete infrações, não deixar a impunidade tomar conta.

Então erra quem pensa que todos os frutos colhidos foram da nova lei. Ela pode até ter algum efeito, mas sinceramente, o maior efeito é a polícia na rua, pegando bandido, fazendo quem deve pagar. Isso muda os números e muda um país. Obviamente nem preciso dizer que tudo já voltou a ser como era antes, ou quase. Ê meu brasilzão.

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Comprovado: SMS é mais perigoso que álcool e drogas

Postado por Bruno Pedrassani 12 Commented domingo, setembro 21st, 2008

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Agora está comprovado: SMS no volante é mais perigoso que bebidas e drogas. De acordo com uma pesquisa de um laboratório desocupado britânico, o tempo de reação de quem escreve SMS no volante cai 35%, enquanto quem consome o limite legal(lá) de álcool tem queda de 21%. Pra usuários da verdinha, é 12%.

Agora vem cá, chega mais perto. Mais um pouquinho. QUEM É A BESTA QUADRADA QUE NÃO SABIA DISSO?

Não digo nem as porcentagens, isso aí só com pesquisa mesmo. Mas alguém tinha dúvida que pegar o celular na bolsa/bolso, catar as mensagens pelos menus, escrever, ler e mandar a mensagem é mais perigoso que… qualquer coisa?

Esse tipo de pesquisa só serve pra provar o que Homer Simpson já dizia: “As pessoas inventam estatísticas para provar qualquer coisa. 40% das pessoas sabem disso.”


Mais do Pixel Addict

Porra, você precisa parar de olhar pro trânsito, prestar atenção no celular e ainda tirar pelo menos uma das mãos pra digitar a mensagem. Qualé? Sério, alguém achava que isso era menos perigoso que beber dirigir alcoolizado(se é que pode-se chamar de alcoolizado o limite legal)?

É por essas e outras que tenho vontade de fazer umas pesquisas inúteis como essa(e ganhar dinheiro com isso). Ah, ainda tenho vontade de criar um funk tão meloso e gosmento que o Brasil inteiro cante. Só pra ficar milionário. É cada uma que me aparece.

O bom agora é que, com uma pesquisa dessa dando “embasamento científico”, quando o policial te parar numa blitz depois de você ter bebido uns gorós, você pode dizer:

- Bô seu guarda, releva! Eu bem bodia dá enviando um SMS, bas dão, eu bebi um bouquinho só! Qualé, libera essa bai?

Viram só? Isso aqui também é cultura! E ainda, dando dicas de como escapar de uma blitz. Melhor que isso, só dois disso.

Agora a pergunta que não quer calar: O que é pior, quem fez a porcaria da pesquisa, ou quem publica esse tipo de coisa inútil?

Fonte: Portal Exame

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A Porcaria nos jogos de Futebol(curitibanos pelo menos)

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented terça-feira, julho 8th, 2008

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No último sábado fui ao meio-estádio “Caldeirão” Kyocera Arena – o estádio do Atlético Paranaense – assistir ao Atlético PR x Santos, pelo brasileirão. Até aqui nada de mais, o estádio é bonito, estava quase lotado, foi sossegado pra entrar, não vi ninguém se matando.

O jogo foi meio ruim no primeiro tempo, a zaga do Santos tá uma porcaria(não sou santista, nem atleticano); o segundo tempo deu uma melhorada e até gol saiu. Bem, não vim fazer uma análise do jogo.

Vim é falar da minha indignação quanto aos torcedores porcos(não, não são os palmeirenses) que saem do jogo literalmente mijando em qualquer lugar. Não sei se isso acontece em outras cidades do Brasil, mas em Curitiba, a capital paranaense, quase modelo europeu(é o que a mídia insistem em dizer por aqui), os caras tiram a benga o instrumento pra fora, no meio da rua, onde tiver uma árvore, poste ou nada mesmo, e largam ali os dejetos. Mulheres, crianças, qualquer um vê a porcaria.

Confesso que, durante a partida, pensei que a minha namorada poderia ter ido ver o jogo, estava relativamente calmo, bonito de se assistir. Mas no final, agradeci que ela não foi. É um tipo de vergonha que ninguém precisa passar. E pior. As crianças que crescem indo a estádios vão achar que aquilo é normal. Se o pai não fizer sua parte, a criança fará a mesma porcaria. É o cúmulo voltar pra casa depois do jogo e ter que desviar de jatos de mijo.

É, essas estátuas estão incentivando a porcariada desenfreada…

Mas antes que venham encher o saco, isso não acontece só com jogos do Atlético PR. Já morei perto do Couto Pereira – o estádio do Coritiba – e é a mesma coisa. Parece uma cultura curitibana, vai saber.

Já fui ver jogo no Morumbi(a final de 95, Portuguesa x Grêmio), mas confesso que não lembro se isso acontecia.

Não faz muito tempo, esses porcos ainda tentavam se esconder. Você até os via em cantos escuros, atrás de paredes. Mas agora no meio da rua mesmo. Na maior, achando bonito. Não sei se sou eu que estou ficando muito chato, mas definitivamente estamos regredindo. É uma pena.

Se o problema fosse falta de saneamento básico, até entenderia a situação. Mas de fato, aqui em Curitiba não é. Não onde os estádios estão localizados.

Cada vez mais acho que brasileiro tem que se ferrar mesmo. Leis ridículas, blogs marginalizados. Pessoas que se reúnem aos montes pra berrar contra um casal que – teoricamente – matou a filha, mas que não são capazes de sair de casa contestar algo que realmente valha a pena. É como dizem, cada um tem o que merece. E sim, sou brasileiro também, tenho a minha parcela de culpa, mas estou ciente disso.

Conversa de Botequim

Postado por Bruno Pedrassani 7 Commented quarta-feira, julho 2nd, 2008

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É sabido que em conversas de botequim rolam os mais variados assuntos. Desde o porquê que garrafas têm um mini “f” impresso no rótulo, passando pela crise no oriente médio, Afeganistão, Iraque, Irã, Coréia do Norte, até a política externa de TODOS os países do mundo. É, isso sempre é possível numa conversa de botequim.

Claro que no botequim ainda tem aquela “tiração de sarro” com os camaradas presentes, e com os não presentes também. Histórias absurdas e esdrúxulas de cada um ressurgem das cinzas. Incrível como um boteco tem esse poder.

Pois bem. Visando essas conversas totalmente esclarecedoras, eu e meus amigos de faculdade(é, o BCC cria laços fortes de amizade. Normalmente é assim quando todos se ferram no curso) criamos uma lista de discussão, que nada mais é uma lista com os emails de todo mundo. Então, todo dia de manhã, alguém manda uma piadinha, uma imagem, uma montagem, um texto sério, outros nem tanto, enfim, manda absolutamente qualquer coisa pra lista. E as discussões começam. Algumas discussões são tão boas, que geram inclusive posts, como esse aqui. Obviamente dependendo do dia a coisa desanda a tirar sarro de alguma alma escolhida por processos totalmente aleatórios.

Imagem do Homer porque ele sabe qual é o sentido da vida…

As discussões normalmente trazem quase todos os elementos do bar/boteco/botequim, menos a cerveja é claro. Mas é um ótimo escape para as intempéries do trabalho pela manhã. E se o assunto for bom, fica na lista por dias.

“Isso é terapêutico” diria um amigo meu. E de fato é. Cada um tem uma versão, cada um tem seu argumento, sua opinião. Com o passar dos anos, aprendemos a respeitar a opinião de cada um, mas todas as opiniões são boas(se é que se classificam opiniões). São discussões sadias(obviamente no começo o pau quebrava, mas tudo bem, vivendo e aprendendo).

O que quero dizer aqui é que todos, absolutamente todos, deveriam ter uma espécie de cano de escape para o que fazem. Acredito que muitos também tenham listas de emails parecidas, e se não tiverem, criem uma(claro, se gostarem de papo de botequim). Não precisam iniciar uma conversa falando da baixa do dólar, mas se tiver cabeças suficientes na lista, certamente o assunto palpitará. Acredito que o número de cabeças necessárias é > 3, mas isso é um teorema meu. Inclusive, quanto mais cabeças, maior a quantidade de vezes que um assunto se desvirtua e vira uma ofensa pra alguém, mas isso é que é o divertido. Ninguém vai lá pra discutir a crise do oriente médio. Não de cara. Aliás, discutir aquela cagada que seu amigo fez no primeiro ano de faculdade é sempre mais divertido.

OBS: Esse texto era pra ter falado sobre a Amazônia, mas olha o que virou. Será que essas vozes na minha cabeça são realmente outras pessoas?

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