Violência Doméstica. Contra Homens.
Posted by Bruno Pedrassani on 19th maio 2008
Segundo um levantamento feito por telefone pela organização independente Group Health, de Seattle nos EUA, 29% dos homens já sofreram algum tipo de violência doméstica.
Por algum tipo, define-se: agressões verbais - como initimidações e ameaças - e agressões físicas - como chutes, tapas, socos e sexo forçado.
Acredito nesse número, e acho que pode até ser maior. Que homem vai na delegacia denunciar a mulher por violência doméstica? O cara vai ser chamado de mulherzinha entre outras coisas. Esse é um caso do que vou chamar aqui de preconceito ao contrário. O preconceito surge, ou do próprio prejudicado, ou a sociedade faz com que o prejudicado tenha vergonha do que sofreu. As duas situações são lamentáveis.
A pesquisa ainda diz acabar com alguns “mitos” dessa violência, como não haver relação entre o grau de violência e o nível de renda das famílias, e o fato de esse tipo de violência não trazer conseqüências para os machos. Segundo a pesquisa, esses indivíduos teriam três vezes mais chances de apresentar sinais de depressão.
Sinceramente, se eu sofresse alguma coisa dessas, não seria macho(ou não) suficiente pra ir a uma delegacia resolver a questão. E cá pra nós, eu não consigo imaginar uma mulher forçando um cara a fazer sexo. Um cara forçar a mulher ainda vai, estuprar uma mulher é possível. Mas vamos pensar, se um cara não quer fazer sexo, o pirulito seu membro sexual não vai ficar ereto de jeito nenhum. Concluindo, não há sexo assim. A não ser que esse tipo de situação deixe o cara aceso. Mas aí já são outros quinhentos, como diria alguém-da-minha-família-que-não-lembro-quem-é. Ah, pensando bem, a mulher pode colocar uma foto de uma modelo semi-analfabeta qualquer nua pro cara ficar com tesão, aí estuprá-lo. Será que conta?
Esse tipo de preconceito ao contrário também é bastante comum em outros “setores”. Negros têm preconceito contra eles mesmos. Eu não entendo porque a melhor definição pra raça é negra. Todas as outras raças(se é que são todas tão diferentes assim) são chamadas pela cor: brancos, amarelos, vermelhos, rosa-choque. Porquê não preto então? Esse tipo de discriminação é ridículo. Ninguém tem que ter vergonha do que é.
Achei excelente esse exemplo da aluna de jornalismo da UnB, Adriana Caitano. Ela por livre escolha prestou vestibular no sistema universal - ou seja, no sistema pra todas as raças - mesmo tendo a chance de prestar pra cotista. E ela ingressou na faculdade.
Preconceito é tosco. Conheça a pessoa, depois faça seu julgamento. E que ele seja seu julgamento, não tente impô-lo a outros. Não tenha vergonha de si mesmo.
Voltando ao caso do cara-que-apanha. Algum homem aí teria coragem de denunciar e/ou confessar que apanhou da mulher? Outra coisa. O que diria a justiça e a sociedade, se um cara que estivesse se defendendo da mulher, acabasse machucando-a? Quem ganharia a causa? Pensem.
OBS: Cara que bate em mulher pra mim é mulherzinha. É porque deve estar precisando levar uma na cara. Por trás.
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