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Amor, Cálculo, Amor, Aliens

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

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Leia isto: “Amor em Londres é tão raro quanto encontrar aliens, indica cálculo“.

Ao ler isto, o que vem em mente? No que você pensa, querido(a) leitor(a)?

Particularmente, quando eu li isso pensei: “nossa, fizemos contato alienígena e eu nem sabia!”.

Isso aí em cima é o título de uma notícia de 19/01/2010, da Folha. Não sei porque, mas ainda me espanto com a capacidade de agências/jornais/revistas/mídias-quaisquer em criar títulos fictícios/imaginários/estranhos-o-suficiente que levam o leitor a pensar outra coisa, que não o que está escrito no corpo da notícia.

Pensem comigo: como posso afirmar que encontrar algo é tão difícil quanto encontrar outro algo, se um dos algos nunca foi de fato encontrado?


Ah é, já fizemos o primeiro contato: Sam, o cachorro mais feio do mundo
Foto de: spierzchala

Mas tá, tudo bem. Se você ler a notícia – que é até interessante – você vê o tipo de cálculo utilizado e entende a comparação. Só que aí caímos em outro problema: o estudo feito pelo Peter Backus – professor de economia na Universidade de Warwick – não fala sobre encontrar amor em nenhum momento. Ele fala sobre encontrar a parceira ideal, ainda seguindo os critérios dele para o que seria a parceira ideal(ou uma aproximação dela). Desde quanto quando parceira ideal significa amor, Folha?

Não sei em Londres, mas aqui no Hemisfério Sul, encontrar a parceira ideal até é fácil. Difícil é convencê-la.

Ah, e novamente, cuidado com o que fala. Ou no caso, escreve.

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Oh noes, Dexter com Câncer

Postado por Bruno Pedrassani No Commented quinta-feira, janeiro 14th, 2010

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Não Dexter a personagem, mas sim, o ator Michael C. Hall. Normalmente não publico coisas relacionadas a pessoas, mas nesse caso é um tanto diferente. Dentre tantos Losts, Heroes e montes de seriados que eu acho extremamente toscos, Dexter é um que realmente gosto.

A primeira temporada de Dexter tem um final surpreendente. A segunda e a terceira não deixam a peteca cair, e a quarta acaba de uma maneira totalmente agonizante. Na verdade eu sempre falo no tuíter que os roteiristas de Dexter(uma equipe de oito se não me engano) são os melhores.

Então quando li a notícia de que o ator estava com câncer veio em mente: “quanto tempo de vida será que ele tem?”. Aliás, não é mais ou menos isso que pensamos quando alguém é declarado com câncer? Mesmo sabendo que há muitas formas da doença, e algumas totalmente curáveis, o pensamento sempre vem.

Mas não se aflijam, de acordo com o próprio ator, o câncer dele é um linfoma de Hodgkin, o qual é curável.

Só não se assustem se na próxima temporada ele tiver menos cabelo ;)

Fonte: UOL

PS: foi realmente uma surpresa saber que o cara já tem 38 anos. Pelo menos pra mim não parece.

É por isso que eu gosto de Amsterdam

Postado por Bruno Pedrassani 6 Commented quarta-feira, agosto 26th, 2009

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Acho que já comentei aqui algumas vezes que não assisto televisão por escolha. Posso dizer que isso é pra evitar qualquer tipo de lavagem cerebral, sem falar que não vejo graça em programa algum da TV aberta. Não quero ser mais uma pessoa que acredita que se passou no Jornal Nacional, então é verdade.

Mas o que achei interessante foi constatar que esse tipo de coisa existe em todos os lugares. A constatação veio do vídeo abaixo, em que o Bill O’ Reilly da Fox News(vejam camaradas, Fox News é uma senhora emissora de notícias) tira conclusões de que a nossa querida Amsterdam está caindo na anarquia(abrindo o parênteses: anarquismo atualmente tem o mesmo tom depreciativo ou, no mínimo, perdeu seu sentido original. Falei sobre outra palavra na mesma situação nesse post. O mesmo acontece com o comunismo, que a partir da segunda grande guerra passou a ser algum tipo de “xingamento”: SEU COMUNISTA! SEU ANARQUISTA! TOME ISSO NA CABEÇA! Não consigo ver diferença nisso e em falar: SEU CATÓLICO! ou SEU AZUL! mas enfim, fechando parênteses).

O mais bonito de tudo isso é que, mesmo com a Fox News tentando “mostrar” que Amsterdam está à beira de um colapso cultural, um cidadão que mora lá fez um vídeo mostrando exatamente quem está à beira do colapso. É por isso que eu gosto de Amsterdam: pelas idéias e pelas pessoas. Tirem suas próprias conclusões.

The Truth About Amsterdam

Fonte: Pharyngula

PS: Desculpem, mas não achei o vídeo legendado. Vale a pena mesmo assim.

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Estrangeirismo pode, mas com moderação

Postado por Bruno Pedrassani one Commented terça-feira, agosto 4th, 2009

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Hoje foi derrubada a lei do governador do Paraná, Roberto Requião(notícia aqui), a qual dizia em seu texto que toda propaganda veiculada no território paranaense – caso tivesse palavras estrangeiras – deveria ter as mesmas traduzidas.

Tanto a lei quanto a sua derrocada geraram muitas discussões acerca do tema. Se por um lado ajuda-se o consumidor a entender o que diz a propaganda, por outro nos obrigaria a inventar muitos neologismos na língua, afim de traduzir ou aproximar a tradução das palavras.

Alguém sabe traduzir um bit? Um byte?

Antes que você saia dizendo que bit é uma unidade, metro também é e possui tradução. Os franceses traduziram bits, oras. Não escondo que sou a favor da tradução das palavras, porque não gosto da maneira como perdemos a identidade linguística trazendo palavras estrangeiras – principalmente inglesas – pro nosso cotidiano. Nesse ponto de vista, até acho boa a lei do mandachuva paranaense.

Mas o negócio não é tão simples assim. Primeiro que, no texto da lei(pode ser visto aqui, é a lei 16.177/2009), não fica claro se devem ser traduzidos nomes. Por exemplo, deve-se traduzir Windows pra Janelas? Apple pra Maçã? Ubuntu pra seja-lá-o-que-signifique? Volkswagen pra Carro Popular? Traduzir nomes de marcas é ridículo, e a lei não é clara quanto a isso.

Em contrapartida, não concordo em utilizar palavras estrangeiras quando temos uma tradução exata ou quase exata em português. Randômico é feio demais pra substituir aleatório. Dar um boot ao invés de iniciar a máquina não faz sentido. 50% OFF pra 50% de desconto é marketing. Se temos a palavra, que usemos!

Culturalmente, já “acoplamos” várias palavras ao nosso vocabulário. Não falamos rato, mas sim, mouse(apesar de em Portugal ser aquele). Pra nós ecrã é o monitor. Isso não tem mais volta, mas não precisamos falar em “esquedular” uma reunião, ou dar uma olhada no “rauter” porque ele está travando, ou fazer um “brifing” pra ficar a par dos acontecimentos.

A lei caiu com o argumento de que há “(…) inconstitucionalidade da mesma por infringência dos direitos fundamentais de livre manifestação do pensamento, e de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Também sustentou que vício de origem, por não caber aos Estados legislar sobre propaganda comercial, matéria de competência privativa da União (…)”.

OK, o argumento é válido, mas talvez precisemos de uma comissão julgadora de palavras estrangeiras, a qual definiria as equivalentes em português, caso existissem. Senão, pega-se o neologismo e põe no dicionário. Acho até que existe algo semelhante na França e alguns países da Europa.

A lei até foi uma tentativa de manter a identidade, mas não acredito que seja o caminho. De qualquer maneira, em tempos de reforma ortográfica e gripe suína(OK, OK, H1N1), esse tipo de notícia não vale nem capa de jornal.

Ser ou não ser: Animais?

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented sábado, maio 9th, 2009

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Quando vi esta notícia já fiquei pensando em como animais superam suas dificuldades, talvez com mais “coragem” que humanos(mas hein? não somos animais?).

Esse é o caso de uma cadela que foi jogada caiu do iate da dona em um mar cheio de tubarões-tigre e tubarões-cabeça-de-martelo. Mesmo com a tempestade e os predadores, ela nadou aproximadamente 10km até encontrar uma ilha(talvez mais né? vai que ela não sabia que a ilha estava ali…) e sobreviveu por 4 meses lá, sozinha.

Veja bem, ela é uma cadela domesticada. Isso significa que na teoria, ela não “lembra” mais como é a vida selvagem, ou pelo menos é o que acham os ditos especialistas. O fato é que o instinto falou mais alto, ela sobreviveu ao mar e sobreviveu aos 4 meses na ilha comendo coalas(óóuuunnn) e cabritinhos. Foi resgatada quando pescadores perceberam que coalas não deveriam ter predadores na ilha.


Essa é a cadelinha…a da direita viu.

Agora vejam esta notícia. O cadelo cão Andre estava passeando por terras selvagens no Alasca, quando pisou por acidente(pqp, de propósito que não foi) numa armadilha de animais. Ficou preso, deveria estar sofrendo pacas, e sabe o que ele fez? Mastigou as próprias patas pra se livrar da armadilha.


Alguém?

Depois foi encontrado pelo serviço de resgate de cães do Alasca(lol, não temos isso no Brasil, temos?), e uma empresa – a OrthoPets – sensibilizada e querendo fazer um bom marketing, criou próteses pro cão.

Agora, vejamos: quantos de nós teríamos coragem de mastigar os pés – ou as mãos que sejam – pra sair de uma armadilha? Ou como no filme da imagem acima(SAAAAWWW), serrar o próprio pé se quiser se salvar? Ou ainda, como no primeiro caso, sobreviver comendo coalas e cabritinhos?

O instinto de sobrevivência de animais sempre fala mais alto. E talvez seja por isso(e não só por isso) que muita gente se sente ofendida quando chamada de animal. Mas quem não fica pelo menos minimamente impressionado com a capacidade de sobrevivência de ambos os casos que citei? Será tão ruim assim ser “animal”?

A única diferença que nós – humanos – temos deles é a consciência de nós mesmos, e de que morreremos. E só pra avisar os navegantes, não é uma questão de escolha – ser ou não ser – . Somos todos animais e pronto. Com a diferença que podemos resistir ao instinto.

Aliás, quem nunca quis ter a vida que o próprio gato tem, por exemplo? Não se ofendam por serem o que são.

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