Category: uaréver

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Bobagens Aleatórias com o Posterous

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented quarta-feira, janeiro 20th, 2010

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Então que o Posterous é um sistema bem legal. Você pode criar um blog/site simplesmente mandando um email pra post@posterous.com, sendo que o Assunto vira o título da postagem, e quaisquer coisas que tiver no corpo do email serão o corpo da postagem; inclusive vídeos, imagens ou qualquer tipo de arquivo. Mais interessante ainda é que ele pega os vídeos mandados, manda para os servidores deles e cria um player embedded na página. Tudo muito simples.

Aliás, é tão simples que não precisa de cadastro. Você pode agora mesmo mandar um email para o endereço acima que imediatamente receberá uma resposta com um link para o seu novo blog e para a sua postagem. Uma vez lá, você pode alterar o que quiser, inclusive o endereço e o tema. Como acabei de dizer, incrivelmente simples.

Toda essa introdução foi somente para avisá-los(las), caros(as) leitores(as), que eu criei meu posterous, o http://bobageria.posterous.com/. Tem um link ali na direita na barra de links também. A minha idéia desse posterous não é mais algo pra manter e me preocupar com detalhes, é mais pra aprender uma nova ferramenta(como o http://brunopedrassani.com em que aprendi/estou aprendendo a usar o Drupal).

Como o nome já diz, o Bobageria só vai ter bobagens. Porcaria internética. E vídeos de LOLCats(a.k.a gatinhos fofos). A proposta do Bobageria é publicar vídeos, textos, piadas, imagens que recebo ou que acho pelas internerds, tudo bem leve, só pra dar uma risada ou chamar de tosco. Crie o seu posterous com o tema que quiser também!


Vai dizer que nunca comeu “bobagem”?
Imagem de: Vacacion

Agora só pra dar uma atualizada no que rola aqui no blógue(eu posso não postar muito, mas sempre tem mudanças em configurações, plugins, widgets, facilidades de uso e compartilhamento, etc, etc, etc), coloquei um bloco de anúncio do AdSense aí na direita só pra ver se ganho uns trocados, senão já tiro; há agora o Tuite esse post no cabeçalho de cada postagem, é só clicar que você é redirecionado pro twitter pra postar no seu twitter a minha postagem :) ; e adicionei um widget bem legalzinho que criei no Skoob(já falei do Skoob aqui) com os livros que estou lendo. Claro que exige uma certa manutenção de livros no Skoob, mas é pouca coisa.

Ah, não se esqueçam de visitar o Bobageria.

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E já faz mais de um ano

Postado por Bruno Pedrassani 10 Commented terça-feira, junho 2nd, 2009

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Não sou muito bom pra lembrar datas, confesso abertamente e quem me conhece sabe disso. É facil esquecer aniversário de pai, mãe, irmã, namorada, cachorro, gato. Tive que fazer um esforço tremendo pra memorizar as datas de aniversário de, pelo menos, minha família, e já teve ano em que esqueci o meu próprio aniversário. Resumindo, eu não me importo muito com esse tipo de data.

Vivente comemora aniversário como se fosse, sei lá, uma conquista.

- “AÊ, COMPRETEI MAIS UM ÂNIU!”

Não interessa que, se você for pensar, TODO DIA VOCÊ COMPLETA UM ANO, do dia correspondente ao ano anterior. Comemora isso também. Ou ainda, hoje vou comemorar que completei 20 anos de 20 anos atrás. Quem sabe não podemos começar a comemorar também por quantos anos bissestos bissextos já passamos?

Mas tudo bem, sou um cara ranzinza, vamos considerar que isso já é… tradição.

Aí, o que continuo pensando é por que cidadão dá parabéns pro aniversariante. Vamos, pensem um pouco. Parabéns? É algo do tipo: “Parabeńs por ter nascido nesse dia(nesta data querida)”?
O cidadão é parabenizado como se tivesse feito algo muito grande, muito bom. Só pra começar a conversa, todo dia tem gente comemorando aniversário, então isso está longe de ser algo grande, pelo menos atualmente. Eu particularmente dou “Felicidades” pro vivente de aniversário, e acho que está de bom tamanho. E esqueça, nem quero entrar no mérito do “Parabéns pra você”.

O que acontece é que acabamos nos rendendo aos caprichos sociais, e mesmo achando desnecessário, todo ano acabamos felicitando, parabenizando, comprando presentinhos de aniversário e mais o que for(só pra não dizer que sou totalmente contra, as festas não precisam acabar :P ).

Divaguei e divaguei no texto, mas o que me realmente me inspirou a escrever isso aqui, foi que eu percebi que esse blog completou um ano de vida. Há quase 2 meses. Pra vocês verem como lembro de datas.

Isso aqui foi criado no dia 16/04/2008, com este post dado às moscas, ainda sobre o wordpress.com. Nem 3 meses depois o blog já estava crescendo, tive visitantes ilustres como o Inagaki, o Cardoso, a Liliana, a Senhorita Rosa e o sempre presente Bruno Guedes. Alguns desses me acompanham no meu nicho aqui desde que apareci em mecanismos de busca, e não minto, acompanho-os até hoje ainda(dê uma olhada na barra da direita). Obviamente mais pessoas queridas passaram por aqui e não passam mais, outras vêm de vez em quando, outras virão. Já neguei n “parcerias”, já sofri perseguição religiosa, plágio. Enfim, não vou ficar enumerando tudo o que passei nesse ano(apesar de já ter feito um pouco disso). Isso é um blog, e ele passa pelos percalços internéticos de qualquer blog.

Agora, uma coisa interessante sobre blogs e aniversários é que o “parabéns por mais um ano” talvez valha um pouco mais, visto que manter um blog/site atualmente é custoso, dispende trabalho e dedicação. Mas só talvez.

E só pra avisar, essa não é uma postagem comemorativa.

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E o tal do “Beijo Técnico”

Postado por Bruno Pedrassani 7 Commented quinta-feira, dezembro 4th, 2008

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Não assisto televisão. Se tivesse TV por assinatura, provavelmente assistiria canais de filmes e seriados, mas TV aberta não assisto(salvo algumas exceções). Mas sim, já assisti muita TV aberta, e lembro que sempre houve uma discussão sobre o tal do “beijo técnico”.

Não vou ater-me somente à televisão. O beijo técnico existe(existe?) onde quer que existam atores, ou seja, teatro, cinema e o que mais você quiser imaginar.

Sei que é um assunto banal, mas nem tanto. Eu não assisto televisão,
mas outras pessoas que convivem comigo o fazem, logo, é inevitável que
eu não veja chamadas ou algumas partes de programas aleatórios, e
nessas chamadas não foi uma nem dez vezes que vi essa mesma discussão.

Agora vamos lá, do que consiste o tal do beijo técnico? Tipo, nunca consegui entender. Nos filmes antigos(década de 40, 50, 60) vá lá, dá pra perceber que o beijo é “técnico”, uma vez que os atores mal encostam os lábios. Só que atualmente, esse tal aí é um beijo normal, só que sem a língua.

Pausa. AHUAHUAHUAHUHAUH

Maluco, se está na chuva é pra se molhar. Não vejo sentido algum em atores trocarem suas secreções como em um beijo qualquer, mas não encostar a língua. E pior, isso ser tratado como “técnico”(técnico aqui tem sinônimo de politicamente correto, e serve somente pra não doer os chifres dos amados).

Pra mim, simplesmente o que o assunto remete é à tentativa de mascarar algo que a sociedade não aceita. Serve pra dizer que o beijo ali só é real no contexto em que está inserido, mas que não significa nada na vida pessoal do ator/atriz. Novamente, é o politicamente correto agindo.

Se pensarmos bem, beijo técnico deveria ser chamado de beijo profissional. Pronto, assim fica melhor. Não que exista a profissão de beijador, mas simplesmente porque o beijo faz parte do ofício. Não interessa se o cara põe ou não a língua, ou o que seja. É um beijo profissional. Mas ainda assim, é um beijo maluco.

Beijo. Lábios se tocam, esquentam-se, molham-se, esfregam-se. Línguas se movem freneticamente, pausadamente, aleatoriamente, ritmicamente. Olhos fechados, narizes colados. Respiração suprimida.

Foto de ¥§•ªˆ¨ˇ© LOVE © ˇ¨ˆª•§¥

É um beijo, ou deveria ser. Quando estou assistindo alguma coisa que terá uma cena de beijo, quero ver um beijo de verdade. Bem, isso serviria pra outras coisas(cenas de sexo?), mas deixemos estas de lado. Beijo é beijo, e ponto final.

Se não for, e o beijo for técnico, então posso sair dando beijos técnicos em quem eu quiser não? Não, acho que não.

O que isso tudo tem a ver? Nada, fiquei com vontade de falar sobre banalidades hoje.

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Tradutores e Traduções

Postado por Bruno Pedrassani 5 Commented quarta-feira, novembro 19th, 2008

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Não estou falando de tradutores automáticos não, a lá Google Translator, esses todos – sem exceção – são porcarias.

Estou falando daquela pessoa que está por trás do trabalho de um livro. Na verdade entre o leitor e o criador. Obviamente há muitas mais nesse meio de campo, mas não divaguemos.

Faz algum tempo que acompanho os tradutores de livros que gosto, principalmente as notas de tradução que os mesmos deixam. Através dessas notas é possível conhecer não só a língua original em que a obra foi escrita, mas também peculiaridades da própria língua. Por isso, já prefiro tradutores que se preocupam em deixar notas de tradução, até pra contextualizar o leitor.

Muita gente não gosta(eu inclusive não gostava) de obras traduzidas, sempre preferindo as originais. Bem, não dá pra negar que nunca é a mesma coisa ler a obra original e a traduzida, por melhor que seja a tradução. Só que isso não quer dizer que as traduções são coisas porcas, desnecessárias. O meu antigo preconceito era por ver muitas traduções horrendas, ridículas; sejam em filmes, livros, títulos, artigos. Mas quando você começa a perceber o trabalho duro – e ingrato – do tradutor, e vê boas traduções, a opinião muda.

Como cientista da computação, estudei muitas linguagens e suas peculiaridades. OK, eram linguagens de programação, mas um olhar atento percebe que as linguagens de programação são exatamente como as línguas que o mundo fala. Temos sintaxe, frases, construções corretas, conjugações, variações, dialetos. A estrutura(de uma maneira geral) é a mesma, a finalidade é a mesma: a comunicação. O que muda são as partes e os meios.

O processo de tradução além de ser longo e ingrato – como já falei -, precisa de estudo. Pegar qualquer coisa e sair traduzindo literalmente não funciona, e pra isso temos os tradutores automáticos. O tradutor precisa ler, entender o contexto, conhecer a obra.

Bem disse Millôr Fernandes, em 1962:

(…), considero a tradução a mais difícil das obras intelectuais. É mais difícil mesmo do que criar originais, embora, claro, não tão importante. (…)

O pobrema é quano temo qui traduzi a noss pórpria língua…
Foto de urban_data

O tradutor precisa muitas vezes tentar entender o que o autor pensava no momento que escreveu a obra, se contextualizar – na obra e na época de escrita da mesma – .

E mesmo tudo isso, não basta. O tradutor sempre esbarra em problemas como a tradução de piadas e – principalmente – trocadilhos. Trocadalhos Tricadilhos Trocadilhos normalmente fazem sentido somente na língua original de criação. Oras, o próprio trocadalho do carilho é dificílimo – se não impossível – de ser traduzido. Isso sem falar em nomes próprios que remetem à cultura local, e o tradutor nunca sabe se traduz o nome ou não. Vejam o caso das Crônicas de Dragonlance. O personagem Sturm Brihtblade foi traduzido para Sturm Montante Luzente. Por ser um nome próprio, o tradutor pode tranqüilamente(me recuso a tirar essa trema) manter o nome original, em inglês, Brightblade. Mas ele traduziu, ficando Montante Luzente(pra quem não sabe, montante é uma espada. Grande, bem grande).

Particularmente eu prefiro as traduções nos nomes próprios, quando convém. Isso mostra ainda mais do que significa o personagem, de onde veio, ou simplesmente o que o nome tem a ver com o mesmo. A maioria das pessoas que conheço prefere o original nas traduções. Bem, eu não.

Portanto, são várias as barreiras enfrentadas na tradução. E a pior é a falta de reconhecimento desses profissionais. A maioria das editoras de obras literárias coloca uma notinha bem pequena(perceberam a ênfase no tamanho?) de quem é o tradutor, quando coloca. Saber quem é o tradutor é bom não só pro reconhecimento do mesmo, mas também pra que possamos separar o joio do trigo. Lembro de que em uma matéria da faculdade, um professor disse para usarmos o livro-base na versão em inglês. Quando questionado porque não usar alguma das versões traduzidas, ele enfatizou que estavam uma porcaria, e que possivelmente entenderíamos coisas que não estavam escritas no livro original. Traduzindo: o tradutor não fez direito seu trabalho.

E o que acontece quando o tradutor não faz direito seu trabalho? Ele altera o trabalho de alguém, dá outro sentido. Por isso, acho que todas as obras deveriam vir com o nome da mesma, seguido por um: “por Fulano de Tal”. E bem grande. Mais ou menos assim:

“A Megera Domada de William Shakespeare, por Millôr Fernandes”

E tudo com uma capitalização parecida. Assim reconhecemos os bons profissionais, e jogamos fora os ruins.

Pra finalizar o texto, finalizarei com a finalização do próprio Millôr(que que acharam dessa?):

(…) Fica dito: não se pode traduzir sem ter uma filosofia a respeito do assunto. Não se pode traduzir sem ter o mais absoluto respeito pelo original e, paradoxalmente, sem o atrevimento ocasional de desrespeitar a letra do original exatamente para lhe captar o melhor espírito. Não se pode traduzir sem o mais amplo conhecimento da língua traduzida mas, acima de tudo, sem o fácil domínio da língua para a qual se traduz. Não se pode traduzir sem cultura e, também, contraditoriamente, não se pode traduzir quando se é um erudito, profissional utilíssimo pelas informações que nos presta – que seria de nós sem os eruditos em Shakespeare? – mas cuja tendência fatal é empalhar borboleta. Não se pode traduzir sem intuição. Não se pode traduzir sem ser escritor, com estilo próprio, originalidade sua, sendo profissional. Não se pode traduzir sem dignidade.

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Contrato Amoroso

Postado por Bruno Pedrassani 3 Commented terça-feira, outubro 28th, 2008

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Relacionamentos são contratos.

Muitas vezes não estão explícitas todas as cláusulas, textos, exigências; mas tudo isso existe.

Há os relacionamentos em que algumas cláusulas podem ser ignoradas – por ambas as partes(afinal, um contrato exige 2 partes, no mínimo) – e há os que têm cláusulas a mais.

Não há como discorrer qual é o melhor ou pior. É um jargão, mas cada um é único. Cada um deve ver se o que lhe é apresentado – mesmo que durante o período de vigência – é válido para si, e analisar até que ponto vale a pena, como qualquer contrato.

Uma cláusula freqüente em relacionamentos é a fidelidade. Certa vez li em algum lugar(que agora está obscurecido em minha mente), que a fidelidade é um – e o maior – presente que quem ama dá ao ser amado. E de fato, concordo com isso, e nesse ponto(como em muitos outros) ainda sou extremamente antiquado. Homens e mulheres não foram “feitos” pra uma pessoa somente. É genética a vontade de reprodução, de variedade. Mas se no seu relacionamento você decide que esse presente é necessário, então o dê, sem medo de perdê-lo. Esse ponto pode ser uma cláusula no seu contrato amoroso, mas pode ser simplesmente um ato de entrega.

Assim, concluímos pode-se concluir que relacionamentos não são somente contratos. Eles são também generosidade e entrega, como bem falou Gustavo Gitti no seu Breve Ensaio Sobre a Estética nos Relacionamentos. Relacionamento é usufruir do outro, e mais, deixar que o outro se deixe usufruir, assim usufruindo de você também.

O que você entrega no relacionamento pode ser simplesmente um presente, o que na verdade é o que de fato terá mais significado.

O que você define como cláusula no seu contrato, deve ser seguido. O não cumprimento de qualquer uma das cláusulas pode resultar em rompimento contratual sem aviso prévio de qualquer uma das partes.

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