Conversa de Botequim
Posted by Bruno Pedrassani on 2nd julho 2008
É sabido que em conversas de botequim rolam os mais variados assuntos. Desde o porquê que garrafas têm um mini “f” impresso no rótulo, passando pela crise no oriente médio, Afeganistão, Iraque, Irã, Coréia do Norte, até a política externa de TODOS os países do mundo. É, isso sempre é possível numa conversa de botequim.
Claro que no botequim ainda tem aquela “tiração de sarro” com os camaradas presentes, e com os não presentes também. Histórias absurdas e esdrúxulas de cada um ressurgem das cinzas. Incrível como um boteco tem esse poder.
Pois bem. Visando essas conversas totalmente esclarecedoras, eu e meus amigos de faculdade(é, o BCC cria laços fortes de amizade. Normalmente é assim quando todos se ferram no curso) criamos uma lista de discussão, que nada mais é uma lista com os emails de todo mundo. Então, todo dia de manhã, alguém manda uma piadinha, uma imagem, uma montagem, um texto sério, outros nem tanto, enfim, manda absolutamente qualquer coisa pra lista. E as discussões começam. Algumas discussões são tão boas, que geram inclusive posts, como esse aqui. Obviamente dependendo do dia a coisa desanda a tirar sarro de alguma alma escolhida por processos totalmente aleatórios.

Imagem do Homer porque ele sabe qual é o sentido da vida…
As discussões normalmente trazem quase todos os elementos do bar/boteco/botequim, menos a cerveja é claro. Mas é um ótimo escape para as intempéries do trabalho pela manhã. E se o assunto for bom, fica na lista por dias.
“Isso é terapêutico” diria um amigo meu. E de fato é. Cada um tem uma versão, cada um tem seu argumento, sua opinião. Com o passar dos anos, aprendemos a respeitar a opinião de cada um, mas todas as opiniões são boas(se é que se classificam opiniões). São discussões sadias(obviamente no começo o pau quebrava, mas tudo bem, vivendo e aprendendo).
O que quero dizer aqui é que todos, absolutamente todos, deveriam ter uma espécie de cano de escape para o que fazem. Acredito que muitos também tenham listas de emails parecidas, e se não tiverem, criem uma(claro, se gostarem de papo de botequim). Não precisam iniciar uma conversa falando da baixa do dólar, mas se tiver cabeças suficientes na lista, certamente o assunto palpitará. Acredito que o número de cabeças necessárias é > 3, mas isso é um teorema meu. Inclusive, quanto mais cabeças, maior a quantidade de vezes que um assunto se desvirtua e vira uma ofensa pra alguém, mas isso é que é o divertido. Ninguém vai lá pra discutir a crise do oriente médio. Não de cara. Aliás, discutir aquela cagada que seu amigo fez no primeiro ano de faculdade é sempre mais divertido.
OBS: Esse texto era pra ter falado sobre a Amazônia, mas olha o que virou. Será que essas vozes na minha cabeça são realmente outras pessoas?
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