Se eu bebo é porque eu gosto
Ultimamente tenho “sofrido” algumas críticas com relação à bebida. Bebida que eu digo é alcoólica mesmo: whisky, vinho, cerveja, vodka.
As críticas nem são com relação à quantidade, mas sim, à “forma” como bebo. Pra deixar mais claro, eu não me importo em beber sozinho, e o faço.
Normalmente as pessoas precisam de uma desculpa pra beber. Assim, fazemos festas, encontros, trabalhos; há toda a confraternização, mas quem bebe não deixa de beber não é? E certamente gosta.
Mas isso sempre tem um cunho “social”; é praticamente aquele negócio de dizer que “só bebo socialmente”. Arran, sei.
Acontece que eu bebo porque eu gosto, simples assim. Posso estar sozinho em casa e curtir um vinho, ou whisky, ou o que for. E justamente porque bebo sozinho, se algum cidadão fica sabendo, rola aquele papinho:
- Nossa, mas você bebe sozinho? Coisa de alcoólatra.
O engraçado é que, normalmente quem solta uma dessas, também gosta de beber. Talvez encher a cara até, mas só socialmente né? Esse tipo de gente acredita que se isenta de alguma culpa ao beber com outras pessoas. Oras, eu não me sinto culpado por beber. É algo que me dá prazer, eu gosto, por que sentir culpa? Isso é coisa de religião católica – esse negócio de fazer você se sentir culpado por se sentir bem. Se não me sinto culpado, não preciso dar desculpa pra beber, logo(se utilizando da boa e velha lógica), não há problema em beber sozinho.
Veja que em nenhum momento eu disse que encho a cara todo dia, muito menos que bebo todo dia. Simplesmente afirmei que eu bebo sozinho porque não preciso arranjar uma desculpa pra minha culpa inexistente.
E você, se sente culpado quando bebe? Quando transa? Quando xinga?
Pois se você tem algum tipo de culpa, nem que seja a des, você pode ser um ateu religioso. Ou um religioso religioso. Ou nenhuma das anteriores.








