Nódoa do Universo

Pra quê limpar se vai sujar depois?

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Meia-entrada é mentira inteira

Posted by Bruno Pedrassani on 11th setembro 2008

Quando inventaram esse negócio de cobrar meia entrada pra estudantes, idosos, doadores de sangue e qualquer classe que seja, pareceu uma excelente idéia. E de fato, a idéia inicial é boa.

Normalmente ou estudante é um pé-rapado que mal tem dinheiro pro café(mas não pode deixar de ver o lançamento da semana), ou é muito novo e vive da mesada do papai. Velho Idoso vivendo da sua aposentadoria contada nos dedos também se beneficia. Até aqui beleza, a meia-entrada serve pra garantir que quem não tem muita grana vá em shows, cinemas, teatros e qualquer evento cultural que imaginar, sem gastar o dinheiro “inteiro”.

Só que a meia-entrada não é mais meia. Com o brotamento espontâneo de inúmeras faculdades pequenas e outras instutuições de ensino, o número de estudantes vem aumentando consideravelmente(o que não quer dizer que a educação esteja uma maravilha, de maneira alguma). Aí esse sem número de estudantes todos têm direito à tal da meia-entrada, o que é muito justo e correto. O problema é que, casas de shows, cinemas e afins, vendo que isso está acontecendo, resolveram adotar uma tática totalmente excelente(pra eles): aumentar o preço de tudo. Arrisco a dizer, dobrar o preço de tudo.

Já viu o que acontece então: quando você paga a meia-entrada, na verdade está pagando a entrada integral, só que camuflada. Assim conseguiram desvirtuar totalmente o sentido da meia-entrada. E não sejam iludidos, isso acontece em todo lugar.

Aqui em Curitiba por exemplo, todos os shows e eventos permitem não só comprar a meia-entrada para as classes supracitadas, como também há meia entrada pra quem doa um quilo de alimento não perecível. Óóóh, parece louvável. Mas isso é só pra mascarar o aumento do preço real. Obviamente, TODOS acabam pagando a meia-entrada, seja por doação de alimento, seja por ser estudante, só que essa meia-entrada é a entrada inteira. E o organizador ainda paga uma de bonzinho, doando os alimentos pra alguma casa carente.

Lindo tudo isso não? Precisamos de uma lei que crie o pagamento do um-quarto-de-entrada, ou a meia-meia-entrada. Pagar 16 reais pra ver um filme no cinema, ou que seja 8 mangos, ainda prefiro alugar o DVD por 3 ou 4.

Claro que ver aquele show do seu artista preferido não tem preço. Ou melhor, tem preço, mas não posso pagar.

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Brasileiro não sabe fazer greve

Posted by Bruno Pedrassani on 29th junho 2008

Ultimamente tenho vivido e tenho visto muitas greves. Sejam os franceses quebrando as ruas por isso, ou caminhoneiros argentinos parando por aquilo outro. O fato é que sempre que há algum trabalhador(público, normalmente) infeliz, há greve.

Não estou vindo aqui querendo cercear os direitos dos trabalhadores. Muitas vezes a greve tem sentido, tem objetivo.

O que eu não aceito é quando um sindicato dos trabalhadores - o qual teoricamente teria que defender os direitos dos mesmos - começa a “semear” uma greve sem motivo. Por “semear”, entendam como: ocultar informações, implantar a discórdia, enganar novatos. Não sei se fazem isso pra mostrar trabalho, ou porque querem realmente o que pedem, mesmo sem saber o que pedem. Isso mesmo, uma greve sem nem ao menos ter idéia do que reivindicam.

Em empresas privadas isso não ocorre. Se o funcionário não está feliz, ou dá um jeito de resolver, ou continua infeliz. Não existe greve no setor privado. Se algum infeliz fazer greve, é olho da rua, pois sempre tem outro pra substituí-lo. O vivente sabe à que está sujeito ao adentrar uma empresa. Ou segue, ou cai fora.

Já no setor público, greve é um direito. Só que estão perdendo o direito de greve, e não estou falando dos professores federais não, quanto a este assunto, leia isto.

Eu acho que o que a gente quer tá aqui ó, linha 16

Quando digo que estão perdendo é porque o que reivindicam não faz sentido. Se a empresa estivesse tirando salário, benefício, o que fosse, tudo bem. Mas quando a empresa dá estritamente o que é de lei(correção da inflação) e mais algumas coisas por fora, então não há o que chorar. Só que a ganância sempre quer mais. Se a empresa dá 3% de aumento, o sindicato pede 6%. Isso é até saudável quando está em negociação, mas não quando a negociação acaba e indica-se greve.

O pior nesse último caso, é que se vai a julgamento, os funcionários são os únicos a perder. Perdem benefícios conseguidos ao longo dos anos, e ganham de aumento a correção da inflação.

Brasileiro em geral não saber fazer greve. Agitam um monte, trocam emails, ligações, falam. Mas na hora de mandar ver, nada. Já fui em greve que começou às 10 horas da manhã, e que o sindicato, às 12:30, disse:
- Agora vamos dar uma pausa pra hora do almoço.

Obviamente todos foram embora. Que tipo de greve é essa? Que força isso mostra perante à empresa? Ao governo?

Eu respondo: nenhuma força, e é lastimável isso. Brasileiro sempre quer dar “jeitinho”, mas nunca faz a sua parte. E olha que falo como brasileiro. Se quer fazer greve, tenha objetivo, tenha o que reivindicar, e o mais importante, mostre que está lutando por isso. A falta de qualquer um desses itens resulta somente em merda. Jogada no ventilador.

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Bernard Cornwell: Trilogia “A Busca do Graal”

Posted by Bruno Pedrassani on 15th junho 2008

Atualmente, um dos meus escritores prediletos é Bernard Cornwell.

Ele escreve romances fictícios, mas que são baseados em fatos históricos, o que é genial, pois assim você lê um romance e aprende sobre a epoca ao mesmo tempo. Com um modo de escrever único e convincente, ele consegue te transportar pra qualquer época que esteja narrando.

Site oficial aqui.

Hoje vou falar da primeira trilogia que li.

A trilogia do arqueiro(é como chamo), conhecida como a trilogia “A Busca do Graal”, é baseada na guerra dos cem anos, e quase todos os conflitos retratados nos 3 livros(O Arqueiro, O Andarilho e O Herege) realmente ocorreram, e são fidelíssimos à história. Tudo o que não ocorreu, ou que ele inventou, é exposto ao final de cada livro na seção “Notas Históricas”. Ou seja, você acaba conhecendo muito da história, costumes, comportamento e até língua ao ler os livros, e não precisa se preocupar em saber o que é ou não verdade, é tudo exposto no final de cada livro. Ele não tem a pretensão de construir nenhuma nova teoria sobre o que já passou.

Você pode até pensar: “Ah, mas estou cansado desse negócio de Busca do Graal”. Pois não leia os livros com esse preconceito. A busca pelo graal é o pano de fundo da história. Assim que começar a ler, estará preso. Os conflitos de cada personagem, as disputas, a exatidão de como cada batalha é retratada são ímpares. Há muito sangue, mas há amor também. Há estupros, selvageria e combates internos. Em vários momentos eu me flagrei pensando em como a sociedade mudou tanto, mas continua a mesma.

Uma das coisas que mais gosto é o modo como é retratada a religião na guerra. Ele expõe claramente o que acontecia com a religião em tempos de guerras, e em como homens santos surgiam, além de como a crença pública era modificada(ou não). A trilogia é imperdível.

º º º

Bernard Cornwell nasceu em 1944, pai canadense e mãe inglesa(um verdadeiro “filho da guerra”), mas foi adotado e levado pra Essex na Inglaterra, por uma família protestante que bania quase tudo, inclusive medicida. Fugiu pra Universidade de Londres. Passou por muita coisa além disso, mas queria viver do que escrevia, e a primeira coisa que quis escrever era sobre as guerras Napoleônicas, o que rendeu “AS aventuras de Sharpe”. Começou a história de Sharpe em 1981, e ainda não está acabada, e olha que já tem mais de 21 livros sobre a mesma. Se quiser ver todos os livros lançados, visite esta página.

Uma das coisas que gostei sobre Cornwell é que a interação com o público. Você pode ir no site dele e mandar perguntas, sugestões, enfim, qualquer coisa, que ele responde, e se for pertinente, publica no site. Não é nenhum blog, mas é melhor do que qualquer outra coisa que já tenha visto.

Hoje falei somente sobre a trilogia do graal. Futuramente falarei ainda sobre as Crônicas de Arthur(uma trilogia também), sobre o livro “O Condenado”, e sobre as crônicas saxãs, que é o que estou lendo atualmente.

Leiam, porque vale a pena.

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Votação,eletrônica ou não

Posted by Bruno Pedrassani on 20th maio 2008

Antes de mais nada, quero divulgar aqui o meu mais novo projeto, juntamente com outros ótimos profissionais de tecnologia com os quais tive a oportunidade de estudar junto. Trata-se de um blog voltado pra tecnologia somente.
Endereço: http://cybergalo.wordpress.com

Temos no mínimo 5 profissionais de tecnologia, atuando nas mais variadas áreas, cada um com um foco diferente. Portanto, esperem os mais variados artigos, tratando, desmistificando, ensinando e aprendendo a tecnologia como ela é, ou no mínimo, como a vemos.

O blog está nos estágios iniciais, mas estamos trabalhando nele, e não está parado. Já vale a olhada, e porque não, a assinatura do feed :).

Agora que o momento “popraganda” acabou, vamos voltar ao assunto do título. Votação eletrônica. A Holanda baniu a votação eletrônica. Segundo pesquisas deles, não é possível garantir que uma urna eletrônica seja totalmente segura, imune a “grampos”. Além de acabar com as urnas, acabaram com as impressoras que eram usadas pra manter um registro em papel dos votos, além do registro eletrônico. O motivo foi o mesmo: as impressoras poderiam ser grampeadas. Incluiram ainda que, mesmo com testes regulares nas impressoras, não poderiam garantir que elas seriam vigiadas 100% do tempo.

Então deixa eu ver se entendi. Sigam o raciocínio. Eles não querem votação eletrônica nem o uso das impressoras porque alguém pode “grampeá-las” em algum momento da votação(ou não). Ou seja, algum indivíduo pode fazer caca. Querem segurança. E qual a melhor maneira? Voltar a usar cédulas de papel, e contagem manual. Ah, agora entendi. Cédulas de papel são imunes a grampos. Certamente a contagem manual não erra não é? Isso sem considerar subornos e outros meios ilícitos. Só um simples erro.

Urna biométrica não seria uma solução segura?

Sinceramente, não entendo a lógica desses países, como a Holanda ou os EUA. Eles mantêm votação manual, com cédulas de papel, como se fossem muito mais seguros. O fator erro está presente com ou sem urna eletrônica. O fator segurança também. De um jeito ou de outro, você terá que confiar em uma pessoa, humana, falha, pra fazer o serviço. Só que a votação eletrônica é mais rápida. E se o software foi bem feito, não haverá erros. Sinceramente, não consegui pensar em nada que colocasse a votação não-eletrônica como tão mais insegura que a padrão, pra que fosse descartada.

Não quero dizer que a votação eletrônica brasileira não tem falhas, ou que está livre de “grampos”. Mas não vejo nenhum motivo grande o suficiente pra não utilizar esse método. Me parece que a contagem manual é mantida pra que possa-se recontar e recontar e recontar os votos quantas vezes forem necessárias, até que se consiga o resultado esperado. Mais ou menos como o Bush filho foi eleito.

[Link da notícia] utilizando ScribeFire

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Violência Doméstica. Contra Homens.

Posted by Bruno Pedrassani on 19th maio 2008

É, parece brincadeira mas não é. [link da notícia]

Segundo um levantamento feito por telefone pela organização independente Group Health, de Seattle nos EUA, 29% dos homens já sofreram algum tipo de violência doméstica.

Por algum tipo, define-se: agressões verbais - como initimidações e ameaças - e agressões físicas - como chutes, tapas, socos e sexo forçado.

Acredito nesse número, e acho que pode até ser maior. Que homem vai na delegacia denunciar a mulher por violência doméstica? O cara vai ser chamado de mulherzinha entre outras coisas. Esse é um caso do que vou chamar aqui de preconceito ao contrário. O preconceito surge, ou do próprio prejudicado, ou a sociedade faz com que o prejudicado tenha vergonha do que sofreu. As duas situações são lamentáveis.

A pesquisa ainda diz acabar com alguns “mitos” dessa violência, como não haver relação entre o grau de violência e o nível de renda das famílias, e o fato de esse tipo de violência não trazer conseqüências para os machos. Segundo a pesquisa, esses indivíduos teriam três vezes mais chances de apresentar sinais de depressão.


Qual será que vai depor contra violência doméstica?

Sinceramente, se eu sofresse alguma coisa dessas, não seria macho(ou não) suficiente pra ir a uma delegacia resolver a questão. E cá pra nós, eu não consigo imaginar uma mulher forçando um cara a fazer sexo. Um cara forçar a mulher ainda vai, estuprar uma mulher é possível. Mas vamos pensar, se um cara não quer fazer sexo, o pirulito seu membro sexual não vai ficar ereto de jeito nenhum. Concluindo, não há sexo assim. A não ser que esse tipo de situação deixe o cara aceso. Mas aí já são outros quinhentos, como diria alguém-da-minha-família-que-não-lembro-quem-é. Ah, pensando bem, a mulher pode colocar uma foto de uma modelo semi-analfabeta qualquer nua pro cara ficar com tesão, aí estuprá-lo. Será que conta?

Esse tipo de preconceito ao contrário também é bastante comum em outros “setores”. Negros têm preconceito contra eles mesmos. Eu não entendo porque a melhor definição pra raça é negra. Todas as outras raças(se é que são todas tão diferentes assim) são chamadas pela cor: brancos, amarelos, vermelhos, rosa-choque. Porquê não preto então? Esse tipo de discriminação é ridículo. Ninguém tem que ter vergonha do que é.

Achei excelente esse exemplo da aluna de jornalismo da UnB, Adriana Caitano. Ela por livre escolha prestou vestibular no sistema universal - ou seja, no sistema pra todas as raças - mesmo tendo a chance de prestar pra cotista. E ela ingressou na faculdade.

Preconceito é tosco. Conheça a pessoa, depois faça seu julgamento. E que ele seja seu julgamento, não tente impô-lo a outros. Não tenha vergonha de si mesmo.

Voltando ao caso do cara-que-apanha. Algum homem aí teria coragem de denunciar e/ou confessar que apanhou da mulher? Outra coisa. O que diria a justiça e a sociedade, se um cara que estivesse se defendendo da mulher, acabasse machucando-a? Quem ganharia a causa? Pensem.

Aqui maluco, não existe violência doméstica contra mulherzinha

OBS: Cara que bate em mulher pra mim é mulherzinha. É porque deve estar precisando levar uma na cara. Por trás.

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