Nódoa do Universo

Pra quê limpar se vai sujar depois?

Archive for the 'tragicômico' Category


Piada inevitável…

Posted by Bruno Pedrassani on 4th outubro 2008

Desculpem, mas não posso deixar essa passar. Leiam isso.

Leram? Sério, leiam antes. Pronto?

Agora a tirinha do Dr. Pepper:

Agora vou dizer uma coisa pro atropelado: cara, você mereceu. Podem me xingar, cuspir, espernear, chorar, cortar os pulsos. Mas um cara que vai atravessar uma carreata pra cumprimentar o Maluf merece ser atropelado. É triste, mas é verdade. E tenho dito.

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Vamos mudar a cor da camisa: Chega de amarelão!

Posted by Bruno Pedrassani on 19th agosto 2008

Venho por meio deste blog propor à nação brasileira a mudança da cor de todas as camisas/camisetas/uniformes de toda comissão brasileira, em qualquer esporte.

Depois de muito pensar, analisar, supôr, ver, presenciar e vivenciar, cheguei à inegável conclusão que o Brasil nunca será top nas competições, simplesmente por causa da camisa/camisteta/uniforme. Onde já se viu usar a cor amarela? Isso já mostra que somos amarelões por natureza!

Portanto, a partir de agora queremos - não - exigimos que tirem todo traço de amarelo nos uniformes brasileiros. Que tudo seja trocado por verde. Sim, porque na nossa venerável bandeira, a maior parte é verde não? Então que utilizemos uniformes verdes.

Parem pra pensar. Algum país que utiliza amarelo já foi top de olimpíadas, só pra pegar esta de exemplo? No máximo um quarto lugar(Austrália), mas quarto lugar não dá nem Bronze Brasil.

Que cores bonitas…

Não não. Mudemos pra verde. Quiçá azul. Branco? Pode ser. Mas tiremos, urgentemente a cor amarela de nossas vidas, e da vidas dos nossos atletas. É maldade deixar que utilizem a cor amarela. O amarelão simplesmente vem, não há o que fazer. Mas com uma cor verde - ah o verde - isso não vai acontecer. Até porque, verde significa esperança não? De qualquer maneira, é só o que resta, a tal da esperança. Que seja o verde então. Seleção canarinho? Que seja a seleção ararinha, ou quem sabe até bejia-florzinho então. Mas nunca mais seleção canarinho. Não agüento mais amarelão.

EDIT: Em homenagem à nova cor do uniforme proposta aqui, as cores deste blog foram alteradas

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E a inocência, foi pra onde?

Posted by Bruno Pedrassani on 12th agosto 2008

Perto de onde trabalho há uma escola de ensino primário/médio, e um pouco mais pra frente uma praça com rampas pra skatistas praticarem. Obviamente, os alunos da escola se encontram aos montes nesta praça.

Hoje voltando do trabalho, passei por tal praça, cheia de estudantes. Eu, desligado que sou, olho as coisas e não vejo nada, sempre pensando em alguma outra coisa. Mas um camarada meu olhou pros pré-pré-pré vestibulandos, e soltou uma pérola:

- “Rapaz, pensei que a guria ali era a mãe o guri que está com ela.”

Eu, inocentemente, perguntei o porquê, e ele respondeu:

- “Pois dando peito pra ele, pensei que era a mãe!”

Na hora eu ri demais. Eram praticamente duas crianças recém saídas das fraldas.

Depois, fiquei analisando a situação. Acontece em todo lugar atualmente, e todo mundo já deve ter percebido que os “casaisinhos” estão cada vez mais novos.

Aí é que eu pergunto: e a inocência, foi pra onde?

A inocência a que me refiro aqui é aquela de criança, que não conhece maldade, não conhece as malícias da vida. Aquela em que meninas tinham vergonhas dos meninos, e vice-versa. Hoje essa inocência some, é abolida, detonada, obliterada cedo, muito cedo.

Se analisarmos historicamente, as mulheres-meninas sempre se casaram cedo, e portanto, acabaram conhecendo a malícia da vida relativamente cedo. Assim que podiam, as meninas-mulheres eram casadas, normalmente com homens muito mais velhos. Não vou entrar em detalhes se isso era bom ou ruim. Simplesmente foi uma época, e pra essa época, não era cedo. Meninas já eram mulheres aos 16, como meninos eram homens aos 15. O que hoje é cedo pra nós, podia ser tarde pra eles.

Só que, as meninas casavam. Teoricamente, isso oferece algumas conveniências, e certezas. Não haviam meninas-mulheres se casando e descasando à torto e direito.

Se pensarmos em tempos mais remotos ainda, por todo o mundo sempre foi assim. Em tempos pré-católicos na Europa, a menstruação era o sinal de que a menina(já mulher) precisava de um homem. E casava-se, juntava-se ou o que quer que se fazia nessa época. Mas novamente, ela ficava com um homem, seu prometido, e nada mais.

O que está acontecendo hoje é que de certa maneira esses valores estão retornando(como tudo na humanidade). Meninas querem ser mulheres cada vez mais novas. E estão sendo, de fato. Com meninos muito novos também.


Já imaginaram um triângulo amoroso nessa idade?

De uma maneira geral eu não consideraria isso de todo ruim. O problema é a sociedade atual. É a falta de compromisso e responsabilidades.

Quando dois adultos resolvem tentar algo, sem compromisso, bem, são dois adultos, e a vida é deles. Teoricamente eles já têm uma bagagem de vida e emocional pra enfrentar quaisquer conseqüências. Mas essas crianças não. Provavelmente o namoradinho de hoje não será o de amanhã, e se a menina engravidar, bem, garanto que todo mundo conhece pelo menos um caso desse. Ou aborto, ou casam-se. Mas quem arca com as conseqüências são os pais, são os adultos.

A sociedade atual não está preparada pra esse tipo de coisa. E continuará despreparada, a menos que meninas sejam mulheres aos 13, e meninos sejam homens aos 13. Até lá, teremos surtos de abortos e meninas grávidas aos 14, destruindo suas vidas, mudando-as para sempre.

Certo ou errado? Nenhum dos dois. É somente uma época obscura da sociedade, como várias outras que já passamos. O errado é tapar os olhos pra isso, e achar que tudo se resolve por si só. Nada se resolve por si só, e o tempo definitivamente não cura qualquer coisa.

Crédito da Foto: [makelessnoise]

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Crianças gordas, a nova tendência

Posted by Bruno Pedrassani on 28th maio 2008

Faz algum tempo que estou pra escrever sobre essa tirinha tirada do Joy of Tech(tradução livre, como sempre):


1ª criança: “Hah hah! Olhe pro novo guri. Seu índice de massa corporal está facilmente abaixo de 95%”
2ª : “Ele provavelmente pratica esportes e essas coisas, ao invés de assistir TV e jogar vídeo games! Cúdeburro!”
3ª : “Eu aposto que quando ele olha pra baixo, ele consegue ver seus pés! Esquisitão!
4ª : “Você pode colocar dois dele no meu jeans! IDIOTA!

Se você acha que não é bem assim, pense de novo. Mais um pouco.
Vejam que nesse mundo baseado em McDonald’s, Bobs, Habib’s, TV, vídeo-games, e principalmente, com pais muito ausentes, as crianças estão cada vez mais gordas e sedentárias.

Eu já cresci com minha mãe dizendo que nós não brincávamos tanto “fora de casa” quanto ela na idade dela, e olha que fui criado em cidade pequena. Brincava bastante com amigos da rua, ou “descia o morro” pra ensaiar com a banda, jogar futebol ou só pra papear.

Só que tudo muda. Sempre. Inclusão digital, jogos pra todos os lados, mundo corrido; tudo está transformando nossas crianças(mas claro que há boas tentativas digitais, veja aqui). Mas a culpa não é do mundo. A culpa é dos pais. São os pais quem têm o dever de mostrar o que é bom pra cria. Mostrar que não se pode fazer só o que quiser. Educar.

Não duvido que em poucos anos o seu filho, leitor, possa estar sofrendo perseguições desse tipo na escolinha. Ou quem sabe você mesmo que está lendo esteja sofrendo isso. Claro, que sempre há o outro lado. Você pode se unir ao grupo dos gordinhos bandidos. Primeira lição? Comer 3 Big Macs e um X-Montanha. Não é pra qualquer um não.

EDIT: olha essa notícia que achei hoje. Basicamente uma pesquisa disse que depois de 27 anos de aumento na porcentagem de crianças obesas nos EUA, agora parou. Está estabilizado. Agora o que isso quer dizer? Que estão combatendo a obesidade, ou que não dá pra ter mais crianças obesas? Nem David Ludwig Van Beethoven, o diretor da clínica de obesidade do Hospital de Boston dabe dizer. Podemos só estar em uma casualidade estatística. Acho mais provável.

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My Micow!

Posted by Bruno Pedrassani on 13th maio 2008

Rá. Esse post é pra essa promoção, que achei supimpa!(meu, essa é velha)

Fiquei pensando em que mico colocar aqui. Claro, tem aqueles mais lights tipo cantar a música errado - pausa pra música do índio da XUXA: “Índio, TERCEIRO orgulho” - mas esses não contam, são muito leves, apesar de renderem ótimas gargalhadas(e esse mico nem foi meu). O fato é que é difícil escolher um só(tem aquele da alface no dente, lembram?), e é mais difícil contar a situação, só vendo mesmo pra ter a noção exata. Mas serei o mais fiel possível aos factos.

Então eu morava em um apartamento até 2006 e, em 2007, fui morar com a minha amada. Logo, alugamos um outro apartamento pra ficarmos juntos(o antigo é/era da minha avó, não podíamos queríamos ficar lá).
Pois bem, achamos um apê perto do meu trabalho, assim poderia ir a pé todos os dias, e deixar o carro na garagem. Obviamente isso aconteceu só nos 2 primeiros meses. Depois dava uma preguiça e comecei ir de carro.

Mas essa não foi a única mudança na minha vida. Como todo bom começo de vida de casado(morar junto é vida de casado né), engordei muito. Mesmo. Coisa assim, de 30kg em pouquíssimo tempo(nada saudável eu sei).

Como engordei rápido, minhas roupas começaram a ficar apertadas. E a não caber mais. Só que eu sou extremamente teimoso, e não comprava novas. - Vou emagrecer - eu dizia.
Assim, em um belo dia de sol, acordei disposto a ir a pé pro trabalho. E de camisa social(detalhe: quase nunca vou de camisa social). Coloquei uma calça “apertadinha”, a camisa, me arrumei e fui. Até aí tudo bem.

Cheguei no trabalho, e sentei na minha estação de trabalho(aka computador). Fui usando normalmente, até que sem querer, chuto a porcaria do cabo mal colocado na parede e desligo o computador. Tinha que ligar novamente, e em um ato de preguiça extrema, ao invés de sair da cadeira, ir embaixo da mesa e recolocar o cabo, resolvi me esticar sentado na cadeira, tentando me enfiar embaixo da mesa com o bundão pra cima. Adivinharam né? Só escutei um “raaasg“. É queridos(as), a calça rasgou. Fez uma cratera na altura da região glútea. Dava pra sentir o vento litoral leste passando por ali.

Imediatamente olhei para os lados, pra ver se alguém estava rindo da minha situação. Ninguém viu. “Ufa”, pensei eu. Liguei o computador novamente, e o plano era passar o resto da manhã sentado ali, já que ir embora era assunto pra depois. Só que aquele nosso conhecido - o Murphy - resolveu agir. Ou foi a ventania nos países baixos, não sei ao certo. O fato é que deu uma vontade IMENSA de ir ao banheiro. E sacomé, chamado da natureza, não tem como evitar muito tempo.

Agüentei o quanto pude, até que tive que ir. Bolei um plano. Levantei e saí andando de lado, falando qualquer besteira, só pra disfarçar. Funcionou. Saí da sala “di ladinho”, puxei a camisa(nova) até o joelho pra baixo e fui ao banheiro. E pra voltar, mesma idéia.

O resto da manhã fiquei sentado. E o Katrina soprando na minha Orleans.

Hora de ir embora. E agora? Usei a mesma tática anterior. Fui de ladinho. A idéia era ir me esquivando até o estacionamento, pegar o carro e ir embora. Mas claro, Murphy é clarividente também. EU NÃO TINHA IDO DE CARRO NESSE DIA!

Então tomei coragem e, no melhor estilo João-Bobo, fui andando pra casa com o c* na mão. E cheguei em casa. UFA! Minha namorada se acabou de tanto rir.

Se alguém viu não comentou nada, mas pelo tamanho do buraco, acho difícil não terem visto.

Essa é uma história verídica. JURO. Quem trabalha comigo vai se matar de rir se ler isso aqui. É o preço a pagar. Há situação pior do que ficar com a traseira à mostra, pressionado 6 horas seguidas, e ainda, sentindo os ares no sul? Essa promoção tá no papo!

É, assim que fui pra casa…

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