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Meu nome é Procrastinar

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented quinta-feira, junho 17th, 2010

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“Se continuar me superando, daqui a pouco não conseguirei mais me alcançar”

Essa célebre frase foi um camarada meu que soltou há tempos, e deveria ser o mote dos procrastinadores. Apesar de muitas vezes não querer, eu sou um procrastinador ferrenho. Pra vocês terem uma pequena idéia, tenho uma outra postagem que está pronta desde 14 de maio, faltando somente UMA IMAGEM(uma foto que eu precisava tirar), mas a postagem ainda não ficou pronta. Em minha defesa(depois do próprio ataque) devo dizer que já tirei a foto, mas quando vou passar do celular para o computador, e depois do computador para a postagem é difícil saber.

Mas se não produzo tanto aqui, há outros lugares que acabo gastanto mais meu tempo. O plugin do wordpress que tomei pra mim(modo de dizer, antes que atirem as pedras) está a pleno desenvolvimento, inclusive já está na versão 2.0 com novas opções e painel de administração.

Só que ainda assim isso me frustra. Por “isso”, leiam procrastinar. Há tantos projetos que tenho idéia de fazer, manter, continuar, criar, mas devido ao alto grau de procrastinação encalacrado no meu ser, acaba faltando tempo no final do dia. Chega a ser irônico um procrastinador falar que falta tempo, mas é exatamente o que ocorre, e explico.

Só coloquei essa imagem porque estava escrito: procrastinar un rato

Imagem de: freakyman

Você vai lá, trabalha duas horas em cima do plugin. Bate uma fome, você come um grude, aproveita pra ver o tuíter, o email, o MSN. Aí você coloca uma música, vê um jogo da copa, mas tudo isso pensando: “vou escrever ainda dois posts hoje”. Só que você acaba indo jogar um Wii, falar com a namorada, e tudo vai ficando, vai ficando. Quando você realmente senta pra escrever os posts, sente o sono e viu que o dia já está acabando. Você procrastinou o dia todo, e no final do dia quando decidiu fazer o que tinha planejado… o dia acabou. O tempo acabou.

Claro que nem todos os dias são assim, e nem tão graves assim, mas acontecem. E isso é o que frustra. E pensar que quero escrever no Chiclete, no Bruno Pedrassani, no Cu de Burro, traduzir um livro(sim, é um dos meus projetos), escrever um livro(sim, é outro dos projetos, a história já está na cabeça e até iniciei a introdução!), fazer o plugin, dar manutenção no meu servidor, aprender Drupal, jQuery, php, jogar video-game…

Bah, tanta coisa pra fazer, pouco tempo pra fazer. Deveria ficar muito irritado comigo mesmo, mas bem, posso procrastinar isso também. Deixa pra depois.

Epidemias de Casamento

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented quarta-feira, maio 5th, 2010

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Volta e meia casamentos em geral(não um só, não o seu) passam por fases. Digo casamentos em geral porque a fase é envolvendo vários mesmo. Mais ou menos quando aquele bando de gente que se conhece(ou não!) resolve fazer uma cerimônia só, sabe? Tipo, 5 noivos e 5 noivas alinhados da frente de um padre/juiz/papa esperando o “até que a morte os separe”.

Acho que todos já viram ou ouviram falar de algo do gênero, e esse é um tipo de “epidemia” de casamento a que me referi. Mas existem outras caro leitor, outras.

Elas começam quando vários casais, unidos pela sua paixão por algo em comum – ou por um simples vício em comum – , começam a fazer as mesmas coisas e frequentar os mesmos lugares. Mais ou menos como sair pra beber e jogar canastra a noite toda. Nem sempre fazem isso, mas há tempos em que todos os finais de semana são de jogatina não é?

Mas aí você astutamente me dirá: “Ah, mas isso é só porque eles tem algo em comum, como o baralho ou a bebida.”

Sim, concordo com você. Podemos até dizer que a bebida é um ótimo catalisador de casais.

lego-couple

A bebida e a felicidade sempre andando juntas…

Imagem de: jonathanb1989

Só que o tempo passa. Ah meus amigos, ele sempre passa não é? Ou nós passamos por ele, tanto faz. E aí num belo dia nublado com previsão de chuva para o final de semana, com uma massa de ar frio vindo da Argentina, você recebe a notícia:

- Sabe aquele primo do seu pai que sempre saía com a gente? Pois é, acredita que ele e a mulher terminaram? Que pena, pareciam tão felizes…

Você realmente acha uma lástima, mas a vida é a vida, e o tempo há de seguir. E ele segue. Algum tempo depois, sua mulher volta e diz:

- Amor, sabe aquela minha amiga que foi pra praia com a gente ano passado? Puff, ela e o maridão estão separados. Que mundo louco né?

Claro, mundo louco. É a bruxa varrendo a loucura pra debaixo do tapete e Deus assoprando pra fora.

E numa dessas assopradas, repentinamente sua mulher não vem mais te contar uma separação. As coisas mudaram novamente. Dessa vez quem vem falar com você é seu amigo:

- Mas é isso mesmo cara, mulher nenhuma presta.

E aí sim você percebe que a Epidemia da Separação te pegou. Fazer o que, uma hora ela te pega.

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Quem você condenaria a passar a eternidade no inferno?

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented segunda-feira, abril 19th, 2010

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Dante’s Inferno é o jogo da vez que mantém meu PSP e meu tempo ocupados. Apesar de ser uma cópia descarada de God of War, o jogo tem seu charme e brilho próprio.

Ele é baseado na primeira parte da Divina Comédia, de Dante Alighuieri, chamada… Inferno. Por aí já dá pra se ter uma idéia do que é o jogo. Mas bem, esse post não é uma análise do jogo nem nada, esse começo foi só pra situar mesmo.

O que acontece aqui é que durante o jogo você percorre os nove círculos do Inferno de Alighieri, e durante seu passeio pelo inferno, você se depara com almas de pessoas muito conhecidas pela história. Nesse ponto o jogo mostra quem é a pessoa e o que ela fez em seu tempo, e você pode escolher se a pune, deixando-a no Inferno pela eternidade, ou se a absolve, mandando para o reino dos céus(amém!). Só pra ter uma idéia do nível das almas, a primeira que encontrei foi a de Pôncio Pilatos.

Dante e Virgílio no Inferno, por William-Adolphe Bouguereau

Então que foi a parte de julgar as almas que me atiçou a atenção e curiosidade. Em uma certa altura do jogo, você encontra a alma de uma mulher(não lembro os nomes das pessoas da história, mas não é relevante aqui), e deve julgá-la como as outras. O pecado dela é que ela traiu seu marido, após ele ficar paraplégico(ou aleijado, não lembro), com seu cunhado, ou seja, com o irmão do marido.

Nesse ponto eu pensei e bom, de acordo com o meu julgamento, ela poderia ser absolvida. Ter um marido incapacitado não deve fácil, e todos tem suas necessidades. Não digo que é certo, mas bem, eu absolveria.

Aí um pouco mais pra frente no jogo você encontra a alma do irmão do marido, ou seja, o “Ricardão”. Sem pestanejar, eu o puni. Foi somente depois(um pouco antes de escrever esse post), que pensei na situação. Por que punir o irmão e não punir a mulher? Teoricamente o pecado é o mesmo, mas os dois estavam em situações totalmente diferentes.

O irmão traíra podia ter se apaixonado pela mulher, todo aquele blábláblá, mas ele como irmão NUNCA poderia pegar a mulher do próprio irmão. A traição da mulher poderia ser com qualquer homem que seria a mesma coisa, digamos, o mesmo “nível” de pecado. Já o “Ricardão” poderia pegar qualquer mulher do planeta, MENOS a do irmão(e pai, e amigo, e filho). É uma questão de honra.

Percebam que se a situação fosse a contrária, valeria da mesma forma(sob o meu julgamento). Se o marido traísse a mulher incapacitada com a cunhada, ele seria absolvido e a cunhada não.

O que é mais interessante nisso tudo é que os julgamentos do jogo(ou seja, do livro) são todos metáforas do nosso mundo real. Quem nunca julgou aquela mulher pela roupa que veste? Ou aquele casal que parece ser muito feliz? Ou aquele cara que pega todas as mulheres?

Como seres humanos, temos a necessidade de julgar tudo à toda hora, é um fato. Estamos constantemente julgando se é melhor pegar esse ou aquele caminho, se ele está certo e eu errado. É questão de sobrevivência e evolução. O que difere cada pessoa é o que considera-se na hora de julgar, e o quanto é conhecido sobre o que se está julgando. Julgamentos preliminares ou com base somente na casca ovo continuam sendo uma porcaria de julgamento.

PS: Esqueça por um momento suas convicções religiosas ou que concernem a céu e inferno. Vamos nos ater a uma das concepções em que o céu é o lugar “bom” e o inferno o lugar “mau”. Simples assim(considerando que você já saiba o que é bom e mau).

PS²: Quem disse que jogos não fazem você pensar?

PS³: Qual seria o seu julgamento no caso citado no post?

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As Brigas de TPM

Postado por Bruno Pedrassani No Commented quinta-feira, março 18th, 2010

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A porcaria da Tensão Pré-Menstrual é uma coisa muito chata.

Veja bem, nós homens não sofremos com um evento parecido. Não há um período do mês que no qual sangramos por vários dias(sem morrer!), muito menos um período em que não conseguimos ao menos saber porque estamos chorando. A bem da verdade, como já diria meu camarada Frejat, “homem não chora nem por dor, nem por amor”.

Então que, como somos escravos de nossas mulheres, nos submetemos a essa disritmia cotidiana de nossas ditas cujas. E fazemos isso por quê? Porque as amamos, não é mesmo? Claro, só por isso.

Só que o intrigante é que não importa o que façamos, não importa o que digamos, não importa o que tentamos tentemos, a gente se ferra nos ferramos. Isso é um fato que não pode ser mudado. Se a mulher entrou na TPM, bói, você se ferrou. Pula fora ou aguenta a pressão.

E experimenta chegar atrasado…
Imagem de: kevindooley

Lembro que depois que voltei com a minha ex namorada, que agora não é mais ex(arrá!), só brigamos uma vez desde que reatamos, e foi exatamente na semana de TPM da mulé. E essas brigas de TPM sempre são homéricas! Parece que tudo fica pior: ela chora mais, grita mais, xinga mais, se magoa mais.

E se você acha que só sofrem com isso casais, nunca morou com a mãe ou a irmã. A tensão é a mesma, só que algumas vezes basta ficar longe de casa por uma semana que fica tudo tranqüilo(trema querida, ainda não te abandonei!).

E junto da TPM, quase toda mulher(que eu conheço pelo menos), vem de fábrica com um plus a mais: a capacidade elefantíaca de não esquecer NADA do que falamos.

Agora junte a TPM com essa capacidade elefantíaca de lembrar frases aleatórias, junte numa mulher, dê uma mexidinha nos hormônios dela e pronto: uma bomba pronta pra explodir na sua cara.

E sabe qual é o pior do pior?

Não importa quantas vezes reclamamos, brigamos, separamos ou até ficamos quietos. A gente sempre volta com o rabo entre as pernas pra fazer as pazes. Porque homem só é homem porque existe a mulher.

PS: e no final do final, brigas de TPM não contam.

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Brasileiro não gosta do Brasil

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

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Um fato que constato constantemente(!) é que brasileiro não gosta do próprio país. Obviamente que, como toda generalização, temos as exceções, mas não são elas que serão tratadas por ora.

Já tivemos épocas em que era obrigatória a execução do hino nacional brasileiro todos os dias nas escolas, antes da aula começar. Perdemos isso. Quem sabe não perdemos mais ainda, como alega essa simpática velhinha?

OK, pode ser que esta introdução só existisse pelas bandas da velhinha, mas a wikipedia atribui tais versos a Américo de Moura(não que isso torne a possibilidade em fato). Pensando com meus botões – indiferente dos versos existirem ou não – a simpática idosa passa uma lição importante e interessante: o brasileiro está perdendo a própria identidade brasileira(se é que isso é possível de ser afirmado).

Tudo no Brasil é uma merda, nada presta. Só temos corruptos e bolsa-esmola. Vou-me embora para Pasárgada, ou pro Canadá. #mimimi #mimimi #mimimi

(Só pra queimar um pouco minha língua, demorei tanto a publicar isso aqui que há informações que a partir de 22 de setembro de 2009, o hino nacional brasileiro tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana, todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo.(D’aqui))

O que todos esquecem na hora de reclamar, é que o Brasil é feito de brasileiros, e somos diretamente responsáveis pelo que ele representa. Se o vemos como um lixo, um lixo é o que será.

Há ainda os separatistas. Aqueles mesmos da Farroupilha. Aqueles que querem separar não mais só Rio Grande do Sul, mas todo o Sul do resto do país. Tenho vários amigos que acreditam cegamente que isso é uma coisa boa. Pra esses todos, sugiro a leitura de dois artigos no Papo de Homem(link 1 e link 2).

É inegável que cada região teve suas peculiaridades, sua colonização, seus impasses e dificuldades. Temos muitos “Brasis” dentro do Brasil. Mas não é negando um irmão que as coisas vão melhorar. Separar o Brasil é uma visão e um recurso “fácil” pra tentar acabar com os problemas do país. Cegos. O Sul sozinho ia viver do quê? Pecuária? Claro, super-potência.

Inserindo nesse balaio de odiadores brasileiros, vamos colocar quem tem vergonha de se dizer brasileiro. Já vi em várias ocasiões gente dizendo que veio de outro lugar, pra não dizer que veio do terceiro mundo. OK, pode ter preconceito, blablabla, mas não é negando o que você é, que se combate o preconceito, ou é?

“Ah, mas você não sabe o que pensam do Brasil lá fora. Acham que aqui é só carnaval, futebol, mulher pelada e que a capital é Buenos Aires”.

Certo. Então vou dizer que vim da Itália. Simples. Não falo de negar acestrais, eu mesmo tive bisavós italianos e alemães. Mas eu não nasci lá. Posso ter laços com esses países, gostar das tradições, exercê-las, mas, novamente, eu não nasci lá. Como cidadão do meu país, eu deveria defendê-lo, não ofendê-lo. Nossa geração já não sabe mais o que é isso, e digo nossa porque estou incluso. Não tive hino nacional na escola a não ser um par de vezes, e ninguém me mostrou o que o Brasil tem de bom. Não interessa que seja uma formiga. A identidade nacional deve ser refeita afim de que possamos crescer como país. Precisamos nos sacrificar pelo país.

O que me dá mais nojo é que só nos unimos quando há um inimigo mais “patriota” que nós. Futebol contra a Argentina é um motivo. Qualquer rixa com Estados Unidos também. Incrível como esses dois países tem o poder de fazer brasileiros se unirem, pena que os motivos só funcionam por alguns minutos. Já repararam que em todo Godamn filme róliúdiano aparece uma banderia dos EUA hasteada? Pois é, identidade. Quando vimos a bandeira brasileira em um filme, falamos um “que tosco”, isso quando não deixamos de lado.

Esse post ficou uns 6 meses na geladeira, pra que eu não o publicasse em um simples momento de raiva. Bem, 6 meses dizem que não foi um momento que perdi a cabeça(mas pode ser que eu não a tenha mais de qualquer maneira).Technorati Tags: , , ,