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Problemas na atualização 3.0 do WordPress

Postado por Bruno Pedrassani 10 Commented segunda-feira, junho 21st, 2010

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Então que eu administro um servidor pessoal com meus sites. Alguns rodam Drupal, já testei o TextPattern e outros usam o WordPress.

O foco aqui é o WordPress.

De tempos em tempos o WordPress(vou chamar de WP aqui pra ficar mais fácil) lança atualizações do seu core, ou seja, do seu “centro”, seu “motor”, o que faz a coisa funcionar. É sempre bom atualizar, pois além de novas funções, normalmente há correções de bugs e algumas firulas.

Só que como toda atualização, pode dar me*%a no final, principalmente com incompatibilidade de plugins.

Vou falar aqui de alguns problemas que passei, e como resolvê-los. Lembrando que todas as atualizações que fiz foram do WP 2.9.2 para o WP 3.0, e incrivelmente os problemas em cada blog foram diferentes.

ATENÇÃO: o WP diz, seu pai diz, seu técnico diz, mas nunca é demais lembrar: ANTES DE TODA ATUALIZAÇÃO, FAÇA BACKUP DO SEU SITE E BANCO DE DADOS. Pronto, avisado.

Problema: depois da atualização, o blog e todas as suas páginas ficaram em branco. Nada mais aparecia. O blog morreu, só devolve uma página em branco.
Caminho percorrido: esse foi um caso difícil. Tão logo o problema ocorreu, a primeira coisa que fiz foi pegar o diretório wp-content/plugins e apagá-lo/renomeá-lo, deixando só um wp-content/plugins com o index.php dentro dele. O efeito disso é desabilitar todos os plugins do seu blog. Não funcionou. Isso teoricamente descartava que fosse alguma incompatibilidade do WP 3.0 com algum plugin que eu usasse. Então como não queria deixar nada fora por muito tempo, pensei em colocar a versão 2.9.2 novamente e restaurar a minha base de dados. Tudo parecia ser algum bug esquisito do WP 3.0 mesmo. Ledo engano. Restaurei os arquivos da versão 2.9.2(você pode fazer isso com o backup do seu site, ou como se fosse atualizar manualmente uma versão do WP baixando os arquivos oficiais e substituindo pela versão anterior, como se fosse um update mesmo) e a base de dados. O problema persistiu. Aí só o são Google pra salvar mesmo. Catei muitos sites/fóruns, enquanto isso tudo estava fora, até que achei a solução, descrita a seguir. Há muitas ocorrências para a página ficar em branco depois da atualização, então possivelmente essa minha solução não é a definitiva e pode não funcionar pra todos.
Solução: o problema(o meu pelo menos) estava no plugin WP-SUPER-CACHE. Ele é um excelente plugin pra cachear suas páginas com o objetivo de não gastar muitos recursos do seu servidor, tornando o site mais rápido de ser exibido. O meu engano foi achar que somente desativá-lo resolveria. No caso do WP-SUPER-CACHE, pra desinstalá-lo completamente há uma série de procedimentos a serem feitos no servidor, que estão descritos na página do plugin, aqui. O que eu tive que fazer basicamente foi:

  • Apagar os arquivos: wp-content/advanced-cache.php, wp-content/wp-cache-config.php e o diretório wp-content/cache/
  • Desativar o plugin

Isso basicamente fez com que o site voltasse a funcionar. No texto de desinstalação do link acima, ele ainda manda remover a linha define( 'WP_CACHE', true );do arquivo wp-config.php. Eu não precisei fazer isso pro site voltar, mas é bom fazer. Depois disso, o site voltou a aparecer normalmente.

Problema:
depois da atualização, o site carregava normalmente, mas não conseguia acessar o painel de administração, sempre aparecendo a mensagem: “Você não tem permissão pra acessar essa página”, mesmo sendo o administrador do site.
Caminho percorrido: esse realmente tem cara de incompatibilidade de plugin(s). Então a primeira coisa que fiz foi desativar todos os plugins. Isso funcionou, só que não queria ficar sem meus queridos plugins, então fui ativando-os um a um pra descobrir quem estava com o problema. No final acabei descobrindo 2 plugins que, quando ativados, não me deixavam acessar o painel de administração: wp-backupify e WordPress Admin Bar. O Bakupify é um plugin de backup online do site do backupify que eu uso, excelente por sinal. O Admin Bar não dá pra ficar sem, é muito útil. Precisava descobrir o problema. O mais estranho é que uso esses mesmos plugins em outro blog, e no outro não deu esse problema após a atualização! Então verifiquei as permissões dos diretórios dos plugins, mas estavam exatamente iguais aos do outro site que estava funcionando. Desinstalei, baixei, instalei, ativei e nada, mesmo problema. E foi aí que são Google, protetor dos fracos e sem solução mostrou o caminho novamente.
Solução: não me perguntem por que, uma vez que não tenho a resposta. Como o meu blog usa a versão PT-BR do WordPress, descobri que o arquivo wp-content/languages/pt_BR.php era o causador do problema. Fiz um backup dele e apaguei-o sem dó. Os plugins voltaram a funcionar normalmente me deixando acessar o painel de administração. Esse arquivo não tem quase nada dentro dele(pelo menos no meu caso), e apagá-lo não tira a tradução do site. Bem na verdade, ele tem uma única linha que é:

<?php $wp_default_secret_key = 'coloque sua frase única aqui'; ?>

Essa é uma das definições do wp-config.php, e acredito que deve ter dado alguma incompatibilidade no update em que, na hora de setar a variável $wp_default_secret_key, ele verifique que ela está incorreta e tira suas permissões de acesso. É uma teoria. O que interessa é que funciona.

Menção honrosa: o plugin WP TUNER não funciona no WP 3.0, ou pelo menos dá pau em várias instalações. Ele é um excelente plugin pra verificar quais consultas ao banco de dados estão mais lentas, perfeito pra detectar plugins comedores de recursos da máquina. No site do desenvolvedor há uma nota dizendo que ele já está trabalhando numa versão nova do plugin, possivelmente pra fazer funcionar bem no WP 3.0.

Esses foram os problemas que eu tive, mas tive relatos de que a atualização automática funcionou perfeitamente pra outras pessoas. Cada caso é um caso, mas se alguém estiver passando pelo que passei, espero ajudar aqui.

Comentem aí outros plugins que não estão funcionando com o WP 3.0 ainda.

Até onde a Justiça atrapalha a justiça?

Postado por Bruno Pedrassani 5 Commented terça-feira, março 23rd, 2010

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Já faz parte do “senso comum” que, judicialmente, podemos provar qualquer coisa ou processar qualquer um, por qualquer motivo, e ganhar: basta ter o argumento certo, na hora certa, com advogados certos, juiz certo e, se for o caso, júri certo.

Parecem tantas variáveis – e são – mas me questiono frequentemente da eficácia do nosso sistema.

Um primeiro exemplo é sobre uma matéria do quadro Proteste Já do programa CQC(Custe o Que Custar)(Atenção: descosidere aqui que o programa é isso, ou aquilo, ou que é melhor/pior que o Pânico, ou qualquer coisa. Não interessa o que acha do programa, mas sim, dos fatos ocorridos. Prosseguindo.)

Resumindo a matéria: foi doada uma televisão de LCD pra uma escola em Barueri através da prefeitura, mas a televisão não chegou ao seu destino. De fato, ela nunca chegou na escola. Só que os desviadores não contavam com o GPS e um alarme que pessoal do CQC colocou na televisão. Os repórteres então indagaram o secretário da educação(acho eu) da cidade, que disse que poderiam ir na escola que a televisão estaria lá. Tão logo eles saíram para a escola, a televisão entrou em movimento(GPS, lembra?), mas foram flagrados, uma vez que outro repórter estava na frente da casa onde estava a televisão esperando.

Bom, não vou entrar nos detalhes aqui de que isso provavelmente ocorre todo dia debaixo dos nossos narizes, e não só com televisões. O “interessante” aqui é que o prefeito da cidade conseguiu na justiça uma liminar proibindo a veiculação da matéria. Obviamente o CQC conseguiu permissão pra exibir a mesma mais tarde, mas o ponto aqui é essa liminar: por uma semana o pessoal do programa foi calado porque a Justiça não deixou que fosse mostrada a “verdade”. Mesmo com provas irrefutáveis, com o piti do prefeito, a liminar “funcionou” por uma semana. Não foi dessa vez que as variáveis que citei no início do post se alinharam, mas me respondam: o que acontece quando todas funcionam ao mesmo tempo? Temos justiça de fato?

Duvido muito.

Esse tipo de comportamento pode criar ainda situações mais sérias, como é o caso da Denise Bottmann e do Não Gosto de Plágio. Denise foi processada pela Editora Landmark por ter exibido em seu blog casos de plágio envolvendo a tal editora. A editora pede(texto retirado do manifesto de Apoio a Denise Bottmann): vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais; publicidade restrita (ou seja, andamento do processo sob sigilo de
justiça); remoção do blogue Não Gosto de Plágio da internet, invocando o
“direito de esquecimento”; antecipação dos efeitos da tutela de mérito
(ou seja, determinação da remoção imediata do blog antes do exame do
mérito da ação impetrada).


Percebam que o que a “editora” quer é que Denise pague a eles e que o blog seja removido da internet. Oras, se estão preocupados com sua suposta imagem, não seria mais sensato pedir a remoção dos posts que eles considerassem “errados”? Pedir a remoção de todo o blog só confirma o medo que tal editora tem da tradutora.

O que interessa aqui novamente é o uso da justiça. Denise apontou irrefutavelmente o plágio nas obras, como sempre faz no blógue, mas a editora decidiu que a melhor saída seria “atacar” a tradutora, ao invés de tirar de circulação obras plagiadas e de baixo nível. O que acontecerá caso a editora ganhe o caso contra a tradutora? Mesmo com todos, eu disse TODOS sabendo que as obras são plagiadas, Denise teria que retirar o blógue do ar e ainda pagar somas revoltantes pra editora continuar lançando livros espúrios.

E essa não é a primeira vez, nem será a última. Nosso sistema permite esse tipo de manobra, e infelizmente está cheio de advogados peritos em realizar tal manobra.

Assim o que nos resta é manifestar nosso apoio, seja ASSINANDO O MANIFESTO DE APOIO A DENISE BOTTMANN, seja criando um blógue http://apoiodenise.wordpress.com, seja fazendo uma postagem.

Mas mesmo que tudo acabe bem, a pergunta ainda fica: até onde a Justiça atrapalha a justiça? #pensenisso

PS: a imagem do post eu peguei descaradamente do blog da Denise.
PS²: assinem o manifesto e leiam o blog de apoio.
PS³: mimimi Pânico é melhor que CQC, blábláblá tô nem aí.

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Amor, Cálculo, Amor, Aliens

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

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Leia isto: “Amor em Londres é tão raro quanto encontrar aliens, indica cálculo“.

Ao ler isto, o que vem em mente? No que você pensa, querido(a) leitor(a)?

Particularmente, quando eu li isso pensei: “nossa, fizemos contato alienígena e eu nem sabia!”.

Isso aí em cima é o título de uma notícia de 19/01/2010, da Folha. Não sei porque, mas ainda me espanto com a capacidade de agências/jornais/revistas/mídias-quaisquer em criar títulos fictícios/imaginários/estranhos-o-suficiente que levam o leitor a pensar outra coisa, que não o que está escrito no corpo da notícia.

Pensem comigo: como posso afirmar que encontrar algo é tão difícil quanto encontrar outro algo, se um dos algos nunca foi de fato encontrado?


Ah é, já fizemos o primeiro contato: Sam, o cachorro mais feio do mundo
Foto de: spierzchala

Mas tá, tudo bem. Se você ler a notícia – que é até interessante – você vê o tipo de cálculo utilizado e entende a comparação. Só que aí caímos em outro problema: o estudo feito pelo Peter Backus – professor de economia na Universidade de Warwick – não fala sobre encontrar amor em nenhum momento. Ele fala sobre encontrar a parceira ideal, ainda seguindo os critérios dele para o que seria a parceira ideal(ou uma aproximação dela). Desde quanto quando parceira ideal significa amor, Folha?

Não sei em Londres, mas aqui no Hemisfério Sul, encontrar a parceira ideal até é fácil. Difícil é convencê-la.

Ah, e novamente, cuidado com o que fala. Ou no caso, escreve.

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Jogo: Crayon Physics Deluxe. Quanto você paga?

Postado por Bruno Pedrassani one Commented domingo, janeiro 10th, 2010

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É, o título é o mesmo(ou quase) do desse post. Bom, o motivo é que a promoção é exatamente a mesma, só que com um joguinho diferente, o Crayon Physics Deluxe.

crayon_physics_deluxe

Só pra dar uma prévia de como esse jogo é bom e interessante, ele ganhou o prêmio de melhor jogo e excelência técnica no Independent Games Festival do ano passado. Inclusive, o World of Goo de que falei no outro post ganhou prêmios lá também.

O esquema é o mesmo: você vai no site do desenvolvedor e clica no link Buy The Game. Você será redirecionado pra sua conta no PayPal, escolhe quanto quer doar e pronto! Na hora já recebe um email de confirmação do PayPal e um email do site do jogo, com o link pra baixá-lo.

ATENÇÃO: essa “promoção” é válida somente até o dia 15 de Janeiro, portanto, #corrão!

Pra quem nunca ouviu falar desse jogo, a física dele é excelente. Você desenha quadrados, bolas ou qualquer forma, e usa-as pra atingir o objetivo. No começo parece simples, mas conforme vai avançando, você vai aprendendo a usar a física do jogo e novas formas de chegar ao final. Inclusive, o ditado do jogo é algo como “Não basta chegar ao final, mas sim chegar ao final da forma mais surpreendente”. Como percebe-se, não há só uma maneira de chegar ao final, depende da imaginação de cada um. E não fique surpreso(a)(caro leitor(a)) se você se flagrar rindo no meio do jogo. Ele fez isso comigo :) .

Ah, o jogo tem suporte a telas sensíveis a toque, e tem uma versão dele pro iPhone disponível na AppStore também.

Deixo um vídeo pra vocês terem uma idéia do negócio:

Sério, paguem, é muito bom mesmo!

Buzzeando Aleatoriedades

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented terça-feira, dezembro 1st, 2009

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Bom pessoas, novidades no blog.

A partir de hoje, vocês verão logo abaixo do título de cada artigo(ao lado das tags), duas estrelas e um botão de “Recomendar”. Ao clicar no botão, você será redirecionado à página do Yahoo! Buzz correspondente ao artigo para confirmar que quer votar no meu artigo. É possível que eu coloque mais um botão, mas não achei espaço “legal” pra colocar um botão maior(aceitando dicas!).

Tá, mas pra quê usar esse Yahoo! Buzz?

O negócio do Buzz é a internet colaborativa. Ao invés de ser um site com um/alguns editores escolhendo o conteúdo, quem define quais são os artigos/notícias relevantes é o leitor. Portanto, se você gosta de um artigo, vote nele!

O Buzz fica ainda mais interessante ao saber do funcionamento. O Yahoo! contabiliza quais são as maiores buscas ocorrendo no momento, então busca no Buzz as mais relevantes(mais recomendadas, mais comentadas, etc) pra ajudar nos resultados. Inclusive, notícias muito “buzzeadas” podem ir pra home do Yahoo!.

Sabemos que os brasileiros em geral tendem a querer votar nos próprios artigos, mas não é essa a idéia. A idéia é votar no que você achou interessante. Provavelmente muito mais gente também vai achar esse conteúdo interessante. Portanto, votem(e nem estou falando só do meu blog, se virem o botão de recomendar em qualquer lugar que valha a pena, votem).

Pra saber mais do Yahoo! Buzz, visite esse link.

Ah, mas eu tenho preguiça de usar isso…

OK, ninguém é obrigado a usar. Colaboração só existe com vontade não é mesmo? Mas o votar em um artigo é total e extremamente simples, você só precisa acertar um CAPTCHA(se for capaz).

PS: OK, eu confesso, votei em um artigo meu, mas eu juro que foi só pra ver como funcionava. Sério.

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