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A Vergonha

Postado por Bruno Pedrassani No Commented terça-feira, novembro 17th, 2009

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Eles eram só mais um casal apaixonado. Ele sempre com sua calça jeans rasgada e seu all-star amarelo; ela sempre com sua blusinha verde-azulada que fazia-o lembrar do mar, e chinelo havaianas.

Desde que tinham treze ou catorze anos eles já se interessavam um pelo outro: ele passava as tardes no colégio procurando-a, ela passava se escondendo.

Mas a vergonha nunca seria o motivo de estarem separados. Ele mostrou isso quando entrou no banheiro feminino do colégio para roubar um beijo dela.

Isso lhe rendeu 2 dias de suspensão, mas este foi um preço baixíssimo a pagar pelo amor que de toda uma vida que ganhou.

E foi assim que a partir daquele momento – daquele beijo roubado – suas vidas entrelaçaram-se completamente.

Aprenderam a fugir da escola, da faculdade, do trabalho, só pra passar algum tempo juntos. Ir a uma festa, ou perder a festa porque estava transando era perfeitamente normal. Aliás, aprenderam todos os truques e atalhos de seus corpos, e bastava somente um assopro no lugar correto pra que o outro ficasse excitado.

Conforme ganhavam intimidade, o sexo melhorava. Conforme o sexo melhorava, ganhavam mais intimidade. O ciclo só se romperia quando uma dor de cabeça atrapalhasse tudo.

Bem, enquanto a dor de cabeça não aparecia, eles aproveitavam. Saíam, viajavam, bebiam, comiam e se comiam. Mas como parece que todo destino é inexorável, a dor de cabeça finalmente chegou.

A partir desse momento, tiveram seus altos e baixos na relação. Brigavam e se amavam como é de se esperar. Terminavam e voltavam com a mesma frequência com que voltavam e terminavam.

Perceberam que toda relação é mágica e única, mas que toda relação é igual também. De repente, só o amor não parecia suficiente.

Passaram simplesmente a levar a relação. Se tornaram amigos, de vez em quando amantes, mas ser de vez em quando amante nunca é o suficiente.

O que acontece é o mesmo que acontece com quase todos os casais: alguém ganhou uma galhada na cabeça. Se já é difícil manter o amor-apaixonado de início de relacionamento, depois da galhada beira o impossível.

E foi a vergonha de fornecer a galhada que fez com que tudo acabasse. Até podiam tentar se utilizar do perdão, talvez estivessem preparados pra isso, mas não conseguiram.

Finalmente, a vergonha conseguiu separá-los. Mas só separa-se dois amores quando ainda existe amor, caso contrário, esvai-se.

Foto de: mikebaird

PS: aconselho que vejam o flickr do mikebaird. O cara é bom.

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Dezenas

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented quarta-feira, novembro 4th, 2009

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Todos os dias ela ia para o colégio com uma vontade que só uma adolescente poderia ter, mas que não era vontade de estudar. Era vontade de professor mesmo.

Ele era novo no colégio: dava aulas de matemática com uma paixão pelos números que poucos tem. Um desafio nunca era um desafio completo se não pudesse ser contabilizado, analizado, minuciosamente desvendado e descrito. Em números. Não gostava de lecionar, mas bem, uma parte de fazer pesquisa acadêmica era lecionar, e como o colégio era um “anexo” da faculdade – e depois de um “jeitinho” -, adolescentes o aguardavam.

Dava suas aulas com alguma paixão, mas adolescentes não sabem o que querem. Na verdade sabem: eles querem sexo, rebeldia, drogas e mudar o mundo, e nenhuma dessas opções tinha ligação com a matemática, pelo menos do ponto de vista hormonal.

Só que nada disso importava, afinal, nem os nomes dos alunos ele decorava. Eram todos números pra ele. O um, o dois, a treze, a dezoito, o quarenta e três. O que interessava era sua pesquisa. Mas ele percebia que a dezoito se esforçava mais que o normal.

Ela já apreciava o professor antes dele ser o seu mestre de matemática. O campus era grande, mas a área reservada ao colégio era restrita. Até ele começar a dar aulas, ela só podia olhar de longe. Sempre fora envergonhada, mas algo no professor a fazia ficar com uma queimação entre as pernas, e nessas horas a verdade era sem vergonha mesmo.

No começo ela só mandava bilhetinhos anônimos, cheios de perfume e baixaria. Falava de como gostaria de sentir o membro dele entumescer em meio às suas pernas, já molhadas de tesão. Como seus lábios inferiores ansiavam por pelo menos um momento de alegria em meio ao fervor de sua paixão.

Ele olhava para a classe extasiado: nunca havia sofrido assédio parecido. Apesar de ser colégio, muitas garotas já tinham dezoito ou estavam pra completar a idade. A imaginação era o limite, e manter o anonimato era bom, pois assim as coisas ficavam no papel – e na imaginação – somente, além de que não era recomendado relações com alunos.

Se outrora a pesquisa era tudo que ele queria, a frequência e a convicção dos bilhetes anônimos estavam tomando sua atenção. Ele agora sonhava diariamente com a revelação da escritora do bilhete, e a cada noite era uma diferente. Se dar aulas já não era muito bom, agora era um martírio. Imaginar como uma adolescente quase mulher o queria já causava ereção. De fato, nas últimas semanas todas as aulas com a turma da dezoito eram aulas eretas.

A dezoito sempre que possível mostrava mais do que se pode ver. Não era excelente em matemática, mas o esforço dela era visivelmente muito maior que o de qualquer outra aluna, e ela sempre que possível queria aulas particulares. Ele sempre negava.

De fato, a dezoito virou a fixação do professor. Os bilhetes anônimos ainda eram intensos, e ele decidiu aceitar aulas particulares com ela. Mas se ele esperava alguma revelação com as particulares, decepcionou-se. A dezoito não fez nenhuma revelação, mesmo com as indiretas do professor. Aquele jogo acabara de subir o nível.

Depois da primeira aula particular, os bilhetes anônimos passaram a conter hora e local pra um encontro amoroso. Os locais descritos variavam desde salas desertas no campus, banheiros, sala do professor; até motéis da região e drive-ins.

Para um quase cinquentão, os bilhetes deixaram a libido do professor como se fosse um adolescente novamente. Fazia tempo que não se sentia tão bem, disposto e vivo, sem contar que o número de ereções diárias era realmente bom pra quem não usava a pílula azul.

Já não se aguentando mais dentro das calças, decidiu investir, e foi na particular subsequente que ele deu em cima da dezoito. A dezoito, que não era boba nem nada, se rendeu aos encantos do quase cinquentão. Ele, afoito, foi no sexo faminto que há anos não fazia. Mas como diz o ditado que apressado come cru, toda sua fome acabou em dois minutos. Dois míseros minutos. Ele, gozado, a dezoito, insatisfeita.

E foi assim que, como os dois minutos de fome, dois dias depois veio a intimação para o professor depor. Burra a dezoito não era, e uma insatisfação como aquela teria preço. A dezoito de fato tinha dezessete, e em toda sua ereção o professor esqueceu de verificar tal fato.

Isso tudo acabou ficando engraçado porque nos dois dias seguintes ele continuou recebendo bilhetes, mas no último, o dia de depor, o bilhete não era anônimo. A confissão da vontade sexual da menina veio assinado pela dezessete. Isso ficou engraçado porque a dezessete tinha, de fato, dezoito anos.

Parece que os números finalmente haviam pregado uma peça no professor.

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Breve resumo cronológico sem tempo definido da gripe porquina

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented terça-feira, agosto 18th, 2009

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Quando começou o “surto” da “nova”(como se a cada mutação da gripe “comum”, ela não se tornasse “nova” também), ficamos interessados, blábláblá, vamos ver qual é, será que o mundo está acabando?

Aí o tempo foi passando, os noticiários passando cada vez mais notícias da tal gripe, mais informações, incríveis 10 casos no mundo todo.

Você fica no conforto da sua casa, assistindo às desgraças diárias como de praxe, e dále falar da porcaria da gripe suína. Ah, nesse meio tempo rebatizaram a mesma para gripe A, ou H1N1, pois aparentemente a classe dos porcos não estava gostando de ter o seu nome atrelado à uma desgraça mundial. Engraçado, as aves não se importaram muito quando ficaram gripadas, enfim.

Tempo vai, tempo vem, a coisa parece meio longe até que a coisa começa a feder(nada a ver com os porcos). Casos e mais casos começam a aparecer na Europa, Américas. A coisa começa a tomar proporções de Pandemia! Agora sim, com incríveis 50 casos no mundo, temos motivo pra começar a nos desesperar. Afinal, imagine se isso nos transformasse em zumbis? Em pouco tempo todos estariam contaminados e o mundo como conhecemos acabaria.

Agora sim a mídia está cheia de notícias bombásticas! O Michael Jackson foi esquecido(não contem pra ninguém, mas dizem por aí que ele usava a máscara porque já sabia da gripe suína antes de todos, algum pacto com o diabo, sei lá), e só se fala sobre a gripe. Casos começam a surgir no Brasil e a Argentina parece um país em que todos estão infectados. Rumores de levantar um muro nas fronteiras começam a ficar mais fortes.

Rio Grande do Sul já está perdido. Casos pipocam por todos os lados e o presidente já pensa em devolver o Rio Grande do Sul pros Uruguiaos, Paraguaios ou pro primeiro que quiser.

Barreiras são formadas por todas as estradas que levam ao RS, mas isso não evita que a gripe se espalhe. Curitiba, São Paulo e o resto do Brasil estão condenados com todo o mundo.

O que resta fazer? O que nossos governantes inteligentíssimos decidem fazer? Lavar as mãos. Literalmente. O negócio é colocar álcool em gel em todos os estabelecimentos, usar máscaras pra sair de casa, evitar aglomerações. Ah, vamos adiar a volta às aulas também né? Não queremos nossas crianças ficando doentes nas escolas. Nos shoppings, cinemas, lan houses pode, mas na escola não.

Nisso, começam a levantar um muro separando o Brasil da Argentina e do Rio Grande do Sul. O problema é que não tem mão-de-obra, pois ninguém tem coragem de chegar perto do extremo sul. As obras ficam paradas. O preço do álcool em gel sobe pra R$50 por litro! Investidores alcoólicos usam camisetas do “Eu já sabia!” e do “Filma eu Galvão”.

Rubinho resolve acertar o carro do Felipe Massa com uma mola do assento, e diz: “achei que fosse o alemão, força do hábito”. Por uma semana a gripe dá uma trégua, o mundo vira um lugar feliz novamente, mas a gripe ainda está por aí.

Poucas são as instituições de ensino bravas o suficiente  pra recomeçar as aulas, mas algumas o fazem. Só que a gripe não desiste por aqui não. Senhores, senhoras e senhoritas, a gripe ataca novamente e, como se nunca tivesse aparecido, resolvem fechar também os bares e baladinhas. SEM AGLOMERAÇÕES PESSOAL!

Qual será o próximo passo? Estado de calamidade pública? Todos em casa? Dizem por aí que médicos estão morrendo a rodo, mas o governo esconde as estatísticas. “Especialistas” aparecem nos jornais mostrando que não temos nem noção do que estamos enfrentando. Grávidas pegam a gripe com mais facilidade, e crianças espalham por mais tempo! Não é que queiram instaurar um estado de pânico, mas o povo precisa saber da verdade a qualquer custo não é?

Uma fonte confiável(um amigo do irmão do cunhado da minha prima, que trabalha num dos maiores hospitais de São Paulo) disse que, até mês que vem, a gripe já atingirá o estado B na classificação das gripes. De acordo com ele, quando atinge o estado B, a gripe se transforma em eBola.

Conversei também com o primo da cunhada da irmã do tio de um outro amigo, que é um médico conceituadíssimo, e ele informou que o governo já está produzindo Tamiflú genérico no Brasil, quebrando a patente mundial. Um verdadeiro avanço na medicina farmacêutica brasileira. De acordo com ele, a variante brasileira é mais poderosa, pois não desiste nunca.

Ufa, ainda bem. Já estava começando a ficar preocupado.

PS: pra não dizer que este post é tão inútil quanto a gripe, esse link é muito útil pra mostrar que tudo que andam veiculando por aí é mentira.

PS2: obrigado à senhorita Maria Augusta pelas correções em tempo real de uma carralhada de erros que cometi nesse texto.

O melhor elogio

Postado por Bruno Pedrassani 9 Commented quinta-feira, julho 9th, 2009

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“Estava eu conversando com um amigo. Conversando é desculpa, estávamos bebendo mesmo, e como a bebida traz à tona sempre o nosso lado mais filosófico, a velha mas sempre atual conversa de bar surgiu.

E como é de praxe, a conversa passa por todas as soluções políticas, a paz mundial, o trabalho, problemas mundias, financeiros e, finalmente – o que não quer dizer que seja o último – , o assunto mais falado e famigerado: mulheres.

Começamos falando sobre as que já pegamos. A melhor trepada. O melhor boquete. A que faz anal e a que não faz. A conversa segue sobre o quão bom somos de cama(isso quer dizer, o quanto nos enganamos a respeito), a mulher ideal.

Nesse tempo passa uma loira estonteante por nós. É claro que paramos para observá-la nos mínimos detalhes, e se duvidar, até adivinhamos a cor da calcinha – se de fato ela estiver com uma. Em meio segundo, consigo imaginar tudo o que gostaria de fazer com ela, e mais, do que ela é capaz e se dispõe a fazer entre quatro paredes – e sem paredes também.

E eu ainda estava perdido nesses pensamentos quando chega uma ruiva. Era até pegável, mas antes que eu pudesse falar algo a respeito com meu amigo velho de guerra, ela chega na loira e rola aquele beijo.

- Putaquiocaralho! – Solto eu sem querer.

Pois é, a ruivinha estava pegando a loiraça. Não pude deixar de pensar o quão boa de cama a ruivinha deveria ser. Mas essa situação trouxe um novo assunto com meu amigo.

Perguntei a ele qual o melhor elogio que ele já tinha recebido de uma mulher, ou ainda, o melhor que ele conseguia imaginar.

Depois de um momento pensando, ele me deu respostas mais “sexuais” como:

- Que pau grande e bonito!

- Como você é bom de cama!

- Nunca gozei tanto na minha vida!

Insisti pra que ele pensasse em coisas melhores ou menos superficiais. Ele não é bobo nem nada, mas o álcool estava meio alto e as duas ainda estavam se atracando, o que tirava a concentração. Mesmo assim, ele deu uma resposta boa:

- Eu amo você!

Ele explicou que esse deveria ser o melhor elogio, uma vez que ao dizer isso a mulher está abrindo a guarda, se entregando, aceitando-o como é, blábláblá.

Eu até concordaria com ele, mas eu amo você é uma frase de efeito somente. É muito fácil confundirmos uma boa noite de sexo com amor. Ou qualquer coisa com amor. Eu queria um elogio que fosse absoluto, mesmo que não pudesse ser dito com palavras. O amor, se existe, é superestimado

E foi aí que descobri que o melhor elogio que você pode receber, vem de uma ex sua.

Esse melhor elogio vem na forma de uma ação que você desencadeou nela, mas que ela não tem plena consciência. Ele vem depois que o seu relacionamento acaba obviamente. Ela fica tão desconcertada com o fim, que não sabe o que fazer(exatamente como você também fica). Ela entra em novos relacionamentos, ela tenta novos homens. Tudo faz seu caminho comum, o tempo executa seu papel, até que um dia você o recebe, O elogio.

O melhor elogio que um homem pode receber é descobrir que uma ex virou lésbica. Isso mesmo! – falei ao meu amigo. Lésbica.

Ao se tornar lésbica depois de tudo que vocês passaram, sua ex está dizendo que você foi tão bom em algo(ou tudo) que ela não encontrou em nenhum outro homem. A partir do fim, todos os outros foram desapontamentos, decepções. A única solução que ela encontrou foi não se relacionar com nenhum deles mais, e como sexo é uma necessidade, ela o procurou por outros meios, que podem até ser melhores. O fato é que ela se tornou lésbica(no mínimo bissexual), e te elogiou por isso.

- Bom, – disse ao meu amigo que na verdade era o garçom –, isso é o que eu gosto de pensar. Tá vendo aquela ruivinha ali com a loira? É minha ex-mulher.”

Órgãos e Sistemas

Postado por Bruno Pedrassani No Commented quarta-feira, maio 20th, 2009

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“Pois eis que deparo-me em uma situação inusitada: se pôr um lado, o outro fica de fora.

É um negócio estranho esse das relações púbicas. Todo tipo de órgão surge nestas situações, mas o órgão de relações púbicas é sempre o que tem que fazer tudo. Seja pra disfarçar, seja pra mostrar a que veio. E não adianta se encolher! A opinião púbica sempre está de olho, e todo cuidado é pouco.

Não é que eu não me importe com tais relações, pelo contrário, acho até que são necessárias. O que não acho necessário, é meter tanto órgão no meio. E tem a questão da família, que é outra coisa que deveria ficar de fora, mas sempre tem alguém que resolve enfiá-la no meio. Alguns, fazem disso um emprego, veja você.

Agora, se tem algo muito errado por aqui, são os tais agentes púbicos. Dizem por aí que até podemos escolher esses caras, mas parece que eles entram lá sozinhos. Eles deveriam nos ajudar, mas constantemente estão causando algum tipo de problema, e quando vamos atrás, os danados somem! Só conseguimos pegar os que ficam à tona, mas esses sempre são os menores. Porcaria mesmo. Eu sei que deveria me lavar sempre e cuidar com essas coisas, mas sabe como é, dá uma preguiiiiça…

E por causa disso tudo, achamos que o sistema está errado. Se alguma parte não funciona, achamos em quem colocar a culpa. E veja só, adoramos colocar a culpa nos agentes púbicos, sendo que eles só estão lá porque deixamos(ou porque falta vontade de tirá-los). Não é à toa que nada muda: procuramos culpados, mas não fazemos o mínimo pra que o sistema funcione. O sistema está decaindo, moribundo, fedendo, mas sabemos que precisamos dele ainda.

Se não cuidarmos de todo o sistema, não só o púbico, logo logo vira uma gangrena e teremos que amputá-lo. Aí é que veremos a dita dura…”

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