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As Brigas de TPM

Postado por Bruno Pedrassani No Commented quinta-feira, março 18th, 2010

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A porcaria da Tensão Pré-Menstrual é uma coisa muito chata.

Veja bem, nós homens não sofremos com um evento parecido. Não há um período do mês que no qual sangramos por vários dias(sem morrer!), muito menos um período em que não conseguimos ao menos saber porque estamos chorando. A bem da verdade, como já diria meu camarada Frejat, “homem não chora nem por dor, nem por amor”.

Então que, como somos escravos de nossas mulheres, nos submetemos a essa disritmia cotidiana de nossas ditas cujas. E fazemos isso por quê? Porque as amamos, não é mesmo? Claro, só por isso.

Só que o intrigante é que não importa o que façamos, não importa o que digamos, não importa o que tentamos tentemos, a gente se ferra nos ferramos. Isso é um fato que não pode ser mudado. Se a mulher entrou na TPM, bói, você se ferrou. Pula fora ou aguenta a pressão.

E experimenta chegar atrasado…
Imagem de: kevindooley

Lembro que depois que voltei com a minha ex namorada, que agora não é mais ex(arrá!), só brigamos uma vez desde que reatamos, e foi exatamente na semana de TPM da mulé. E essas brigas de TPM sempre são homéricas! Parece que tudo fica pior: ela chora mais, grita mais, xinga mais, se magoa mais.

E se você acha que só sofrem com isso casais, nunca morou com a mãe ou a irmã. A tensão é a mesma, só que algumas vezes basta ficar longe de casa por uma semana que fica tudo tranqüilo(trema querida, ainda não te abandonei!).

E junto da TPM, quase toda mulher(que eu conheço pelo menos), vem de fábrica com um plus a mais: a capacidade elefantíaca de não esquecer NADA do que falamos.

Agora junte a TPM com essa capacidade elefantíaca de lembrar frases aleatórias, junte numa mulher, dê uma mexidinha nos hormônios dela e pronto: uma bomba pronta pra explodir na sua cara.

E sabe qual é o pior do pior?

Não importa quantas vezes reclamamos, brigamos, separamos ou até ficamos quietos. A gente sempre volta com o rabo entre as pernas pra fazer as pazes. Porque homem só é homem porque existe a mulher.

PS: e no final do final, brigas de TPM não contam.

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Discussões

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented sexta-feira, março 12th, 2010

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Um homem e uma mulher discutindo:

H – Mas também, você fica 2 horas só se arrumando pra sair!
M – Me arrumo pra ficar mais bonita pra você, seu grosso!
H – Pra mim nada, você sabe que homem não repara em quase nada, e quem repara é gay.
M – Você está dizendo que não repara em mim?
H – Não, não foi isso que eu quis dizer, eu só disse que…
M – Eu sei que você nunca repara em mim, mas naquela atiradinha do seu serviço você bem que olha. Vai dormir no sofá hoje.
H – Mas…

E assim acaba a discussão. Não interessa o motivo original, porque não é mais por ele que estão discutindo. Perceba que a discussão acabou em um assunto que surgiu no meio, total – ou quase – totalmente nada a ver com o motivo que iniciou tal gládio.

Se você tem namorada/mulher/amante deve ter passado por situação semelhante. E não estou culpando mulheres aqui não, o exemplo pode funcionar muito bem com o homem invocando um assunto qualquer guardado na memória e a discussão acabar na mesma sensação de que tudo foi pro saco e nada foi resolvido – pra ambas as partes.

Poderia discorrer sobre os por quês de que quase sempre que discutimos, invocamos razões e sentimentos que não pertencem nem ajudam na discussão, mas não é o caso. O caso aqui é que não sabemos discutir.

É muito difícil deixar sentimentos de lado em discussões. Cada vez que o seu “adversário” aponta um erro seu – e que provavelmente você sabe que o comete – a sua primeira reação é reagir apontando um dele. Nem preciso mencionar o ciclo aqui. Discussões perfeitas seriam feitas de robôs sem emoções, chegando a conclusões pra todos os lados.

Só que dentro de toda emoção e briga, há uma coisa que realmente me incomoda.

Quando você disse/fez algo mal interpretado pela outra parte, essa outra parte tem razão em sentir-se lesada mesmo depois que você explica seus motivos, sendo que a interpretação está errada?

Vamos pra um exemplo, vá:

Um acessa a mesma rede social que Dois acessa. Essa rede social permite a criação de avatares. Um faz um avatar só pra dizer que tem, com coisas que não refletem sua pessoa real. Esse avatar é uma brincadeira pra Um. Já Dois cria um avatar da maneira que se enxerga, ou pelo menos tenta fazer um avatar o mais fiel possível. Um, que desconsidera a seriedade de tais avatares, vê a roupa que Dois colocou em seu avatar e diz que tal roupa é uma porcaria, querendo brincar. Dois, que fez o avatar à sua semelhança, considera que Um falou mal da sua própria roupa, e a discussão começa.

Aqui houve um desentendimento inicial gerando a discussão, mas mesmo depois que Um explicou o que quis dizer(e que de fato foi uma brincadeira, visto que Um não considerava tais avatares como “sérios”), Dois acredita que foi ofendido através do seu avatar, e o impasse continua indefinidamente.

Será que isso é o resultado de tempos modernos, e a tendência é que cada vez mais projetemos nossa imagem online, onde uma ofensa a tal imagem é uma ofensa para a pessoa?
Terá Dois razão em ficar ofendido mesmo depois que Um explica que pra ele(Um), esses avatares são insignificantes?
Será que seguidores de Cristo ficariam tão ofendidos se eu lhes contasse que pra mim, Cristo é insignificante?

Não sei responder a nenhuma dessas perguntas. Mas por via das dúvidas, nunca mais falo da roupa de nenhum BuddyPoke.

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O Poder e a SPP

Postado por Bruno Pedrassani 4 Commented terça-feira, novembro 24th, 2009

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Eis que pelas andanças cibernéticas eu me deparo com o blog Eu Dou Para Idiotas. Primeiro confesso que comecei a ler só pelo nome, mas contrariando o dito popular, o conteúdo fez jus à capa.

Algum dia aí que já passou, eu escrevi um post fictício(mas que é verdade) falando que segurança pra mulher é dinheiro. Eu observei os fatos sob um foco, que era a transmissão de segurança, e o recebimento desta pela mulher. Isso faria com que mulheres realmente sentissem que o dinheiro dá a segurança necessária, e o cara que estivesse ali era o brinde.

Mas como eu não manjo nada de mulher, veio uma pra dizer o que é real. No caso, foi a Pati(como ela se identifica de qualquer maneira) do Eu Dou Para Idiotas. Nas palavras dela, neste post:

(…) Ganhou dinheiro, pegou mulher, logo, mulher gosta de dinheiro. Pfff… Deixa eu te contar um segredo? Mulher gosta de algo muito mais sutil do que isso: mulher gosta é de PODER. (…)

Sacou camarada? Mulher gosta mesmo é de PODER mano! Por isso que eu sou um pé rapado que pega mulher então? Talvez. Mas esse texto toca uma real nas teorias comuns que existem por aí. Resumidamente o texto fala sobre a Síndrome do Pau Pinto Pequeno. Ela discorre sobre dinheiro, poder, mulheres, carros, pintos grandes e pequenos. A segunda parte está aqui.

Logo que comecei a ler, lembrei-me da minha ex. Ela tinha uma tirada que era sensacional: toda vez que escutávamos um carro acelerando como se estivesse correndo pela vida entre 1 e 6 da manhã ela soltava:
- Essa acelerada deu mais uns 15 centímetros pra ele.

O tamanho variava com a quantidade acelerada pelo pleibói, e possivelmente pelo modelo do carro(quando era possível ver tal). O fato é que a tirada era boa, e que isso demonstrava que ela também tinha idéia da SPP, mesmo que não com o mesmo nome.

Isso demonstra, caro leitor, que além de você ter que ler o texto ali pra entender um pouco melhor as fêmeas, que mulheres com uma capacidade intelectual boa saberão que você tem pinto pequeno, e que você tem neura com isso. Mas se você estiver pegando uma fêmea de alto garbo e elegância(tm Morroida), então você não precisa se preocupar, pois não tem pinto pequeno, pelo menos de um dos tipos. Só cuidado com o frio.

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Cara de pauísmo

Postado por Bruno Pedrassani No Commented quarta-feira, novembro 18th, 2009

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E estava eu acompanhando o fétido e escrotamente legal blog do Sr. Morróida, especificamente este post que fala sobre conquistar fêmeas do mais alto nível de apreciabilidade femina.

Bem, não vou falar do teor do texto do Morróida porque não vem ao caso(apesar de ser inteiramente verdadeiro).

Sobre o que vou falar é desse quadrinho, que ele postou(e não sei de quem é a autoria):

Nem sempre ofereço a tradução, mas dessa vez ela estará aqui(livre), porque convém:

2º quadrinho: “É tão bom que você é um romântico.”
3º quadrinho: “Você é tão bom pra mim. Nenhum rapaz alguma vez me tratou tão bem quanto você me trata.”
4º quadrinho: “Mas me sinto mal por você.”
5º quadrinho: “Vai dor como um filhodaputa quando eu decidir te deixar por algum bad-boy manipulativo.”

Eu posso dizer que já estive dos dois lados da moeda: já fui o filhodaputa que faz a mocinha-certinha trair o namorado, e sim, já levei meu chifre por ser um “romântico”(aka bundão).

Gostei do quadrinho porque ele é cruelmente verdadeiro. Caras muito certinhos, românticos e que fazem o que suas respectivas mulheres pedem levam chifre. É mais ou menos aquela idéia distorcida de que mulher gosta de ser mal-tratada. Não é que elas gostam de ser mal-tratadas, mas elas gostam de macho que decide as coisas, mesmo quando é contra a atual vontade delas. É o macho que chega, é o macho de pegada.

A questão nova aqui é que após algum tempo, nós machos tendemos a mudar o comportamento. Quanto mais tempo estamos com uma fêmea – e mais queremos mantê-la só nossa(no caso de estar sendo fiel) – passamos a nos render aos caprichos da mesma. Passamos a falar e fazer “coisinhas românticas”acabando por perder a antiga identidade que a conquistou, passando a ser seu “brinquedinho que oferece segurança”.

Essa mudança de comportamento é o que ferra tudo. O bad-boy manipulativo que se apaixona pode – e provavelmente irá – virar um bundão romântico.

Fazemos isso pensando no melhor, mas quase sempre isso resulta em um belo chifre. Alías, temos que levar uns chifres pra aprender mesmo, não tem jeito. E o pior é que não é raro nos flagrarmos cometendo os mesmos erros em relacionamentos diferentes.

Tenho certeza que alguma mulherada vai chover aqui(ou no meu email) dizendo que quer sim um cara sensível, romântico, que faz tudo por ela, e ainda vão me chamar de porco escroto e estúpido. Normalmente isso é somente a negação do que elas não querem ver, pra não se sentirem mal consigo mesmas.

Percebam que em nenhum momento falei que homens não devem ser românticos, nem deixar de se apaixonar. O problema é que a linha entre esses caras é tão tênue que é muito fácil virar bundão.

Com a competição sexual acirrada, a única dica pra você não levar um chifre colossal como eu já levei é: não seja um bundão. Não mude só porque ela quer. Ela vai mandar na sua vida(como toda mulher faz), mas não vire um bundão. É difícil de definir o momento em que se é ou não um bundão, mas o problema é seu. Só nunca se esqueça de passar óleo de peroba na cara.

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A Vergonha

Postado por Bruno Pedrassani No Commented terça-feira, novembro 17th, 2009

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Eles eram só mais um casal apaixonado. Ele sempre com sua calça jeans rasgada e seu all-star amarelo; ela sempre com sua blusinha verde-azulada que fazia-o lembrar do mar, e chinelo havaianas.

Desde que tinham treze ou catorze anos eles já se interessavam um pelo outro: ele passava as tardes no colégio procurando-a, ela passava se escondendo.

Mas a vergonha nunca seria o motivo de estarem separados. Ele mostrou isso quando entrou no banheiro feminino do colégio para roubar um beijo dela.

Isso lhe rendeu 2 dias de suspensão, mas este foi um preço baixíssimo a pagar pelo amor que de toda uma vida que ganhou.

E foi assim que a partir daquele momento – daquele beijo roubado – suas vidas entrelaçaram-se completamente.

Aprenderam a fugir da escola, da faculdade, do trabalho, só pra passar algum tempo juntos. Ir a uma festa, ou perder a festa porque estava transando era perfeitamente normal. Aliás, aprenderam todos os truques e atalhos de seus corpos, e bastava somente um assopro no lugar correto pra que o outro ficasse excitado.

Conforme ganhavam intimidade, o sexo melhorava. Conforme o sexo melhorava, ganhavam mais intimidade. O ciclo só se romperia quando uma dor de cabeça atrapalhasse tudo.

Bem, enquanto a dor de cabeça não aparecia, eles aproveitavam. Saíam, viajavam, bebiam, comiam e se comiam. Mas como parece que todo destino é inexorável, a dor de cabeça finalmente chegou.

A partir desse momento, tiveram seus altos e baixos na relação. Brigavam e se amavam como é de se esperar. Terminavam e voltavam com a mesma frequência com que voltavam e terminavam.

Perceberam que toda relação é mágica e única, mas que toda relação é igual também. De repente, só o amor não parecia suficiente.

Passaram simplesmente a levar a relação. Se tornaram amigos, de vez em quando amantes, mas ser de vez em quando amante nunca é o suficiente.

O que acontece é o mesmo que acontece com quase todos os casais: alguém ganhou uma galhada na cabeça. Se já é difícil manter o amor-apaixonado de início de relacionamento, depois da galhada beira o impossível.

E foi a vergonha de fornecer a galhada que fez com que tudo acabasse. Até podiam tentar se utilizar do perdão, talvez estivessem preparados pra isso, mas não conseguiram.

Finalmente, a vergonha conseguiu separá-los. Mas só separa-se dois amores quando ainda existe amor, caso contrário, esvai-se.

Foto de: mikebaird

PS: aconselho que vejam o flickr do mikebaird. O cara é bom.

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