Category: crimes

Arquivo para a ‘crimes’ Categoria

Não Gosto de Plágio : Eu também não

Postado por Bruno Pedrassani one Commented quinta-feira, outubro 15th, 2009

Under : ,

Já comentei sobre traduções – e da importância que tem os tradutores – certa vez, aqui. Inclusive comentei que na minha opinião, o nome do tradutor deveria aparecer quase tão capitalizado em um título de livro quanto o do próprio autor, pois após uma tradução, quem traduziu passa a ser um pouco dono da obra também.

Mas quando fiz aquela postagem, eu não tinha conhecimento de certas barbaridades que rolam no mundo das editoras e traduções. Não escondo um certo fascínio por traduções e pela própria língua portuguesa(abrasileirada vá), inclusive tenho alguns projetos de tradução de livros.

E eis que conheço o excelente blog Não Gosto de Plágio, comandado pela excelente Denise Bottmann. O blog fala desses devaneios editoriais, plágios, editoras lançando livros com traduções caducas, invenções de tradutores. O pior é que pegam livros clássicos, lançam edições de bolso para os mesmos, com traduções assinadas por caras que não existem. Muitas vezes repetem o mesmo cidadão.

Como se tudo isso não fosse ruim o suficiente, não faz muito que Denise esteve no meio de outro entrave.

Certa feita, o goianiense Jornal Opção fez uma denúncia de plágio da editora Martin Claret(do “A República”, de Platão). Denise Bottmann, que não gosta de plágio, denunciou tal cópia descarada dentre tantas outras em seu blog. O problema causado? Martin Claret estava em vias de ser vendida para espanhóis(que já haviam comprado a Editora Objetiva), e isso melou o negócio. Decidiram então processar Denise Bottmann. Isso que antes Martin Claret pediu que o Jornal Opção só publicasse a reportagem de plágio após as negociações. Como perceberam, Jornal Opção não atendeu ao pedido.

Martin Claret tem muitos outros casos em seu currículo de traduções. Querem mais um? Pietro Nasseti – fiel tradutor(fictício?) da editora – já traduziu Quincas Borba, de Machado de Assis, para o português. É.

Fica claro que há má vontade de certas pessoas e editoras. O pior ainda é que sempre querem botar o de alguém na reta. Denise Bottmann, tradutora, estava simplesmente fazendo seu papel e foi processada. Por que não processaram o Jornal também? Não que eles tenham razão alguma em processar quem quer que seja.

Eu mesmo tenho várias dessas publicações de bolso da Martins Claret, e a vontade que tenho é de queimá-las agora.

E esses plágios são só alguns casos, e no mundo “offline”. Todos que criam algo, tem alguma obra intelectual – nem que sejam blogs – estão sujeitos a isso. Eu mesmo já passei por isso. Mas antes você assumir o erro do que tentar esconder embaixo de mais sujeira. Que feio Martins Claret. E não se enganem, ela não é a única não.

Tomei conhecimento pelo Livros e Afins. Você pode ver uma das postagens do Não Gosto de Plágio aqui. Notas do Jornal Opção aqui e aqui.

,

Por que sempre os policiais?

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented quinta-feira, julho 16th, 2009

Under : , , ,

Apesar de achar que um estado anárquico é o ideal, não passa de utopia. Pessoas vivendo juntas não sabem como lidar umas com as outras, aí o anarquismo vira motivo de xingamento, ao invés de ser “bom”. Mas uaréver, anarquismo é simplesmente a ausência do cidadão mandando fazer isso e aquilo, não necessariamente o caos.

Mas anarquismo não é o tema aqui, apesar da pequena introdução cabriocárica. (Aliás, o artigo da wikipedia em português sobre anarquismo é bom, por incrível que pareça)

O que enche o saco mesmo é como a mídia e o resto desse país gostam sacrficar policiais sempre. Não é que eles nunca tem culpa(PQP, esse negócio de não acentuar nada é ruim demais), mas sim, que constantemente os culpam mais do que quem é realmente bandido.

Eu vi a notícia na televisão, mas achei-a aqui, n’O Globo. Já começa com o título da notícia: “Policiais podem ter comprado dados sigilosos”. Tipo, não interessa se eu, você, um merda de um bandido, o papa tenha comprado dados sigilosos, muito menos como conseguiram tais dados, ou por que conseguiram. O que interessa é que a polícia pode ter comprado. Diprôma pra quê né?

Mas divago. Continuando. Havia uma empresa aí que conseguia os meus, os seus, os nossos dados e vendia por um site na internet. Bastava dar o CPF e pum! Pipocava um monte de informação sua(não que o Google não tenha um monte, mas tudo bem).

Levantaram(com Viagra, presumo eu) que o dono da tal empresa conseguia as informações com a Serasa e mais cinco empresas de marketing de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Até aqui beleza, parece que encontraram um corno vendendo meus dados na Internet. Bem, tem de monte por aí, mas é bom pegar uns de vez em quando. Aí vem um e diz que a polícia também comprava essas informações e juiz/promotor/ou-sei-lá-o-que tem piti de pelanca dizendo que vão ter que investigar, porque se prenderam alguém com essas informações vão ter que soltar os manés.

Peraê, pensemos. Qual o problema de a polícia comprar informações VERDADEIRAS de supostos bandidos? Tipo, onde o cara mora? Por que convenhamos, se o cara vende arma, droga, prostitui, é pedófilo; tem que ir pra cadeia. O cara tem culpa. Agora soltar o cara porque a polícia comprou ilicitamente a informação de onde o cara mora ou o carro que tem? Sério, o que mais de informação que a polícia pode comprar ali pra incriminar alguém? Não é ser maquiavélico(outra expressão totalmente incompreendida) – no sentido de os fins justificam os meios. É questão de que o que o bandido fez não foi comprado ali. O pedófilo é pedófilo, a única coisa que policiais fariam no caso é achar o cara mais fácil.

Maldita mania de tomar policial como bandido sempre. Basta olhar em sua volta.: está cheio de profissional ruim, podre caindo os pedaços e sem escrúpulos. Existe em todo lugar(né jornalistas?). Mas parece que virou moda meter o pau em policiais. Culpa dos filmes de isentos(tm Morroida) em que glorificam a bandidage.

Sério, metam o pau na Serasa, metam o pau em empresas, no cara que vendia, mas não nos policiais que prenderam um bandido só porque acharam ele ilicitamente. Aliás, existe isso?

Technorati Tags: , , ,

Sobre um velho assunto: Lei Seca

Postado por Bruno Pedrassani one Commented quinta-feira, janeiro 8th, 2009

Under : , ,

Como não me sinto à vontade com resoluções de fim/começo de ano, felicitações e afins, vou pular essa parte.

A Lei Seca já foi aprovada, já passou de ser hype, já foi falada, discutida, já deu grana aos cofres públicos, já colocou “caboco” atrás das grades. A imprensa alardeia aos quatro cantos que o negócio funcionou e arremessa valores, pesquisas do quanto diminuiu acidentes, quantas pessoas foram salvas, toda aquela ladainha de sempre.

Não vou pro lado de teorias da conspiração e dizer que as pesquisas estão erradas. Não. Acredito que estejam certas sim, ou próximas disso pelo menos. Mas não é certo dizer que tudo isso melhorou por causa da Lei Seca.

Pra um observador que pelo menos se dê ao trabalho de… observar, é fácil concluir que essa Lei Seca não é diferente da outra, pelo menos no sentido de que as duas condenam quem bebe demais. E isso já é o suficiente pra uma Lei, já é seu papel.

O que mudou então?

A impunidade.

Todos lembram como foi no começo da lei não?
Policiais nas ruas, bafômetros em mãos, muitas blitzes(será que é isso o plural?), cercos contra bares e um monte de gente preferindo ficar em casa e beber do que sair e beber. Bem, isso é o correto não? Saber beber, ou se ferrar.

Essa foi a diferença. A polícia fez o trabalho que, bem, já era dela mesmo, mas que nunca havia sido feito com a lei antiga. Isso mudou os números. Bêbados sem-noção passaram a ser pegos e a ficar com o c* nas mãos. E no mínimo com a carteira vazia. Essa é a diferença. Não deixar escapar quem comete infrações, não deixar a impunidade tomar conta.

Então erra quem pensa que todos os frutos colhidos foram da nova lei. Ela pode até ter algum efeito, mas sinceramente, o maior efeito é a polícia na rua, pegando bandido, fazendo quem deve pagar. Isso muda os números e muda um país. Obviamente nem preciso dizer que tudo já voltou a ser como era antes, ou quase. Ê meu brasilzão.

, ,

Powered by ScribeFire.

Comprovado: SMS é mais perigoso que álcool e drogas

Postado por Bruno Pedrassani 12 Commented domingo, setembro 21st, 2008

Under : , ,

Agora está comprovado: SMS no volante é mais perigoso que bebidas e drogas. De acordo com uma pesquisa de um laboratório desocupado britânico, o tempo de reação de quem escreve SMS no volante cai 35%, enquanto quem consome o limite legal(lá) de álcool tem queda de 21%. Pra usuários da verdinha, é 12%.

Agora vem cá, chega mais perto. Mais um pouquinho. QUEM É A BESTA QUADRADA QUE NÃO SABIA DISSO?

Não digo nem as porcentagens, isso aí só com pesquisa mesmo. Mas alguém tinha dúvida que pegar o celular na bolsa/bolso, catar as mensagens pelos menus, escrever, ler e mandar a mensagem é mais perigoso que… qualquer coisa?

Esse tipo de pesquisa só serve pra provar o que Homer Simpson já dizia: “As pessoas inventam estatísticas para provar qualquer coisa. 40% das pessoas sabem disso.”


Mais do Pixel Addict

Porra, você precisa parar de olhar pro trânsito, prestar atenção no celular e ainda tirar pelo menos uma das mãos pra digitar a mensagem. Qualé? Sério, alguém achava que isso era menos perigoso que beber dirigir alcoolizado(se é que pode-se chamar de alcoolizado o limite legal)?

É por essas e outras que tenho vontade de fazer umas pesquisas inúteis como essa(e ganhar dinheiro com isso). Ah, ainda tenho vontade de criar um funk tão meloso e gosmento que o Brasil inteiro cante. Só pra ficar milionário. É cada uma que me aparece.

O bom agora é que, com uma pesquisa dessa dando “embasamento científico”, quando o policial te parar numa blitz depois de você ter bebido uns gorós, você pode dizer:

- Bô seu guarda, releva! Eu bem bodia dá enviando um SMS, bas dão, eu bebi um bouquinho só! Qualé, libera essa bai?

Viram só? Isso aqui também é cultura! E ainda, dando dicas de como escapar de uma blitz. Melhor que isso, só dois disso.

Agora a pergunta que não quer calar: O que é pior, quem fez a porcaria da pesquisa, ou quem publica esse tipo de coisa inútil?

Fonte: Portal Exame

, ,

Powered by ScribeFire.

Quando mudam o seu modo de vida

Postado por Bruno Pedrassani 12 Commented sexta-feira, agosto 8th, 2008

Under : , ,

Não estou falando de uma mudança daquelas que simplesmente acontecem, um imprevisto qualquer. Falo de quando você é forçado a mudar sua rotina, ou qualquer aspecto da sua vida. Quando em nome da segurança, você precisa mudar como pensa, como vive, como se veste, como anda.

Pois minha cunhada(a irmã da minha namorada) foi assaltada aqui em Curitiba. Em plena luz do dia – na praça Rui Barbosa – por um bando de babacas que não têm o que fazer. Obviamente, levaram tudo que ela carregava. Celular, Mp4, dinheiro.

OK, perder seus gadgets, por mais que você se apegue a eles, não é o problema maior. O problema real começa com o medo.

Quando alguém é assaltado, por mais “pacífico” que tenha sido o assalto, ficam seqüelas. Em algumas pessoas menos, em outras mais, mas fica aquele medo. A próxima vez que você estiver andando sozinho, você certamente começará a olhar para os lados, pra trás, desconfiar de alguns tipos. É o medo.

Só que o que esses meliantes estão fazendo é muito mais que levar seus pertences. No caso da minha cunhada, ela tinha um vídeo gravado no Mp4, de quando fez sua mudança. O problema é que ela não lembra se no vídeo havia outras informações, como por exemplo, o endereço de onde mora. Isso é um prato cheio nas mãos erradas, apesar de que ainda acredito que esses batedores de carteira só roubam e revendem, o mais rápido possível o produto furtado. Mas ainda assim, havia um vídeo, dentro do Mp4 dela, feito na casa dela, que a deixou ainda mais insegura.

E o quê fazer? Não usar mais o próprio item que comprou pra guardar suas próprias coisas? Não posso mais ter vídeos no meu celular, ou câmera que seja? Agora tenho que gravar, copiar, apagar, antes de sair de casa?

Eu me recuso a fazer isso, me submeter a esse tipo de coisa. Mas há mais. “Especialistas” dizem que não é bom ter contatos no seu celular com nomes como: mãe, pai, casa, apartamento ou qualquer nome que identifique você, seu lar, seus conhecidos. Mesmo caso. Não posso usar o que comprei(com meu dinheiro pagando todos os impostos), da maneira que quero, porque preciso ter medo antes de tudo. Porque preciso pensar na segurança. E eu me recuso a fazer isso.

Claro que há argumentos pra tal. É bom pra você se proteger, etc, etc, etc. Mas onde isso vai parar? Hoje é um nome no celular, um vídeo no Mp4. Amanhã não poderei sair de casa sem colete à prova de balas. Vejam que é um exagero, mas só por enquanto.

Não podemos sair com um fone de ouvidos na rua, porque chama a atenção. Não posso ir jogando qualquer coisa como um DS ou PSP no ônibus. Não posso fazer isso porque aquilo. Vamos de táxi porque de ônibus é perigoso. Vou colocar insulfilme(é assim que se escreve? nunca descobri) no carro por segurança. E olha que nem sou um cara famoso nem nada. Está certo tudo isso? Está certo ter que deixar de fazer o que quero, o que gosto, por causa de babacas como esses?

Novamente, eu acredito que não, e me não vou mudar minhas entradas na agenda do celular. Vejam que eu não falo mal de quem o faz, está certo pensar na própria segurança. Mas pra mim não serve, não funciona.

Não vou apontar culpados aqui, pois nem sei identificá-los. Que seja o “jeitinho” brasileiro, que seja a falta de policiamento, ou policiais atirando à torto e direito, que seja a corrupção, que seja o próprio povo. Que sejam projetos que visam só “mostrar” o trabalho, mas que não fazem muita diferença. Que seja tudo isso junto. Não sei apontar os culpados. O que sei dizer é que eu continuarei sendo eu mesmo, e me recuso a mudar. Ficarei mais inseguro? Sim, mas é minha escolha. Faz isso quem pode, quem não quer ceder, mesmo tendo que arriscar.

Enquanto isso, ajudaremos os que sofrem mais com esse tipo de ação.

E que os babacas-retardados-imbecis que roubaram a irmã da minha namorada morram lenta e dolorosamente.(tm Morroida)

Grato,

Bruno Pedrassani

OBS: Todos os links deste post(fora o do Morróida) são para ferramentas de comparação de preço. Ainda acharei um método de diferenciar esse tipo de link aqui no blog.