Nódoa do Universo

Pra quê limpar se vai sujar depois?

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Tradutores e Traduções

Posted by Bruno Pedrassani on 19th novembro 2008

Não estou falando de tradutores automáticos não, a lá Google Translator, esses todos - sem exceção - são porcarias.

Estou falando daquela pessoa que está por trás do trabalho de um livro. Na verdade entre o leitor e o criador. Obviamente há muitas mais nesse meio de campo, mas não divaguemos.

Faz algum tempo que acompanho os tradutores de livros que gosto, principalmente as notas de tradução que os mesmos deixam. Através dessas notas é possível conhecer não só a língua original em que a obra foi escrita, mas também peculiaridades da própria língua. Por isso, já prefiro tradutores que se preocupam em deixar notas de tradução, até pra contextualizar o leitor.

Muita gente não gosta(eu inclusive não gostava) de obras traduzidas, sempre preferindo as originais. Bem, não dá pra negar que nunca é a mesma coisa ler a obra original e a traduzida, por melhor que seja a tradução. Só que isso não quer dizer que as traduções são coisas porcas, desnecessárias. O meu antigo preconceito era por ver muitas traduções horrendas, ridículas; sejam em filmes, livros, títulos, artigos. Mas quando você começa a perceber o trabalho duro - e ingrato - do tradutor, e vê boas traduções, a opinião muda.

Como cientista da computação, estudei muitas linguagens e suas peculiaridades. OK, eram linguagens de programação, mas um olhar atento percebe que as linguagens de programação são exatamente como as línguas que o mundo fala. Temos sintaxe, frases, construções corretas, conjugações, variações, dialetos. A estrutura(de uma maneira geral) é a mesma, a finalidade é a mesma: a comunicação. O que muda são as partes e os meios.

O processo de tradução além de ser longo e ingrato - como já falei -, precisa de estudo. Pegar qualquer coisa e sair traduzindo literalmente não funciona, e pra isso temos os tradutores automáticos. O tradutor precisa ler, entender o contexto, conhecer a obra.

Bem disse Millôr Fernandes, em 1962:

(…), considero a tradução a mais difícil das obras intelectuais. É mais difícil mesmo do que criar originais, embora, claro, não tão importante. (…)

O pobrema é quano temo qui traduzi a noss pórpria língua…
Foto de urban_data

O tradutor precisa muitas vezes tentar entender o que o autor pensava no momento que escreveu a obra, se contextualizar - na obra e na época de escrita da mesma - .

E mesmo tudo isso, não basta. O tradutor sempre esbarra em problemas como a tradução de piadas e - principalmente - trocadilhos. Trocadalhos Tricadilhos Trocadilhos normalmente fazem sentido somente na língua original de criação. Oras, o próprio trocadalho do carilho é dificílimo - se não impossível - de ser traduzido. Isso sem falar em nomes próprios que remetem à cultura local, e o tradutor nunca sabe se traduz o nome ou não. Vejam o caso das Crônicas de Dragonlance. O personagem Sturm Brihtblade foi traduzido para Sturm Montante Luzente. Por ser um nome próprio, o tradutor pode tranqüilamente(me recuso a tirar essa trema) manter o nome original, em inglês, Brightblade. Mas ele traduziu, ficando Montante Luzente(pra quem não sabe, montante é uma espada. Grande, bem grande).

Particularmente eu prefiro as traduções nos nomes próprios, quando convém. Isso mostra ainda mais do que significa o personagem, de onde veio, ou simplesmente o que o nome tem a ver com o mesmo. A maioria das pessoas que conheço prefere o original nas traduções. Bem, eu não.

Portanto, são várias as barreiras enfrentadas na tradução. E a pior é a falta de reconhecimento desses profissionais. A maioria das editoras de obras literárias coloca uma notinha bem pequena(perceberam a ênfase no tamanho?) de quem é o tradutor, quando coloca. Saber quem é o tradutor é bom não só pro reconhecimento do mesmo, mas também pra que possamos separar o joio do trigo. Lembro de que em uma matéria da faculdade, um professor disse para usarmos o livro-base na versão em inglês. Quando questionado porque não usar alguma das versões traduzidas, ele enfatizou que estavam uma porcaria, e que possivelmente entenderíamos coisas que não estavam escritas no livro original. Traduzindo: o tradutor não fez direito seu trabalho.

E o que acontece quando o tradutor não faz direito seu trabalho? Ele altera o trabalho de alguém, dá outro sentido. Por isso, acho que todas as obras deveriam vir com o nome da mesma, seguido por um: “por Fulano de Tal”. E bem grande. Mais ou menos assim:

“A Megera Domada de William Shakespeare, por Millôr Fernandes”

E tudo com uma capitalização parecida. Assim reconhecemos os bons profissionais, e jogamos fora os ruins.

Pra finalizar o texto, finalizarei com a finalização do próprio Millôr(que que acharam dessa?):

(…) Fica dito: não se pode traduzir sem ter uma filosofia a respeito do assunto. Não se pode traduzir sem ter o mais absoluto respeito pelo original e, paradoxalmente, sem o atrevimento ocasional de desrespeitar a letra do original exatamente para lhe captar o melhor espírito. Não se pode traduzir sem o mais amplo conhecimento da língua traduzida mas, acima de tudo, sem o fácil domínio da língua para a qual se traduz. Não se pode traduzir sem cultura e, também, contraditoriamente, não se pode traduzir quando se é um erudito, profissional utilíssimo pelas informações que nos presta - que seria de nós sem os eruditos em Shakespeare? - mas cuja tendência fatal é empalhar borboleta. Não se pode traduzir sem intuição. Não se pode traduzir sem ser escritor, com estilo próprio, originalidade sua, sendo profissional. Não se pode traduzir sem dignidade.

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Comentário Breve: Os Desafinados e Ensaio Sobre a Cegueira

Posted by Bruno Pedrassani on 2nd outubro 2008

Vou falar pela ordem que assisti, e não se preocupem, sem spoilers.

Os Desafinados: Como podem ver no cartaz-divulgação aí, temos figurinhas de peso no elenco dessa produção totalmente brasileira,  com direção de Walter Lima Jr.(de A Ostra e o Vento). Rodrigo Santoro, Cláudia Abreu, Selton Mello, André Moraes, enfim, deu pra entender.

O filme é basicamente sobre música, Bossa Nova. O grupo de caras aí ao lado tem uma “banda” e quer alavancar sucesso, logo, nada melhor que ir pra New York, baby. Sendo assim, vão pros EUA quase sem grana e tentam fazer a carreira lá, mas sem deixar amores, promessas, histórias e sentimentos no Brasil.

O Selton Mello é um cineasta, amigo do grupo, que vai junto com os caras pra Nova Iorque, tentar ganhar o mundo. Aliás, parênteses pro cara. A atuação do Selton Mello sempre é única, uma diversão à parte.

O filme em si não é nada excepcional, mas tem música boa(muita bossa nova), atuações boas, e partes deveras engraçadas. O único contra do filme, e é um contra gigantemente imenso, é que o ator Arthur Kohl - que é quem faz o Dico(personagem do Selton Mello) - no presente(ou seja, mais velho), é DUBLADO pelo próprio Selton. Os caras até tentaram sincronizar direitinho os lábios, mas puts, fica totalmente artificial, além de parecer aqueles filmes brasileiros antigos em que a fala do personagem sai antes dele mexer a boca. Sério, ficou horrível colocar essa dublagem. Qual o problema de deixar a voz do Arthur mesmo? Ele tava com problema nas cordas vocais ou algo assim? Mas fora isso, o filme é razoavelmente bom.

Ensaio Sobre a Cegueira: A primeira coisa que vou dizer é que o filme superou em muito as minhas expectativas, sendo portanto, o que chamo de filmasso.

O filme é baseado na obra de de mesmo nome do escritor português, José Saramago, dirigido por Fernando Meirelles, e foi o filme de abertura do último Festival de Cinema de Cannes. Apesar de alguns críticos soltarem um “foi a abertura mais deprimente para um festival internacional”, considerei um êxito do filme, justamente por essa crítica. O filme é deprimente de fato, como deveria. Ele fala sobre uma epidemia de cegueira que assola uma cidade, um país, o mundo, não se sabe ao certo, pelo menos no filme. Mostra como a humanidade se utiliza da “Lei da Selva” sempre que pode, sempre que precisa, o que não é necessariamente bom.

Aqui há atores internacionais carimbados: Mark Ruffalo, Julianne Moore, Danny Glover, Gael García Bernal e a nossa brasileira, Alice Braga.

Não vou dizer que achei todas as atuações excelentes, mas foram pelo menos convincentes. Deu pra sentir a agonia de não poder enxergar, ter que fazer tudo, sem ver nada. Deu pra ter uma idéia da sujeira que o mundo seria com uma epidemia desse tipo. Imaginem, quem vai limpar o chão, as ruas, lavar a roupa, a louça, se ninguém enxerga? Obviamente algumas dessas ações citadas podem ser feitas com algum esforço, algumas técnicas. Mas há coisas que simplesmente não são possíveis, e isso o filme mostra bem. E não é só essa a sujeira denunciada pelo filme; ele mostra bem a sujeira que cada um trás à tona quando a coisa fica realmente complicada.

Enfm Enfim, é um filme que deve ser visto. Quem não gosta de coisas inexplicadas ou muito subjetivas talvez não aprecie tanto o filme como eu apreciei. Mas definitivamente é um filme memorável.

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As Crônicas de Artur

Posted by Bruno Pedrassani on 25th agosto 2008

Já falei sobre Bernard Cornwell aqui, e como havia prometido, vou falar de outra trilogia desse grande escritor de romances históricos.

Essa trilogia fala sobre o Artur, aquele rei Artur que todos conhecem
a lenda. Bem, mas se o cara escreve romances históricos, não deveria
escrever sobre fatos que realmente aconteceram?

Sim, deveria. E ele o faz, mesmo falando de uma lenda.

Essa trilogia foi escrita baseando-se em fatos históricos, como todos
os outros livros de Cornwell. Ele trata a Britânia(não sabe o que é a
Britânia? Leia isso) do século V com tamanha fidelidade, que você se sente lá, vivendo naquele tempo.

É sobre a lenda de Artur, mas com a visão de Cornwell, e de como ele acha que deveria ter sido a vida de Artur no século em questão. E digo como acha, porque o próprio autor diz que nem se sabe se Artur viveu, quanto menos a sua época precisa. Sempre vemos as histórias de Artur como aquele cara que tira a espada de uma pedra, vira rei já criança, cresce, tem os cavaleiros da távola redonda, é cristão, enfim, tudo aquilo que já conhecemos.

E é aqui que entra a beleza dessa trilogia. Se Artur viveu na Britânia do século V, provavelmente era pagão. Nessa época, o cristianismo estava entrando em toda a Europa, mas o paganismo estava forte ainda. E de fato, nos livros Artur não é retratado como cristão, nem como pagão. Artur queria unir a Britânia, e a religião era só mais um motivo pra separação dos reinados existentes, portanto, ele não era nem um nem outro.

Os livros são narrados por Derfel, que desde criança foi criado por ninguém menos que Merlin. Sim, Merlin, o mago, mágico, druida e tudo-o-mais. Ele está aqui, e como é pagão tem todas as suas magias. E Cornwell está constantemente questionando-se(por intermédio de Derfel) se o que Merlin faz é realmente magia.

Derfel é um guerreiro, que acaba se tornando um dos melhores amigos de Artur. E Derfel é ainda um seguidor de Merlin, então acaba fazendo sua própria história procurando as relíquias pagãs, mesmo contra Artur.

Tudo acaba sendo interessante na trilogia. Artur nunca foi rei. Ele era filho bastardo do rei do maior reino da Britânia, e com a morte deste, o reino ficou para seu neto. Como a criança era muito pequena pra ser rei, Artur foi nomeado guardião e protetor da criança, ficando assim com o reino, mas sem ser o rei, apesar de que por muitas vezes muitos quisessem Artur no trono.

Temos Lancelot, um rei que perdeu seu reino refugiado com Artur. Mas ao contrário do que conhecemos, Lancelot aqui é covarde, medroso e mesquinho. Fez toda sua história pagando pra que os bardos cantassem vitórias das quais o mesmo nunca participou.

E Guinevere. Guinevere é uma pessoa única nesta narrativa de três partes. É linda, mas é controversa. Quer muito pra si, e não é o melhor exemplo de bondade. Gosta somente do que é belo, e chega a aprontar feio pra cima de Artur.

Há muitos personagens, retratados com a mesma perfeição em que as batalhas são retratadas. O medo e o terror de uma parede de escudos, e os espólios da vitória. Como as construções eram feitas, e como eram destruídas. Como alianças eram feitas e quebradas.

E a espada? Não foi retirada de uma pedra. Na verdade, a pedra era um local pagão em que as lutas eram travadas, homem contra homem, cada qual defendendo sua honra. E foi numa batalha dessas que Artur acaba sendo sozinho o protetor de seu rei.

A fidelidade histórica é impressionante. Artur quer reunir toda a Britânia como um reino só, pra lutar contra a invasão dos saxões, que não páram de chegar. Só que reunir seu país acaba sendo mais difícil do que imaginava. Sempre existem os traidores, os delatores. E sempre há alguém mais ganancioso, até os próprios filhos bastardos de Artur que acabam se virando contra o próprio pai.

Temos ainda uma história paralela muito peculiar, a de Tristão. Mas só lendo o livro pra entender.

Tudo, simplesmente tudo é muito bem trabalhado e relatado. E como é de praxe, ao final de cada livro há ainda as Notas Históricas, definindo o que foi inventado, o que foi deduzido, e o que é de fato verdade histórica.

Quem ainda não leu Bernard Cornwell, não sabe o que é uma batalha de verdade. Não sabe o que é sitiar uma cidade, ou o que é fazer planos pra tomar uma guarnição.

As capas dos livros nessa postagem estão na ordem dos livros da trilogia, que são:
O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur.

Como são crônicas, os livros podem ser lidos em qualquer ordem, mas como a história é em si cronológica, aconselho a leitura a partir do primeiro volume.

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O ônibus e a geladeira

Posted by Bruno Pedrassani on 11th julho 2008

Calma, não vou falar do caso ÔnibusAzul, já está bem documentado. O ônibus que vou falar aqui é outro, um lotado, o Viamão Lotado.

E o que tem a geladeira? Bem, em um ato extremamente oportunista(e excelente idéia acrescento, deveria ter sido minha), o Viamão está com a promoção Tenha sua geladeirinha USB, sem precisar de “mimimi”. Idéia genial. Bem, os regulamentos da promoção você encontra no link dos caras. É basicamente fazer uma resenha do blog/metablog deles(Daniel Becher e Janio Sarmento).

“Ah, mas você vai fazer propaganda de graça pros caras?”

Não, estou me vendendo por uma geladeira USB. E que nem sei se vou ganhar, é sorteio.

O fato é que, como já falei, comprei um domínio pra este blog. Ter o seu domínio e hospedagem te permite uma liberdade imensa na forma como trata do blog, mas dá muito trabalho também. São cadastros, plugins, temas, CSS, html, php; muita coisa pra mexer e deixar do seu jeito, mas vale a pena.

Só que, obviamente, eu não sabia de tudo(não que agora saiba), e precisei garimpar muita coisa pela rede. Até que caí no Viamão.

O Viamão é um metablog(ou metablogue), ou seja, um blog que fala de blogs. Mas o “falar de blogs” não se trata somente de discorrer sobre o que blogs fazem ou deveriam fazer, mas também dar dicas, seja de conduta, seja de plugins, seja do que quiserem que seja.

Gostei das dicas sobre otimização de imagens, além da série de posts sobre o plugin cacheador de blogs(vão no blog dos caras procurar :) ). Muitas vezes tratam de assuntos que, como blogueiro há quase 4 meses, eu nem imaginava existirem.

Uma das melhores características do ônibus lotado (IMHO) foram as páginas de navegação. Os caras se preocuparam em deixar uma página específica com os plugins que usam(e isso me ajudou pacas com o meu blog), além de outra com os Temas que já usaram, ou que viram ser usados e acharam interessantes. Isso mostra a preocupação com o leitor. O comprometimento com o leitor.

Ah sim, há a página pra anunciar nas laterais do ônibus no Viamão também. Há de se ganhar dinheiro, não?

Como nem tudo são flores, fui baixar um plugin que vi no ônibus(falar de blog como se fosse ônibus é extranhamente interessante), seguindo o link postado, mas recebi um 404. Isso seria uma crítica, mas não é. Quando vi o 404, comuniquei os caras, e em menos de uma hora recebi uma resposta do porquê do problema com o download do plugin. Novamente, comprometimento com o leitor.

Portanto leitor, se você tem um blog, ou pretende ter um, a leitura do Viamão Lotado é essencial. Confesso que não gosto de fazer resenhas que só falam bem de algo, mas eu li muito o Viamão, naveguei, comentei. Sinceramente, o mais próximo de uma crítca que cheguei foi o 404, que de fato era um problema com o plugin de download, já sendo corrigido. E além de tudo, os caras são gente fina.

Ah, ia esquecendo. Se vai me criticar por aqui, leia este post do Viamão antes. Assim economizamos tempo e palavras.

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Dear Mr. Pizzarelli

Posted by Bruno Pedrassani on 5th julho 2008

John Pizzarelli foi um dos maiores responsáveis por eu ter saído de uma época em que só ouvia Heavy Metal, pra uma época bem mais eclética, regada a muito Jazz, Blues e Clássica.

Digo isso porque foi dele o primeiro disco de jazz que comprei, o PS Mr. Cole.

Nesse disco, o qual não canso de escutar, Pizzarelli revisita as músicas do grande Nat King Cole, só que dando a sua cara às músicas, o seu sabor, o seu “mojo”.

Pizzarelli tem uma voz muito mais suave que Mr. Cole, e isso dá uma nova perspectiva ao ouvir clássicas presentes no disco, como Smile e Candy. Além de ser um ótimo cantor, toca muito bem sua guitarra. É sensacional ouvi-lo fazendo seus scats(tocar a guitarra e cantar as mesmas notas, ao mesmo tempo). Muitas vezes a própria voz se confunde com a guitarra, de tão bem feitos que são os scats. Foi o primeira vez que tinha ouvido alguém fazer isso. Provavelmente vocês conhecem alguma música do Scatman John(tem umas versões putch putch por aí) fazendo seus scats.

O fato é que PS Mr. Cole traz os clássicos consagrados de Nat King Cole na versão mais cool jazz de Pizzarelli, o que é bom. Ele mesmo já veio várias vezes ao Brasil, e é fã de Bossa Nova, tendo lançado em 2000 um disco intitulado Brazil, com Rosemary Clooney. Há outro, de 2004, intitulado Bossa Nova, mas desse não ouvi nada ainda.

PS Mr. Cole não foi o primeiro disco com músicas de Nat King. Em 94 saiu o Dear Mr. Cole já com músicas de King. Pizzarelli é muito conhecido por fazer versões de clássicos, não só do Jazz. Ainda quero ouvir Dear Mr. Sinatra(2006), e aconselho a ouvirem o Meets The Beatles(1998 ), mesmo quem não goste de Beatles. As versões de Pizzarelli são na maioria melhores que as originais(os beatlemaníacos vão me crucificar por isso).

Pose pra fazer cara de “Sou Foda”

Quem gosta de jazz clássico normalmente não gosta de cool ou modern jazz. Questão de gosto, jazz é jazz. Eu gosto muito de Miles Davis e John Coltrane, além do King(o Nat, não o BB), não tenho preconceitos. Pra quem quer curtir música boa com a(o) amada(o), fica aí a dica. Vale a pena. Nem que goste de ouvir sozinho(a). Música boa é pra qualquer momento.

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