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O Fetiche do Corno

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented terça-feira, junho 8th, 2010

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“Foi a primeira vez que vi minha mulher na cama com outro, e devo admitir, a primeira sensação foi ódio, sempre é o ódio.

Odiei vê-la sendo penetrada por outro, mas pior, odiei vê-la gozando de uma maneira que eu nunca consegui fazer.

Só que mesmo assim – explodindo de ódio – fiquei parado, observando. Não consegui mover um dedo sequer, mas tampouco consegui parar de olhar. Nossa cama de casal que estava lascando nas extremidades(e naquele momento eu entendi o porquê: Ricardão apoiava seus pés nas extremidades pra fazer mais força. Talvez esse fosse o segredo…) rangia como se fosse quebrar a qualquer momento, e nossos lençóis amarelos estavam todos no chão. Nosso quarto fedia a gozo como se eles estivessem ali a tarde toda, e isso é tudo que consigo lembrar dessa primeira vez. Engraçado como os cheiros sempre ficam mais vivos na memória de um corno.

Saí de casa sem fazer barulho, e naquela tarde eu andei muito. Sem rumo nem pensamento; só mais um corno dentre os milhões de cornos de todos os tipos. Quando finalmente passou o ódio, decidi que não ia falar nada, pelo menos no começo. Porque exatamente eu decidi isso não sabia na época.

A partir daquele dia, comecei a sair mais cedo do trabalho. E quase todos os dias eu a encontrava com o Ricardão, mas nunca deixava-os perceber que estava lá. Já a partir do segundo dia, não senti mais ódio. Algo em mim havia mudado.

Durante um mês observei-os à distância, invisível. Prestei atenção em todas as posições e peripécias que faziam, coisas que eu nunca imaginara que minha mulher fizesse. Algumas vezes eu fazia algum barulho só pra ver a reação deles, só uma adrenalina, mas eu já era muito bom em me esconder.

E certo dia aconteceu algo engraçado. Eu estava de folga no trabalho, mas minha mulher não sabia. Preparei meu esconderijo, e agora eu tinha câmeras gravando(não que eu quisesse incriminá-la, mas sim porque eu queria assistir aquilo depois). Ricardão chega para seu posto, mas não é que ele encontra a minha mulher com outro? Como deve ser duro ser corno depois de corneador. Ele ficou indignado, puto da cara. Depois de uma briga bizarra entre os três, Ricardão saiu dizendo que ia me revelar tudo. Acho que é a dor de corno.

Logo no dia seguinte Ricardão foi até minha casa, num horário que sabia que eu estaria sozinho. Contou tudo, e até chorou. Senti pena dele naquele momento, mas eu já estava preparado com meu 38 no bolso. Saquei, atirei, matei, limpei.

E foi naquele momento que percebi que não o matei pela traição dela, nem porque ele me transformara em corno. Percebi que mesmo vivendo como um homem decente a vida toda, matei mas não estava nervoso. Estava me libertando, e finalmente fazendo algo por mim. Talvez ele tenha vivido e sentido o que eu deveria sentir, ou o que esperariam que eu sentisse. Mas e quem sabe o que o outro deve sentir?

Matei porque ele queria acabar com tudo aquilo.”

Epidemias de Casamento

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented quarta-feira, maio 5th, 2010

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Volta e meia casamentos em geral(não um só, não o seu) passam por fases. Digo casamentos em geral porque a fase é envolvendo vários mesmo. Mais ou menos quando aquele bando de gente que se conhece(ou não!) resolve fazer uma cerimônia só, sabe? Tipo, 5 noivos e 5 noivas alinhados da frente de um padre/juiz/papa esperando o “até que a morte os separe”.

Acho que todos já viram ou ouviram falar de algo do gênero, e esse é um tipo de “epidemia” de casamento a que me referi. Mas existem outras caro leitor, outras.

Elas começam quando vários casais, unidos pela sua paixão por algo em comum – ou por um simples vício em comum – , começam a fazer as mesmas coisas e frequentar os mesmos lugares. Mais ou menos como sair pra beber e jogar canastra a noite toda. Nem sempre fazem isso, mas há tempos em que todos os finais de semana são de jogatina não é?

Mas aí você astutamente me dirá: “Ah, mas isso é só porque eles tem algo em comum, como o baralho ou a bebida.”

Sim, concordo com você. Podemos até dizer que a bebida é um ótimo catalisador de casais.

lego-couple

A bebida e a felicidade sempre andando juntas…

Imagem de: jonathanb1989

Só que o tempo passa. Ah meus amigos, ele sempre passa não é? Ou nós passamos por ele, tanto faz. E aí num belo dia nublado com previsão de chuva para o final de semana, com uma massa de ar frio vindo da Argentina, você recebe a notícia:

- Sabe aquele primo do seu pai que sempre saía com a gente? Pois é, acredita que ele e a mulher terminaram? Que pena, pareciam tão felizes…

Você realmente acha uma lástima, mas a vida é a vida, e o tempo há de seguir. E ele segue. Algum tempo depois, sua mulher volta e diz:

- Amor, sabe aquela minha amiga que foi pra praia com a gente ano passado? Puff, ela e o maridão estão separados. Que mundo louco né?

Claro, mundo louco. É a bruxa varrendo a loucura pra debaixo do tapete e Deus assoprando pra fora.

E numa dessas assopradas, repentinamente sua mulher não vem mais te contar uma separação. As coisas mudaram novamente. Dessa vez quem vem falar com você é seu amigo:

- Mas é isso mesmo cara, mulher nenhuma presta.

E aí sim você percebe que a Epidemia da Separação te pegou. Fazer o que, uma hora ela te pega.

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Força do Murphy Policial

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented quarta-feira, abril 7th, 2010

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Estava saindo da faculdade, acho que eram umas 22 ou 23h – não lembro exatamente porque a aula daquele dia tinha sido cansativa demais(calcular probabilidades nunca foi meu forte).

De mochila nas costas como sempre, me dirigi para o ponto de ônibus. E como sempre, fui olhando e prestando atenção a possíveis maloqueiros ladrões, uma vez que a faculdade fica a duas quadras de uma favela(belo lugar pra uma faculdade hein?).

Antes de atravessar a rua, percebo três maloqueiros do outro lado da rua, parados. Mas como o ponto de ônibus estava mais perto que eles, decido dar uma corrida e entrar rápido no ponto.

Passaram-se vários minutos, e a porcaria do ônibus não chegava. Não gosto de ficar muito tempo esperando, principalmente nesse horário predileto dos vagabundos que não tem o que fazer assaltar pessoas incautas.

Ainda sozinho no ponto, vejo os três maloqueiros(um casal e outro aleatório) se aproximando, pagando a passagem e entrando. Instintivamente me dirijo para o fundo do local, mas parece que o aleatório gostava do local, porque ficou bem do meu lado, praticamente encostado em mim. Não devia ter mais que 15 anos, e não devia ter mais que 2m de altura(como se fosse pouco!).

Logo que vejo o ônibus cruzar a esquina, o aleatório saca uma faca e manda eu passar tudo que tinha. Minha primeira reação foi correr, mas o casal que estava um pouco mais afastado bloqueou minha ação, com cara de poucos amigos. Murphy não quis me ajudar nesse dia.

- Passa grana, celular e o que mais tivé aê…

E antes que eu pudesse sequer responder, já estavam me revistando – quase me rasgando as roupas. Pegaram celular, umas moedas(que era o único dinheiro que carregava), meu tocador de mp3, fone de ouvido e… Murphy decidiu me ajudar. Logo que tiraram o tocador de mp3 do bolso, eles se alinharam do meu lado porque um carro policial estava passando. O aleatório sussurra:

- Se fizé alguma bobage, te furo aqui mesmo…

Fiquei quieto, só olhando o carro policial passar, e tentei acenar discretamente com a cabeça. De fato acenei, mas se os maloqueiros não viram, parecia que tampouco os policiais, pois passaram reto e se mandaram. Definitivamente Murphy não estava nem aí pra mim, ou melhor, estava de sacanagem.

Tão rápido quanto a o carro policial sumiu, eles retomaram seu assalto. Continuaram me revistando, mas acho que Murphy(ou a polícia, vai saber) tinha algo planejado pra mim. O carro policial repentinamente apareceu voltando na rua, mas de ré! Pararam perto do ponto, entraram no mesmo e começaram a batida.

- Mão na parede e perna aberta vagabundagem…

Então nós quatro(o casal, o aleatório e eu) nos postamos para a batida. Enquanto os policiais nos revistavam, perguntavam se estava tudo bem ali. O cobrador impassível e quieto, não abriu o bico(e mais tarde pensei que nem devia falar nada, coitado, ele trabalha ali, se abrir o bico no outro dia abrem o estômago dele).

Eu não sabia se falava algo ou não. O medo de uma retaliação ou perseguição me passou pela cabeça, mas porra, eu gostava do meu tocador de mp3, e a polícia deveria nos proteger, certo? Soltei:

- Ah não seu policial, tá tudo bem não. Esses três maloqueiros tavam me assaltando agora, pegaram meu dinheiro, meu tocador de mp3 e meu celular.

A sequência de fatos que se sucedeu foi épica. Assim que terminei minha frase, os três me fulminaram com um olhar. Mas não era um olhar de vingança, retaliação ou qualquer coisa vil, era um olhar de puro MEDO e CHORO. Pelo jeito não era a primeira batida que eles enfrentavam. E por batida, eu digo, cacete, pau, soco, chute e o que mais for.

O primeiro soco que levaram foi mais ou menos na altura dos rins. Acho que é uma técnica policial pra não deixar marcas no corpo. Seguiu-se uma sequência de cassetetadas e coturnadas na batata da perna, e em menos de 10 segundos os três estavam no chão, em posição fetal,  apanhando dos dois policiais. Um policial olha pra mim e fala:

- Pode bater se quiser…

Eu não tinha vontade de bater. Estava contando as moedas que os policiais me entregaram(que foi muito mais que os maloqueiros tinham pegado inicialmente), e guardando meu celular e tocador de mp3. A simples visão e regozijo de ver os bandidos levando o que mereciam já estava de bom tamanho pra mim.

Uns 2 minutos depois o ônibus chegou. Agradeci os policiais, e eles me liberaram pra ir. Entrei no ônibus e cheguei em casa feliz, porque a polícia da minha cidade fazia um bom serviço.

Só me senti um pouco mal de ter ficado com o dinheiro dos maloqueiros, mas logo passou.

Essa é uma crônica adaptada de um relato real, com autorização do relator. O que está entre parênteses expressa o pensamento na hora.
E não me venham com direitos humanos pra cima dos maloqueiros, bandido tem que apanhar e ir preso mesmo, que é pra aprender.

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A Vergonha

Postado por Bruno Pedrassani No Commented terça-feira, novembro 17th, 2009

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Eles eram só mais um casal apaixonado. Ele sempre com sua calça jeans rasgada e seu all-star amarelo; ela sempre com sua blusinha verde-azulada que fazia-o lembrar do mar, e chinelo havaianas.

Desde que tinham treze ou catorze anos eles já se interessavam um pelo outro: ele passava as tardes no colégio procurando-a, ela passava se escondendo.

Mas a vergonha nunca seria o motivo de estarem separados. Ele mostrou isso quando entrou no banheiro feminino do colégio para roubar um beijo dela.

Isso lhe rendeu 2 dias de suspensão, mas este foi um preço baixíssimo a pagar pelo amor que de toda uma vida que ganhou.

E foi assim que a partir daquele momento – daquele beijo roubado – suas vidas entrelaçaram-se completamente.

Aprenderam a fugir da escola, da faculdade, do trabalho, só pra passar algum tempo juntos. Ir a uma festa, ou perder a festa porque estava transando era perfeitamente normal. Aliás, aprenderam todos os truques e atalhos de seus corpos, e bastava somente um assopro no lugar correto pra que o outro ficasse excitado.

Conforme ganhavam intimidade, o sexo melhorava. Conforme o sexo melhorava, ganhavam mais intimidade. O ciclo só se romperia quando uma dor de cabeça atrapalhasse tudo.

Bem, enquanto a dor de cabeça não aparecia, eles aproveitavam. Saíam, viajavam, bebiam, comiam e se comiam. Mas como parece que todo destino é inexorável, a dor de cabeça finalmente chegou.

A partir desse momento, tiveram seus altos e baixos na relação. Brigavam e se amavam como é de se esperar. Terminavam e voltavam com a mesma frequência com que voltavam e terminavam.

Perceberam que toda relação é mágica e única, mas que toda relação é igual também. De repente, só o amor não parecia suficiente.

Passaram simplesmente a levar a relação. Se tornaram amigos, de vez em quando amantes, mas ser de vez em quando amante nunca é o suficiente.

O que acontece é o mesmo que acontece com quase todos os casais: alguém ganhou uma galhada na cabeça. Se já é difícil manter o amor-apaixonado de início de relacionamento, depois da galhada beira o impossível.

E foi a vergonha de fornecer a galhada que fez com que tudo acabasse. Até podiam tentar se utilizar do perdão, talvez estivessem preparados pra isso, mas não conseguiram.

Finalmente, a vergonha conseguiu separá-los. Mas só separa-se dois amores quando ainda existe amor, caso contrário, esvai-se.

Foto de: mikebaird

PS: aconselho que vejam o flickr do mikebaird. O cara é bom.

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Dezenas

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented quarta-feira, novembro 4th, 2009

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Todos os dias ela ia para o colégio com uma vontade que só uma adolescente poderia ter, mas que não era vontade de estudar. Era vontade de professor mesmo.

Ele era novo no colégio: dava aulas de matemática com uma paixão pelos números que poucos tem. Um desafio nunca era um desafio completo se não pudesse ser contabilizado, analizado, minuciosamente desvendado e descrito. Em números. Não gostava de lecionar, mas bem, uma parte de fazer pesquisa acadêmica era lecionar, e como o colégio era um “anexo” da faculdade – e depois de um “jeitinho” -, adolescentes o aguardavam.

Dava suas aulas com alguma paixão, mas adolescentes não sabem o que querem. Na verdade sabem: eles querem sexo, rebeldia, drogas e mudar o mundo, e nenhuma dessas opções tinha ligação com a matemática, pelo menos do ponto de vista hormonal.

Só que nada disso importava, afinal, nem os nomes dos alunos ele decorava. Eram todos números pra ele. O um, o dois, a treze, a dezoito, o quarenta e três. O que interessava era sua pesquisa. Mas ele percebia que a dezoito se esforçava mais que o normal.

Ela já apreciava o professor antes dele ser o seu mestre de matemática. O campus era grande, mas a área reservada ao colégio era restrita. Até ele começar a dar aulas, ela só podia olhar de longe. Sempre fora envergonhada, mas algo no professor a fazia ficar com uma queimação entre as pernas, e nessas horas a verdade era sem vergonha mesmo.

No começo ela só mandava bilhetinhos anônimos, cheios de perfume e baixaria. Falava de como gostaria de sentir o membro dele entumescer em meio às suas pernas, já molhadas de tesão. Como seus lábios inferiores ansiavam por pelo menos um momento de alegria em meio ao fervor de sua paixão.

Ele olhava para a classe extasiado: nunca havia sofrido assédio parecido. Apesar de ser colégio, muitas garotas já tinham dezoito ou estavam pra completar a idade. A imaginação era o limite, e manter o anonimato era bom, pois assim as coisas ficavam no papel – e na imaginação – somente, além de que não era recomendado relações com alunos.

Se outrora a pesquisa era tudo que ele queria, a frequência e a convicção dos bilhetes anônimos estavam tomando sua atenção. Ele agora sonhava diariamente com a revelação da escritora do bilhete, e a cada noite era uma diferente. Se dar aulas já não era muito bom, agora era um martírio. Imaginar como uma adolescente quase mulher o queria já causava ereção. De fato, nas últimas semanas todas as aulas com a turma da dezoito eram aulas eretas.

A dezoito sempre que possível mostrava mais do que se pode ver. Não era excelente em matemática, mas o esforço dela era visivelmente muito maior que o de qualquer outra aluna, e ela sempre que possível queria aulas particulares. Ele sempre negava.

De fato, a dezoito virou a fixação do professor. Os bilhetes anônimos ainda eram intensos, e ele decidiu aceitar aulas particulares com ela. Mas se ele esperava alguma revelação com as particulares, decepcionou-se. A dezoito não fez nenhuma revelação, mesmo com as indiretas do professor. Aquele jogo acabara de subir o nível.

Depois da primeira aula particular, os bilhetes anônimos passaram a conter hora e local pra um encontro amoroso. Os locais descritos variavam desde salas desertas no campus, banheiros, sala do professor; até motéis da região e drive-ins.

Para um quase cinquentão, os bilhetes deixaram a libido do professor como se fosse um adolescente novamente. Fazia tempo que não se sentia tão bem, disposto e vivo, sem contar que o número de ereções diárias era realmente bom pra quem não usava a pílula azul.

Já não se aguentando mais dentro das calças, decidiu investir, e foi na particular subsequente que ele deu em cima da dezoito. A dezoito, que não era boba nem nada, se rendeu aos encantos do quase cinquentão. Ele, afoito, foi no sexo faminto que há anos não fazia. Mas como diz o ditado que apressado come cru, toda sua fome acabou em dois minutos. Dois míseros minutos. Ele, gozado, a dezoito, insatisfeita.

E foi assim que, como os dois minutos de fome, dois dias depois veio a intimação para o professor depor. Burra a dezoito não era, e uma insatisfação como aquela teria preço. A dezoito de fato tinha dezessete, e em toda sua ereção o professor esqueceu de verificar tal fato.

Isso tudo acabou ficando engraçado porque nos dois dias seguintes ele continuou recebendo bilhetes, mas no último, o dia de depor, o bilhete não era anônimo. A confissão da vontade sexual da menina veio assinado pela dezessete. Isso ficou engraçado porque a dezessete tinha, de fato, dezoito anos.

Parece que os números finalmente haviam pregado uma peça no professor.

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