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O Poder e a SPP

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented terça-feira, novembro 24th, 2009

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Eis que pelas andanças cibernéticas eu me deparo com o blog Eu Dou Para Idiotas. Primeiro confesso que comecei a ler só pelo nome, mas contrariando o dito popular, o conteúdo fez jus à capa.

Algum dia aí que já passou, eu escrevi um post fictício(mas que é verdade) falando que segurança pra mulher é dinheiro. Eu observei os fatos sob um foco, que era a transmissão de segurança, e o recebimento desta pela mulher. Isso faria com que mulheres realmente sentissem que o dinheiro dá a segurança necessária, e o cara que estivesse ali era o brinde.

Mas como eu não manjo nada de mulher, veio uma pra dizer o que é real. No caso, foi a Pati(como ela se identifica de qualquer maneira) do Eu Dou Para Idiotas. Nas palavras dela, neste post:

(…) Ganhou dinheiro, pegou mulher, logo, mulher gosta de dinheiro. Pfff… Deixa eu te contar um segredo? Mulher gosta de algo muito mais sutil do que isso: mulher gosta é de PODER. (…)

Sacou camarada? Mulher gosta mesmo é de PODER mano! Por isso que eu sou um pé rapado que pega mulher então? Talvez. Mas esse texto toca uma real nas teorias comuns que existem por aí. Resumidamente o texto fala sobre a Síndrome do Pau Pinto Pequeno. Ela discorre sobre dinheiro, poder, mulheres, carros, pintos grandes e pequenos. A segunda parte está aqui.

Logo que comecei a ler, lembrei-me da minha ex. Ela tinha uma tirada que era sensacional: toda vez que escutávamos um carro acelerando como se estivesse correndo pela vida entre 1 e 6 da manhã ela soltava:
- Essa acelerada deu mais uns 15 centímetros pra ele.

O tamanho variava com a quantidade acelerada pelo pleibói, e possivelmente pelo modelo do carro(quando era possível ver tal). O fato é que a tirada era boa, e que isso demonstrava que ela também tinha idéia da SPP, mesmo que não com o mesmo nome.

Isso demonstra, caro leitor, que além de você ter que ler o texto ali pra entender um pouco melhor as fêmeas, que mulheres com uma capacidade intelectual boa saberão que você tem pinto pequeno, e que você tem neura com isso. Mas se você estiver pegando uma fêmea de alto garbo e elegância(tm Morroida), então você não precisa se preocupar, pois não tem pinto pequeno, pelo menos de um dos tipos. Só cuidado com o frio.

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Cara de pauísmo

Postado por Bruno Pedrassani No Commented quarta-feira, novembro 18th, 2009

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E estava eu acompanhando o fétido e escrotamente legal blog do Sr. Morróida, especificamente este post que fala sobre conquistar fêmeas do mais alto nível de apreciabilidade femina.

Bem, não vou falar do teor do texto do Morróida porque não vem ao caso(apesar de ser inteiramente verdadeiro).

Sobre o que vou falar é desse quadrinho, que ele postou(e não sei de quem é a autoria):

Nem sempre ofereço a tradução, mas dessa vez ela estará aqui(livre), porque convém:

2º quadrinho: “É tão bom que você é um romântico.”
3º quadrinho: “Você é tão bom pra mim. Nenhum rapaz alguma vez me tratou tão bem quanto você me trata.”
4º quadrinho: “Mas me sinto mal por você.”
5º quadrinho: “Vai dor como um filhodaputa quando eu decidir te deixar por algum bad-boy manipulativo.”

Eu posso dizer que já estive dos dois lados da moeda: já fui o filhodaputa que faz a mocinha-certinha trair o namorado, e sim, já levei meu chifre por ser um “romântico”(aka bundão).

Gostei do quadrinho porque ele é cruelmente verdadeiro. Caras muito certinhos, românticos e que fazem o que suas respectivas mulheres pedem levam chifre. É mais ou menos aquela idéia distorcida de que mulher gosta de ser mal-tratada. Não é que elas gostam de ser mal-tratadas, mas elas gostam de macho que decide as coisas, mesmo quando é contra a atual vontade delas. É o macho que chega, é o macho de pegada.

A questão nova aqui é que após algum tempo, nós machos tendemos a mudar o comportamento. Quanto mais tempo estamos com uma fêmea – e mais queremos mantê-la só nossa(no caso de estar sendo fiel) – passamos a nos render aos caprichos da mesma. Passamos a falar e fazer “coisinhas românticas”acabando por perder a antiga identidade que a conquistou, passando a ser seu “brinquedinho que oferece segurança”.

Essa mudança de comportamento é o que ferra tudo. O bad-boy manipulativo que se apaixona pode – e provavelmente irá – virar um bundão romântico.

Fazemos isso pensando no melhor, mas quase sempre isso resulta em um belo chifre. Alías, temos que levar uns chifres pra aprender mesmo, não tem jeito. E o pior é que não é raro nos flagrarmos cometendo os mesmos erros em relacionamentos diferentes.

Tenho certeza que alguma mulherada vai chover aqui(ou no meu email) dizendo que quer sim um cara sensível, romântico, que faz tudo por ela, e ainda vão me chamar de porco escroto e estúpido. Normalmente isso é somente a negação do que elas não querem ver, pra não se sentirem mal consigo mesmas.

Percebam que em nenhum momento falei que homens não devem ser românticos, nem deixar de se apaixonar. O problema é que a linha entre esses caras é tão tênue que é muito fácil virar bundão.

Com a competição sexual acirrada, a única dica pra você não levar um chifre colossal como eu já levei é: não seja um bundão. Não mude só porque ela quer. Ela vai mandar na sua vida(como toda mulher faz), mas não vire um bundão. É difícil de definir o momento em que se é ou não um bundão, mas o problema é seu. Só nunca se esqueça de passar óleo de peroba na cara.

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A Vergonha

Postado por Bruno Pedrassani No Commented terça-feira, novembro 17th, 2009

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Eles eram só mais um casal apaixonado. Ele sempre com sua calça jeans rasgada e seu all-star amarelo; ela sempre com sua blusinha verde-azulada que fazia-o lembrar do mar, e chinelo havaianas.

Desde que tinham treze ou catorze anos eles já se interessavam um pelo outro: ele passava as tardes no colégio procurando-a, ela passava se escondendo.

Mas a vergonha nunca seria o motivo de estarem separados. Ele mostrou isso quando entrou no banheiro feminino do colégio para roubar um beijo dela.

Isso lhe rendeu 2 dias de suspensão, mas este foi um preço baixíssimo a pagar pelo amor que de toda uma vida que ganhou.

E foi assim que a partir daquele momento – daquele beijo roubado – suas vidas entrelaçaram-se completamente.

Aprenderam a fugir da escola, da faculdade, do trabalho, só pra passar algum tempo juntos. Ir a uma festa, ou perder a festa porque estava transando era perfeitamente normal. Aliás, aprenderam todos os truques e atalhos de seus corpos, e bastava somente um assopro no lugar correto pra que o outro ficasse excitado.

Conforme ganhavam intimidade, o sexo melhorava. Conforme o sexo melhorava, ganhavam mais intimidade. O ciclo só se romperia quando uma dor de cabeça atrapalhasse tudo.

Bem, enquanto a dor de cabeça não aparecia, eles aproveitavam. Saíam, viajavam, bebiam, comiam e se comiam. Mas como parece que todo destino é inexorável, a dor de cabeça finalmente chegou.

A partir desse momento, tiveram seus altos e baixos na relação. Brigavam e se amavam como é de se esperar. Terminavam e voltavam com a mesma frequência com que voltavam e terminavam.

Perceberam que toda relação é mágica e única, mas que toda relação é igual também. De repente, só o amor não parecia suficiente.

Passaram simplesmente a levar a relação. Se tornaram amigos, de vez em quando amantes, mas ser de vez em quando amante nunca é o suficiente.

O que acontece é o mesmo que acontece com quase todos os casais: alguém ganhou uma galhada na cabeça. Se já é difícil manter o amor-apaixonado de início de relacionamento, depois da galhada beira o impossível.

E foi a vergonha de fornecer a galhada que fez com que tudo acabasse. Até podiam tentar se utilizar do perdão, talvez estivessem preparados pra isso, mas não conseguiram.

Finalmente, a vergonha conseguiu separá-los. Mas só separa-se dois amores quando ainda existe amor, caso contrário, esvai-se.

Foto de: mikebaird

PS: aconselho que vejam o flickr do mikebaird. O cara é bom.

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É pelos próprios erros

Postado por Bruno Pedrassani 2 Commented sexta-feira, outubro 30th, 2009

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É bem real que quando vamos falar de relacionamentos, homem, mulher, sexo; sempre parece que alguém já falou e/ou viveu situações exatamente iguais, ou no mínimo, ridiculamente parecidas. Isso nos dá a sensação(real) de que o assunto abordado não é inédito. Se pensarmos em mundo, raça e o escambau, não é mesmo. Mas pra nós – pra cada um – cada sensação, descobrimento, encobrimento, reação, ação e sentimento; é tudo novo.

Eu já passei de eterno sapão comedor de mosquinhas, canalha em que relacionamentos não passavam de uma semana, pra um bom moço de família, namorado fiel, noivo e quase-casado-morando-junto. Cada época, cada sentimento e cada sensação foram novos pra mim. Foram as minhas descobertas, que não foram necessariamente inéditas, mas sim, minhas.

Cada relacionamento deixou suas marcas – suas nódoas só pra citar o nome do blog – e, pra quem quis aprender algo, consegui algum conhecimento também(principalmente do que não se deve fazer).

E o insight da vez é justamente esse não.

Eu ainda não consegui descobrir exatamente os porquês(nem devem existir razões prontas e óbvias), mas alguns relacionamentos são fáceis de terminar, enquanto outros são extremamente difíceis. Sei que tem gente que vai dizer que todos são difíceis de terminar, e outros ainda dizem que todos são fáceis, mas bota é bota(Homem Cueca tm). O que desconfio sobre essa dificuldade é que ela é diretamente proporcional aos nossos próprios erros no relacionamento(e com alguns outros ingredientes, como o nível de comprometimento, obviamente).

Antes eu acreditava que o maior componente pra se terminar(ou não) a relação era, e talvez até que deveria ser, o nível de comprometimento. Oras, quanto mais eu gostasse e quisesse ficar com uma pessoa, mais difícil de terminar, certo?

Errado.

Percebi que, quanto mais você erra(e olha, você erra bagarai), sabe que errou e se sente culpado de certa forma, mais difícil de terminar. Se você erra, mas sabe que errou e fez isso porque quis, não tem problema. Se você sabe que errou mas não sente culpa, seja por vingança, canalhice ou vontade mesmo, também é simples. Mas quando você sabe que não deveria ter falado aquilo no dia do aniversário dela, que não deveria ter levantado a voz quando ela fez uma pergunta simples, que não deveria ter saído sozinho naquela noite porque estava bravo, aí você tem um problema.

O problema é que, sabendo que errou, é difícil admitir pra si mesmo o erro(o que é contrditório sim, oras, você sabe que errou). Ninguém quer ser o responsável por um relacionamento que não deu certo, isso é admitir derrota, acaba com o ego. Ninguém quer admitir que não conseguiu manter a relação que outrora era maravilhosa. E assim, mentimos pra nós mesmos, caímos na própria armadilha e nos tratamos como vítimas, sendo que somos também causadores. Aí fica difícil de se terminar. Por algum motivo obscuro, queremos tentar consertar as coisas, queremos não fazer mais aquilo do que nos arrependemos, queremos provar a nós mesmos que tudo que desabou não foi por nossa culpa.

Assim ficamos presos a casamentos, namoros, noivados, peguetes que talvez nem gostemos mais. Lembramos da idéia de que tudo um dia foi bom, e nos agarramos a ela, nos perguntando por que raios tudo não é mais como era antes. São nossos próprios erros que nos fazem errar novamente, mantendo-nos dentro do ciclo.

Nessas horas é necessário um lampejo de dignidade e amor próprio pra admitir que, mesmo que você ainda ame demais uma pessoa, não se consegue mais ter o que se tinha no começo. De vez em quando é preciso um tapa na cara(ou uma traição) pra você entender que, de fato, acabou.

OBS: esse post estava na geladeira desde 10 de junho. Por algum motivo fiquei com vergonha de publicá-lo. Não mais.

Segurança pra mulher é dinheiro

Postado por Bruno Pedrassani 16 Commented sexta-feira, outubro 2nd, 2009

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Não dá pra dizer que todos que se afundam em dívidas são do sexo feminino. É obvio que a macharada sabe gastar mais do que ganha também, e não duvido até que sejam em proporções maiores. Mas as mulheres, ah, as mulheres! Elas tem o dom de comprar aquele sapato novo quando o limite do cartão de crédito está quase zerado.

São coisas que já viraram até senso comum, e podemos ver em nossas famílias. Normalmente o homem quer ganhar dinheiro suficiente pra conseguir manter uma mulher. Dizem por aí até que homem bem-sucedido é aquele que consegue ganhar mais do que sua mulher gasta. Oras, pode parecer machista, mas pergunte a 100 homens por que eles querem ter muito dinheiro, e no mínimo 80 responderão que é pra ter mulheres(não necessariamente uma só).

Isso já é fato,  pode até ser genético. Se outrora o homem demonstrava segurança sendo um bom caçador, corajoso, lutador e blábláblá, atualmente o que transmite segurança é ser bem-sucedido e ter dinheiro. Muito dele. Obviamente cada mulher pode ver segurança em um macho de maneiras diferentes, mas não dá pra negar o poder que o dinheiro traz. E junto com ele, mulheres.

Agora a questã(questã mesmo) que fica no ar – e que é o argumento contrário a toda essa teoria – é: se é o dinheiro que traz mulher, como pobre também tem?

Mulher e o Dinheiro... cuidado

É camarada, possivelmente é pra onde vai a grana…

Crédito: missmarek

Posso apontar várias razões.
- O cara nem sempre foi pobre, ficou depois, a mulher foi junto.
- A mulher faz parte dos 20%(estatística embasada totalmente no meu observatório particular) que acha que segurança é ter um cara forte do lado.
- O casamento/ajuntamento foi arranjado.
- Dentre os pobres, o cara era o menos pobre, dando aquele falso sentimento de segurança.
- A mulher não bate bem da cabeça.
- A mulher é bissexual ou lésbica.
- O cara é um monstro na cama.
- O cara tem mais lábia que dinheiro.

Percebam que, nos meus argumentos, mulher nenhuma fica com alguém por amor. Certamente essa revelação vai atrair a ira de mulheres de família, que acreditam em príncepe encantado e tal. Algumas de fato acreditam no amor, mas quando a coisa começa a apertar pra valer, o que conta é o dinheiro. E os homens sabem disso. Instintivamente.

Isso tudo evita relacionamentos, ou os torna menos verdadeiros, o sexo pior, ou classifica o autor como um machista totalmente porco?

A resposta é simples: Não. E talvez para a última pergunta.

OBS: Este é um post fictício, sem nenhum embasameno científico, e quiçá reflete a opinião do autor. Apesar de ser verdade.

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