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Brasileiro não gosta do Brasil

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

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Um fato que constato constantemente(!) é que brasileiro não gosta do próprio país. Obviamente que, como toda generalização, temos as exceções, mas não são elas que serão tratadas por ora.

Já tivemos épocas em que era obrigatória a execução do hino nacional brasileiro todos os dias nas escolas, antes da aula começar. Perdemos isso. Quem sabe não perdemos mais ainda, como alega essa simpática velhinha?

OK, pode ser que esta introdução só existisse pelas bandas da velhinha, mas a wikipedia atribui tais versos a Américo de Moura(não que isso torne a possibilidade em fato). Pensando com meus botões – indiferente dos versos existirem ou não – a simpática idosa passa uma lição importante e interessante: o brasileiro está perdendo a própria identidade brasileira(se é que isso é possível de ser afirmado).

Tudo no Brasil é uma merda, nada presta. Só temos corruptos e bolsa-esmola. Vou-me embora para Pasárgada, ou pro Canadá. #mimimi #mimimi #mimimi

(Só pra queimar um pouco minha língua, demorei tanto a publicar isso aqui que há informações que a partir de 22 de setembro de 2009, o hino nacional brasileiro tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o país. Ao menos uma vez por semana, todos os alunos do ensino fundamental devem cantá-lo.(D’aqui))

O que todos esquecem na hora de reclamar, é que o Brasil é feito de brasileiros, e somos diretamente responsáveis pelo que ele representa. Se o vemos como um lixo, um lixo é o que será.

Há ainda os separatistas. Aqueles mesmos da Farroupilha. Aqueles que querem separar não mais só Rio Grande do Sul, mas todo o Sul do resto do país. Tenho vários amigos que acreditam cegamente que isso é uma coisa boa. Pra esses todos, sugiro a leitura de dois artigos no Papo de Homem(link 1 e link 2).

É inegável que cada região teve suas peculiaridades, sua colonização, seus impasses e dificuldades. Temos muitos “Brasis” dentro do Brasil. Mas não é negando um irmão que as coisas vão melhorar. Separar o Brasil é uma visão e um recurso “fácil” pra tentar acabar com os problemas do país. Cegos. O Sul sozinho ia viver do quê? Pecuária? Claro, super-potência.

Inserindo nesse balaio de odiadores brasileiros, vamos colocar quem tem vergonha de se dizer brasileiro. Já vi em várias ocasiões gente dizendo que veio de outro lugar, pra não dizer que veio do terceiro mundo. OK, pode ter preconceito, blablabla, mas não é negando o que você é, que se combate o preconceito, ou é?

“Ah, mas você não sabe o que pensam do Brasil lá fora. Acham que aqui é só carnaval, futebol, mulher pelada e que a capital é Buenos Aires”.

Certo. Então vou dizer que vim da Itália. Simples. Não falo de negar acestrais, eu mesmo tive bisavós italianos e alemães. Mas eu não nasci lá. Posso ter laços com esses países, gostar das tradições, exercê-las, mas, novamente, eu não nasci lá. Como cidadão do meu país, eu deveria defendê-lo, não ofendê-lo. Nossa geração já não sabe mais o que é isso, e digo nossa porque estou incluso. Não tive hino nacional na escola a não ser um par de vezes, e ninguém me mostrou o que o Brasil tem de bom. Não interessa que seja uma formiga. A identidade nacional deve ser refeita afim de que possamos crescer como país. Precisamos nos sacrificar pelo país.

O que me dá mais nojo é que só nos unimos quando há um inimigo mais “patriota” que nós. Futebol contra a Argentina é um motivo. Qualquer rixa com Estados Unidos também. Incrível como esses dois países tem o poder de fazer brasileiros se unirem, pena que os motivos só funcionam por alguns minutos. Já repararam que em todo Godamn filme róliúdiano aparece uma banderia dos EUA hasteada? Pois é, identidade. Quando vimos a bandeira brasileira em um filme, falamos um “que tosco”, isso quando não deixamos de lado.

Esse post ficou uns 6 meses na geladeira, pra que eu não o publicasse em um simples momento de raiva. Bem, 6 meses dizem que não foi um momento que perdi a cabeça(mas pode ser que eu não a tenha mais de qualquer maneira).Technorati Tags: , , ,

Se algo faz mal, faça uma pesquisa

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented quinta-feira, janeiro 21st, 2010

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Não uma pesquisa do tipo “procurar no Google”. Uma pesquisa no sentido de processo sistemático de construção do conhecimento, tendo como meta gerar novo conhecimento(via Wikipédia), ou no nosso caso, provar qualquer coisa que você queira, como o fato de que o café faz mal à saúde. Ou não.

Nesse nosso mundo medorrento(tm Inagaki) e todo politicamente correto, a ciência parece estar fadada a seguir o mesmo caminho. Pra cada pesquisa dizendo que algo faz mal, surge pelo menos uma outra dizendo que esse mesmo algo não faz tanto mal assim. Estamos sempre em cima do muro, com medo de cair pra qualquer lado, e pior, com medo de admitir que estamos com medo.

Traduzindo os dois parágrafos acima: se você quer provar que algo é bom/ruim/certo/errado/etc/cte, basta você escolher uma visão suficientemente boa pro seu argumento e se apoiar nela “cientificamente”(há outras vertentes, mas deu pra entender).

Exemplo-inventado-na-hora-1: “Fumar maconha deixa os usuários obesos” – Uma pesquisa australolandesa realizada com 200 pessoas, sendo 100 usuários da erva e 100 não usuários, comprovou que quem fuma maconha tem tendências a ficar obeso em algum período de tempo.

Exemplo-inventado-na-hora-2: “Fuma maconha ajuda pessoas com problemas de alimentação” – Pesquisadores da universidade de Trenchtaum examinaram um grupo de 200 ex-modelos anoréxicas, em que 100 foram submetidas ao tratamento medicinal com a maconha, e 100 não. Ficou visivelmente claro para eles que as ex-modelos anoréxicas que fumaram a maconha conseguiram uma recuperação muito melhor do quadro de anorexia do que as ex-modelos anoréxicas que não fumaram maconha.

Percebam que os dois casos são totalmente fictícios, mas leiam somente o título. São dois títulos claramente – e propositalmente – contraditórios(os links do café no primeiro parágrafo são reais). Assim não sabemos se maconha faz bem ou faz mal à saúde, ou no caso, à alimentação. Dentro do texto está o escopo definido, mas o título que é o que a maioria das pessoas lê e acha que já sabe tudo, não deixa nada claro, e o próprio texto pode ser confuso.

Em uma discussão recente, um amigo meu soltou a pérola, nas palavras dele:

- tô esperando o dia em que vão dizer que o álcool faz bem pra saúde e regenera os neurônios…

Eu também estou esperando, é só algum cientista/matemático/estatístico de plantão escolher o assunto e ver da forma apropriada.

Se ainda assim meus caríssimos leitores acharem que isso é besteirol, basta que sejam lembrados – ou que tomem conhecimento pela primeira vez – de que muitas drogas ilícitas atuais eram utilizadas como remédios há não muitos anos. Pesquisem o histórico da Heroína, ópio ou da coca(não a cola). E sim, pode ser no Google mesmo.

A Crise da Meia-Idade

Postado por Bruno Pedrassani 5 Commented segunda-feira, janeiro 4th, 2010

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Estava eu conversando com uma certa pessoa bem especial, e caímos nesse assunto.

Se buscarem no São Google, verão muitos artigos, notícias e outros textos falando da tal crise. Muita gente tenta explicar, opiniões divergem, mas estão todas lá. Inclusive, há textos falando como encarar a crise!

Antes que o leitor desavisado pergunte, não estou na crise não, sou novo demais pra ela. Mas já vivi o suficiente pra ver muita gente próxima(e nem tão próxima assim) sofrer com a crise.

Tem gente que diz que ela é causada pela diminuição de produção de hormônios que a idade acarreta, outros dizem que é o tempo e não sei o que(está no mesmo link anterior). Acredito que possa ser uma mistura de tudo. Jung até dizia que ela é uma parte normal do processo de amadurecimento.

Não posso negar a existência da crise, porque ela é um fato. Mas o que realmente eu não gosto de ver são pessoas que quando caem na crise, começam a culpar “o outro” ou “os outros” por tudo.

- “Ah, ele é culpado por eu ter largado a faculdade que eu gostava.”
- “Pô, larguei tudo pra ficar com ela, principalmente a minha vida de solteiro.”
- “Se soubesse não tinha casado com ele, tinha ido viajar com o circo.”

Alguns dos motivos acima parecem tolos, mas é só ajustar a cada realidade e você verá que a estrutura deles é a mesma. Sinceramente, culpar “o outro” ou “a outra” pelas próprias escolhas é muito fácil, chega a ser ridículo. Nem todas as pessoas na crise pensam assim, mas muitas – senão a maioria – pensam como tal. Culpam o parceiro ou parceira(ou mãe, pai, tio, primo, amigo, etc) por isso ou aquilo, por não terem feito isso ou aquilo outro.


Lugar interessante pra se tomar um vinho :)
Foto de: Marc Smith

O que essas pessoas esquecem – e aqui digo que talvez o efeito da crise tenha certa culpa – é que elas mesmas fizeram suas escolhas, não seus parceiros. Pelo menos nos casos que presenciei – principalmente na minha família – ninguém foi obrigado a fazer nada, foram escolhas feitas ao longo dos anos. Culpar o outro pela sua escolha é querer se esconder colocando só a cabeça no buraco.

Outro fato da crise é que ela é um momento de reflexão. Pensa-se no que já se fez, nos sonhos que conquistou ou não, no que se abriu mão, se valeu a pena ou não. Esse é um momento que provavelmente todos chegam, mais cedo ou mais tarde, e não é algo ruim não.

Deixo aberta aqui a discussão, e desde já concordo com o argumento de que eu não cheguei lá e não sei como é. Concordo. Mas a simples idéia de você culpar outra pessoa pelas suas próprias escolhas não me cai bem. E isso vale pra qualquer idade. Escolheu correr 80% acima da velocidade limite? Não culpe o pedestre por estar na sua frente e ser atropelado, a escolha de correr foi sua.

Bônus: sabiam que a crise é a segunda maior causa de divórcios no Reino Unido? Fico imaginando em que lugar estaria aqui no Brasil…

PS: não sei e não procurei se crise da meia-idade é com ou sem hífen na nova ortografia. Sim, preguiça.
PS²: achei esse site, o Divorce Support no about.com que parece interessante pra quem está querendo o divórcio. Tem artigos bons sobre a crise. Mas é em inglês.
PS3: ainda vou ter um.

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O valor do emprego

Postado por Bruno Pedrassani 6 Commented segunda-feira, novembro 30th, 2009

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Meus últimos artigos foram baseados em postagens de outros blogs, e esse também é. O que acontece é que ando lendo muita coisa boa(e o twitter ajuda nisso também), e assim acabo pensando mais do que deveria nos problemas mundiais. OK, nos problemas individuais.

Dessa vez a idéia veio da postagem da Fernanda Lizardo no Sexto Sexo. Acompanho o Sexto Sexo desde que a Cooper – a personagem – ainda postava por lá. Hoje o Sexto Sexo está virando livro, então quem gosta de sexo deve dar uma passada por lá.

O negócio é que a Fernanda elocubra sobre adolescentes tardios em alguns dos textos(inclusive no do link acima), e junto com os tais adolescentes tardios, veio o papo sobre emprego.

Muita gente(sim, muitos que conheço também) tem a idéia de subempregos: empregos em que eles nunca se “submeteriam”, pois não são dignos, ou são ruins, ou… enfim, cada qual arranja a desculpa que quiser.

Eu já não concordo nada com isso. Você tem diploma mas vai faltar grana? Vai lá e trabalha de garçom companheiro. Não manja de levar copos em uma bandeija? Trabalha de secretário, sei lá. Se vira. É com adversidade que normalmente crescemos como indivíduo.

Todo esse papo me fez “ver” o porquê de eu admirar sempre meninas-moças-mulheres que trabalham em qualquer coisa, desde cedo. Confesso que sempre tive uma queda(em geral) por uma professorinha, uma garçonete, uma atendente. Essa minha “queda” estava diretamente relacionada com a possível maneira que a moça levava sua vida. Ela provavelmente estava crescendo, no mínimo, se tornando adulta ali.


Nem toda garçonete é assim. Paciência.
Imagem de: luca donnini

Eu nunca escondi que tenho minhas preferências por mulheres mais velhas. Simplesmente cultuo o tanto que posso aprender com cada uma, e sei que ela não será tão encanada com coisas tão banais(na minha opinião) como as mais novas. Mas mesmo assim já fui noivo de uma mulher da minha idade(é, sou um cara relativamente novo, podem ficar decepcionadas). Foi uma pessoa que tinha todos os seus problemas – como todos nós – mas mesmo assim não queria ficar parada. Na verdade, esse era o grande medo dela, de não estar progredindo na vida.

Essa é a idéia: progredir na vida; não ficar parado sempre no mesmo ponto. E isso pode ocorrer mesmo dentro do mesmo local de trabalho.

Quando comecei, eu simplesmente “contava papel”: ficava olhando por horas cartas envelopadas pra ver se poderiam ir pra postagem. Depois trabalhei em uma envelopadora, mesmo não conhecendo nada de envelopadoras. Aprendi, fiquei bom naquilo, e fui pra outro lugar. Depois disso acabei assumindo o grupo de trabalho de outra área, até conseguir uma vaga em um setor de informática mesmo, na minha área. Hoje sou supervisor nesse setor, aos 24 anos.

Durante todo esse tempo eu não fiquei parado. Trabalhei demais, perdi finais de semana, passei raiva, mas cresci. Acho que é por isso que eu sempre admiro pessoas que no mínimo estão tentando crescer, e só consigo me relacionar com pessoas assim(e aí mulheres mais experientes tem grande vantagem). E não interessa se a pessoa está crescendo como médica de plantão ou garçonete de plantão. O crescimento individual não sabe distinguir emprego de subemprego. O valor adquirido depende somente da pessoa.

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O Poder e a SPP

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented terça-feira, novembro 24th, 2009

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Eis que pelas andanças cibernéticas eu me deparo com o blog Eu Dou Para Idiotas. Primeiro confesso que comecei a ler só pelo nome, mas contrariando o dito popular, o conteúdo fez jus à capa.

Algum dia aí que já passou, eu escrevi um post fictício(mas que é verdade) falando que segurança pra mulher é dinheiro. Eu observei os fatos sob um foco, que era a transmissão de segurança, e o recebimento desta pela mulher. Isso faria com que mulheres realmente sentissem que o dinheiro dá a segurança necessária, e o cara que estivesse ali era o brinde.

Mas como eu não manjo nada de mulher, veio uma pra dizer o que é real. No caso, foi a Pati(como ela se identifica de qualquer maneira) do Eu Dou Para Idiotas. Nas palavras dela, neste post:

(…) Ganhou dinheiro, pegou mulher, logo, mulher gosta de dinheiro. Pfff… Deixa eu te contar um segredo? Mulher gosta de algo muito mais sutil do que isso: mulher gosta é de PODER. (…)

Sacou camarada? Mulher gosta mesmo é de PODER mano! Por isso que eu sou um pé rapado que pega mulher então? Talvez. Mas esse texto toca uma real nas teorias comuns que existem por aí. Resumidamente o texto fala sobre a Síndrome do Pau Pinto Pequeno. Ela discorre sobre dinheiro, poder, mulheres, carros, pintos grandes e pequenos. A segunda parte está aqui.

Logo que comecei a ler, lembrei-me da minha ex. Ela tinha uma tirada que era sensacional: toda vez que escutávamos um carro acelerando como se estivesse correndo pela vida entre 1 e 6 da manhã ela soltava:
- Essa acelerada deu mais uns 15 centímetros pra ele.

O tamanho variava com a quantidade acelerada pelo pleibói, e possivelmente pelo modelo do carro(quando era possível ver tal). O fato é que a tirada era boa, e que isso demonstrava que ela também tinha idéia da SPP, mesmo que não com o mesmo nome.

Isso demonstra, caro leitor, que além de você ter que ler o texto ali pra entender um pouco melhor as fêmeas, que mulheres com uma capacidade intelectual boa saberão que você tem pinto pequeno, e que você tem neura com isso. Mas se você estiver pegando uma fêmea de alto garbo e elegância(tm Morroida), então você não precisa se preocupar, pois não tem pinto pequeno, pelo menos de um dos tipos. Só cuidado com o frio.

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