A Ingratidão da Escrita

Escrever é uma profissão ingrata mesmo. Não que eu escreva profissionalmente, mas bem, vocês entenderam. Se não entenderam, já provaram meu ponto, enfim.

De vez em quando você escreve um texto que acha excelente e pensa: “esse negócio vai BOMBAR, todo mundo vai falar e comentar” e no final ninguém dá a mínima. O pior é que o contrário também acontece. Você escreve um texto meia-boca, meio na pressa, sobre um assunto qualquer e… PUM, chove nego comentando.

Iscréve-Iscréve-Rabisca

Foto de redcargurl

Em 2008, mais precisamente no dia 21 de outubro, eu escrevi esse texto reclamando de um problema que eu tive com a GVT. Escrevi o texto mais como forma de indignação e de como eu estava nervoso com a situação, do que como uma reportagem-denúncia-investigativa-com-o-objetivo-de-derrubar-a-telecom. Pra minha surpresa, até hoje ele recebe comentários, toda semana tenho que aprovar um comentário pro texto.

Agora outro exemplo. Um dos textos que eu mais gosto, esse aqui, fala sobre a piazada de 15-16 anos pegar professoras e depois as professoras serem processadas. ZERO comentários. Acredito que no Facebook esse post possa até ter movimentado(não lembro), mas aqui, nada. Teve esse aqui, uma rapidinha que gostei bastante de escrever também, nada de feedback.

Pra não “sofrer” da ingratidão, podemos recorrer a macetes e algumas apelações, como falar de sexo, a Luiza que não está mais no Canadá, BBB, futebol ou algum trending topic do twitter. Mas sabe o que é pior? Quando você, mesmo apelando, não consegue nada, e daí um texto sem-noção qualquer mata a pau.

É, entender a escrita é uma profissão ingrata também.

PS: já viram a cara nova do site? :D

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BBB, o bode expiatório do pseudo-intelectual de plantão

Já falei de Big Brother aqui alguma vez? Não sei, acho que não. Pode até ser que eu tenha xingado o programa em algum momento, mas as coisas mudam, e ao contrário do que afirmam muitos, pessoas também.

Confesso que quando saiu a primeira edição do Big Brother Brasil, eu fiquei interessado: colocar muitas pessoas dentro de uma casa vigiada – teoricamente sem direção alguma – é um excelente caso pra se analisar o comportamento social humano. E não só por isso, era realmente divertido ver o que acontecia por lá.

E a globo, como não é boba nem nada, viu que dava pra faturar horrores e fez o que devia: capitalizou o programa até não poder mais. E aí temos o programa vivo até hoje.

Hoje sabemos que há uma certa direção no programa, e depois de 12 anos quem entra na casa já é mais ator que muito ator por aí, mas esse não é o ponto.

O ponto é que é um saco ver facebook/qualquer-rede-social cheio de neguinho reclamando do programa, tipo como falamos no interior catarinense, “fazendo uma média” de intelectual, só porque não gosta da programação da globo. E mais, nego quer fazer petição pra tirar o programa do ar, outro quer ver chaves, enfim, inúmeras babaquices sobre a programação. 

Então, eu vou contar um segredo pra todo mundo aqui: papai noel não existe é só não assistir. Sabe esse negócio retangular cheio de botões que tem aí na sua frente, chamado controle remoto? Procure nele um botão que diz algo como Channel +, ou ainda, aperte esses números aleatoriamente e… voilà! O BBB vai sumir da sua frente! Não é feitiçaria, é téquinologia!

Todos os canais tem programas merdas, programas que alguém não gosta. TODOS, sem exceção. Então por que não vemos neguinho fazendo petição pra tirar o Zorra Total do ar? Pra tirar o Ratinho do ar? Canário, podemos fazer petição pra tirar o canal Rede Mercosul do ar, alguém assiste aquilo?

Mas é claro que pra outras coisas ninguém se importa, por que não te dá “status” de inteligentinho falar mal do Chaves(sim, conheço gente que não gosta do Chaves). E está aí: BBB é o bode expiatório do pseudo-intelectual wannabe de plantão. 

Aliás, esse pseudo-intelectual wannabe de plantão é quase igual ao fanático religioso: ele esquece de utilizar a razão na argumentação. Se você assistir ao BBB, você é um alienado controlado pela globo, um idiota, não interessa o que você faz com o resto do seu tempo, tipo ajudar crianças famintas do Camboja.

E pra poder fazer parte desse seleto grupo de gênios, você só pode assistir coisas extremamente inteligentes como Dr. House, e ler livros ainda mais inteligentes como os do Dan Brown. 

PS: eu dificilmente ligo a TV pra assistir canais, normalmente só ligo pra jogar video-game e assistir filmes/seriados, mas confesso que se eu ligo e tem BBB passando, assisto sem culpa alguma, e até acho divertido. Foi mal, mas acho que não sou elegível pra entrar no grupo.

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Até a Indignação tem limites

Ultimamente a famigerada frase “para o mundo que eu quero descer” tem não só ficado mais famigerada, como tem tomado cada vez mais sentido. Pode ser cliché, por ser o que quiser, mas um cliché só se torna o que é porque é/foi uma verdade quase unânime.

Quando falei da palhaçada de eutanásia de animal, era indignação. Quando eu pedi pra nego parar de divulgar porcarias que não merecem ser divulgadas, era uma indignação ainda maior. Mas porra, até o tamanho da sua cólera(se você não for o Shyriu) tem limites.

Todo dia – e eu digo TODO-FUCKING-DIA – que eu entro em algum portal de notícias, tem uma porcaria duma notícia de um filho da puta matando/maltratando/espancando algum animal. Não estou criticando o portal colocar tal notícia não, o meu problema é com o filho da puta que faz a ação. 

Parece que está cada vez pior, e mais, cada vez mais frequente. Um dia é nego que enterra o cachorro vivo, noutro é nego que mete fogo em animal vivo, aí tem aquele que espancou o cachorro no quintal de casa e o vizinho viu, tem aquele outro que arrastou um cachorro vivo com uma moto, agora tem uma porra de uma merda de uma mãe que deveria perder a guarda do filho porque ela estava espancando um cachorrinho ao que parece até a morte da frente da criança. Se o ato de espancar o animal já é uma merda, a porcaria da mulher está ensinando isso pro filho de 3 anos. Sabe, macaco vê, macaco faz, é assim que aprendemos qualquer coisa.

Eu fico tão puto com isso tudo que até perco o verbo, substantivo e a concordância.  Esqueço as vírgulas e os pontos finais. Minha indignação tem limites que eu mesmo me impus, e já cheguei nela. Não consigo ver esse tipo de coisa todo dia.

Sabe, o maltrato a animais não é tão diferente do maltrato a uma criança. Ambos são inocentes, ambos não sabem o que fazem. Ambos confiam em você, e você quebra totalmente essa confiança quando os maltrata. Se uma mãe detona um cachorro(não interessa o motivo), tenho medo de pensar no que ela é capaz de fazer com uma criança.

Ghandi já falou que “A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.“, Leonardo DaVinci falava que “Haverá um dia em que um crime contra um animal; será um crime contra toda humanidade.“, e até a bíblia em Provérbios 12:10 fala que “O justo olha pela vida dos seus animais(…)“. Tem ainda aquele ditado que todo mundo conhece(que não sei de quem é, talvez Einstein?) que diz “Quem não gosta de animais, boa pessoa não pode ser” ou algo do tipo. Concordo com todos, e se você maltrata um animal, nem Cristão pode se considerar(ou qualquer seguidor da bíblia como palavra de deus).

Aí você vê tanta merda acontecendo, faz da sua vida um casulo de falta de informação – de propósito – e nego vem querer te julgar. Por mim, todos esses viventes tinham que ser currados na prisão, só pra começar. E tenho dito.

PS: fiquei tão puto que nem imagem esse post vai ter, azar

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The Offspring atemporal, pelo menos pra adolescentes

Esses dias acordei com uma música na cabeça(vai saber d’onde vem essas coisas) que não ouvia há mais de década:

“Lay awake, I don’t give a shit
If I even ever wake up in the morning
Down below, there’s a pile of sin
Always waiting for a, waiting for a warning” – No Breaks, The Offspring

Esse negócio de I don’t give a shit é exatamente como quase todo adolescente(e muito adulto também) vive a vida: na base do “se foda” mesmo. Aí, uma coisa puxa a outra, lembrei da introdução do álbum Americana do The Offspring, um dos álbuns que mais ouvi na vida. E, como num passe de mágica, a introdução puxou a música número 02, que puxou a 03 e eu fui lembrando não só das músicas, mas da ordem das mesmas no álbum(e eu que pensava que minha memória era de peixe).

Então fui nos meus CDs e catei o álbum Americana para ouvi-lo, 12 anos depois(mais ou menos) de tê-lo ouvido pela última vez.

The_Offspring_Americana

 

Devo dizer que a sensação foi boa. O CD estava comido nas beiradas, bastante riscado pelo tanto que ouvi, mas ainda tocou. E não foi uma sensação de nostalgia, mas sim de que eu passei por uma fase em que parece que todo o mundo era contra, e que esses caras me entendiam em cada letra de música:

“Have you ever walked through a room
But it was more like the room passed around you
Like there was a leash around your neck that pulled you through

Have you ever been at some place
Recognizing everybody’s face
Until you realized that there was no one there you knew” - Have You Ever, The Offspring

Mas o pior de tudo, é que ouvindo os Riffs, refrões, baixos e baterias, descobri que as músicas ainda são boas. Esse álbum tem uma pegada bem adolescente, e tem músicas bem escrachadas, então o “gostar” deles é mais ou menos o “gostar” dos Mamonas Assassinas. Why Don’t You Get A Job e Pretty Fly For A White Guy(famosíssimas na época) falam por si.

E tem mais: a música número 06(Feelings) é uma versão da música do brasileiro Morris Albert. Lembro que descobri isso uma vez que eu torturava meus pais no carro fazendo-os ouvir o disco, e eles reconheceram a mesma. Isso me fez gostar ainda mais dos caras na época.

Não sei por qual anda a banda agora, só sei que lançaram um álbum em 2008, e nem tenho idéia(e o corretor ortográfico me lembrando que é ideia agora) se presta pra algo, mas uma coisa me fez ter certeza: pelo menos na minha adolescência, você até podia odiar todo o mundo, querer se matar, achar que ninguém gosta de você, que é feio, bobo, burro e que não vai ser nada na vida, mas pelo menos ouvíamos Rock. Pode até ser Nirvana, mas era Rock.

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Rapidinhas: The Humble Introversion Bundle e a Coveira

OK, só estou colocando esse post aqui pra manter o histórico. O Bruno Guedes já falou dele, então se quiser saber mais é só ir no Bruno Guedes & Resenhas. Se quiser comprar direto, o link é o mesmo de sempre: humblebundle.com . Jogos da vez: Multiwinia, Uplink, Darwinia, DEFCON e se bater a média, Crayon Physics Deluxe e Aquaria. Tem ainda 2 protótipos: Subversion City Generator e Voxel Tech Demo.

Dê Rãmbóu Introverxion Bãndóu

E estava eu navegando nas internétes, quando me deparo com uma propaganda playboyzística de um desses sites que oferecem conteúdo ilegal pra você punheteiro. Normalmente eu ignoro essas propagandas, esse conteúdo ilícito não me interessa(baixar revistas? por favor né!). Só que eu normalmente ignoro, dessa vez não consegui. Não foi pela beleza da mulher, ou por algum atributo físico, nada disso. Foi o nome da cidadã mesmo. Apresento-lhes a capa da playboy grega, Olia Kova.

Olha a Cova!

É, a mulher tem no nome a piada pronta mesmo.

Coloquei no título duas rapidinhas também, mas como foram muito rápidas tenho que dar mais uma. Essa é só pra situar. Ando postando (bem) menos por aqui porque eu tenho o péssimo hábito de não escrever uma idéia quando ela vem à cabeça. Estou trabalhando pra mudar isso, mas invariavelmente não escrevo e acabo esquecendo. Tem também o Chiclete Na Poltrona, que além de ter parcerias com jornais lá do RN, consome tempo com postagem e com podcast(sim, vá lá no site e ouça o Chiclast!). Aliás, o Chiclast 002 está no forno, quase pronto pra sair :)

 

 

 

 

 

 

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