Jogo: The Humble Voxatron Debut

Eita, não faz nem um mês que falei de um Humble Bundle, e aqui estou para outro. Desconfio que já estão ganhando dinheiro demais pra diminuir assim o tempo entre um bundle e outro, ou estão conseguindo mais jogos mais rápido. Ou os dois. Ou nenhum, bah.

Derãmbouvokssatrondebú

Vamos lá, you know the thrill: pague o quanto quiser e leve o jogo Voxatron. Se pagar mais que a média(que está em $4.77 até o momento em que escrevo isso), leva ainda Blocks That Matter e The Binding Of Isaac.

Novamente, não conheço nenhum deles, mas custam mais que $25, então né, compre lá(além de ajudar instituições de caridade). No último Bundle eu também não conhecia nenhum, mas joguei o TRAUMA e o terminei, e foi uma excelente experiência. Até hoje os humbleiros não me decepcionaram na seleção gamística.

O que me interessou mesmo foi o estilo desse Voxatron. Ele é um jogo baseado em Voxels, que nada mais é que um pixel volumétrico(o equivalente a jogos pixelados, mas em 3D). O jogo tem um ar retrô, de tiro, gostei muito da idéia. Assim que tiver tempo testo o bicho, no Steam claro.

Então é isso, corra lá e pegue um bundle pra você por quanto quiser pagar.

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Mais uma que faltava: matar animal agora se chama eutanásia

Parece que nos Estados Unidos já é moda isso: assassinato de animal se chama eutanásia. Imagino se essa moda pega por aqui também…

Vi essa notícia no G1 falando de uma gata que sobreviveu a duas tentativas de eutanásia. Minha primeira reação foi essa:

Uátafãqui JéquiTchan

 

Fiquei pensando: será que me ensinaram errado o que é eutanásia? Então vamos perguntar ao nosso pai e mestre do conhecimento, o Google:

Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ ”bom”, θάνατος ”morte”) é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.

Aí obviamente fui catar a reportagem pra ver se a gata tinha uma doença incurável pra sofrer “eutanásia”. Você pode ler mais {{aqui}} (em inglês).

Basicamente, como era de se esperar, a gata foi encontrada, levada para o abrigo, ficou 30 dias lá, ninguém foi buscar, portanto, foi pra lista de “eutanásia”. Sério, isso é palhaçada. Se você vai matar o bichano, pelo menos tenha a decência de falar que está assassinando o bicho.  Essa palhaçada de eutanásia é só pra sossegar a periquita de cidadão que trabalha lá mas não quer ter as “mãos sujas”. 

Bichana

Essa é a bichinha

A história é até meio feia: botaram a gata numa câmara de monóxido de carbono. Quando retiraram-na, ela ainda tinha sinais vitais. Botaram ela de volta. Retiraram pela segunda vez, botaram num saco plástico dentro de um refrigerador. Depois, não sabe-se como, encontraram a gata ainda viva, e tinha vomitado e defecado-se inteira. Aí eles em um ato extremamente inteligente, decidiram parar de tentar matar o bicho. Uau! Agora ela está se recuperando bem e parece perfeitamente saudável. Ah, vai plantar mandioca na África setentrional por favor.

Esse tipo de comportamento que nós como pessoas temos é muito idiota. Inventamos desculpas pra diminuir nossa culpa, praticamos eufemismos à todo momento pra que não nos magoemos com nossas próprias ações.

Nesse caso não vou entrar no mérito de manter o controle animal. Acho que domesticamos os bichos, somos responsáveis por eles como sociedade, e o mínimo que podemos fazer é deixá-los livres pra que sobrevivam à sua maneira. Temos que largar a hipocrisia própria e enxergar nossas ações como elas são, deixar o véu do eufemismo-hipócrita cair.

Talvez – e é um talvez bem grande – eufemismos possam ser praticados pra poupar outras pessoas, ou crianças quem sabe, em situações especiais. Mas por favor, parem de enganar a si próprios com palavrinhas doces. E de novo: matar um gato saudável na câmara de gás é assassinato, não eutanásia.

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Jogo: The Humble Frozen Synapse Bundle

Já estou virando militante dos Humble Bundles, mas é que faço o que posso pra causas que se mostram boas, como é este o caso.

Inclusive, os outros bundles (HIB, HIB2, HIB3, HFB) tem tantos jogos, e pra ser sincero, joguei talvez 20% de tudo que comprei. Compro mais pra ajudar tanto os desenvolvedores quanto as fundações, do que pra jogar mesmo.

De Rãmbol Frôzeinçinápsse Bãndou

Dessa vez temos o Frozen Synapse, Space Chem e TRAUMA. Só o Frozen Synapse é 25 obamas, então veja que qualquer valor que você pagar pelos jogos é vantagem, como sempre.

E mais: se você pagar mais que a média(que atualmente está em $4.77), você ganha o FrozenByte Bundle(com direito a chaves do Steam e tudo mais).

Essa é a primeira vez que eu não conheço jogo algum do bundle, mas levando em consideração que todos os outros bundles tinham jogos excelentes, dá pra confiar. Obviamente já comprei o meu. Mesmo sem conhecer o jogo em si, deixo esse trailer pra vocês, que achei MUITO bom:

Compre, defina quanto do seu dinheiro vai pra quem, ajude as criancinhas e ainda, de quebra, jogue bons jogos. São só mais 5 dias pra comprar o bundle, so Hurry UP!!

EDIT: Terminei o Trauma. Muito bom. Ele é mais pra um filme curta interativo, mas é bom e é bem diferente de tudo. É basicamente um grande puzzle, e me fez ter vontade de capturar tudo que tinha pra oferecer(todos os finais de cada capítulo e todas as fotos). Já valeu a pena.

EDIT2: OMFG, só agora que vi que não coloquei o link pro humble bundle. Tá aqui: http://www.humblebundle.com/

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Nunca Estivera

“Acordou atrasado, só que dessa vez não se importou.

Levantou, calçou os chinelos azuis desbotados e foi calmamente ao banheiro. Quando se olhou descabelado no espelho, com as remelas ainda no canto do olho, viu que ela ainda estava na cama, nua, exausta. Esfregou os olhos, lavou o rosto. Quando olhou novamente a cama pelo espelho, ela não estava mais lá. Nunca estivera.

Após toda sua higiene pessoal, voltou ao quarto e se vestiu. Não quis comer pois já estava atrasado. Além do mais ela não estava lá. Nunca estivera.

Saiu, fechou a porta, chamou o elevador. Pensou descer pelas escadas em espiral, mas eram dezoito andares e estava atrasado.

Na garagem, avistou seu carro branco estacionado e a viu lá dentro, novamente nua, mas claro, ela não estava lá. Nunca estivera. Decidiu ir de bicicleta.

No caminho, entre uma pedalada e outra, ele observava o movimento da metrópole, o movimento das pessoas, o movimento do mundo. Gostava de passar pelo parque, mesmo sendo o caminho mais longo, porque ali tinha mais vida, tinha ar pra respirar. Logo na entrada do parque ele a viu novamente. Dessa vez não estava nua, nem exausta. Vestia uma camiseta rosa e um vestido branco que ia até quase os joelhos, e estava sentada à sombra de um carvalho, lendo.

Ele preferiu desviar o caminho do parque. Não queria que ela o visse. Não que ela estivesse lá, pois não estava, e ele nem sabia se já estivera.

Pegou então a primeira rua transversal, quase bateu em um ônibus, desviou de dois pedestres e seguiu seu caminho. Já estava atrasado, atrasar mais um pouco faria toda diferença. Acelerou.

Ao chegar em seu destino, largou a bicicleta e sentiu seu coração palpitando. Estranhou, pois estava acostumado a fazer percursos maiores que aquele, mas continou, determinado. Passada após passada, sentia seu coração cada vez mais rápido, mais intenso. Pensou que iria infartar ali mesmo. Afrouxou um pouco a gravata e continuou a contenda. Viu uma banca vendendo flores e comprou um buquê.

Chegou ao local combinado, mas ela ainda não estava lá. Sentou no banco da praça e aguardou ansioso.

Uns cinco minutos depois, lá estava ela, virando a esquina e vindo em sua direção.

Ela passava por ali todos os dias, e todos os dias, ao passar pelo banco, ela chorava. Ela chorava porque ele não viera. Chorava porque ele não estava lá. Nunca estivera.”

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Da Falta de Noção

A Falta de Noção – AFN para os íntimos(com A mesmo, porque DEVE ser tratada com o artigo em maiúsculo) – é uma praga sem preconceitos, ou seja, atormenta qualquer raça, cor, credo ou posição social(e sexual!).

Não que precisemos ser totalmente corretos e fazer sentido todo o tempo. Isso nem existe, mas a AFN já está arraigada em todos os assuntos, e o pior, ela deturpa todo o sentido do assunto, essa devassa.

Há algum tempo acompanhei no Facebook(demonstrador e fonte de pesquisa imensa do caráter e comportamente humano, esse lindo) uma discussão sobre salvar animais, ONGS que ajudam animais, tudo por causa daquele episódio com os imbecis metendo fogo no cachorro(e que falei algo nesse post).

Como eu só tenho pessoas que eu realmente conheço no meu Facebook, a interação é um tanto mais fácil e eu conheço o círculo social de cada um(nem que seja só um pouco).

Eis que no meio da discussão, alguém vem criticar a ajuda aos animais. No começo eu penso que deve ser alguém que não gosta de animais, e se a razão pra crítica fosse essa, bem, eu entenderia e teria sentido. Mas não era. A pessoa critica a ajuda aos animais porque tem muita criança no mundo pra ser ajudada. Oi? Isso é AFN. Desde QUANDO, ONDE ou POR QUE ajudar um animal é mutuamente exclusivo com ajudar uma criança? Em outras palavras, o que me impede de ajudar os dois? Exatamente, nada. Esse caso foi só pra ilustrar, pode ter sido uma AFN inocente.

Só que há o tipo de AFN que não é inocente, é o tipo que tem base dogmas e preconceitos. Talvez nem precisasse escrever sobre isso, uma fez que o próprio dogma E preconceito tem a mesma origem(não estou falando de etimologia). Antes do ataque de pelanca, deixa eu explicar.

E tem as fotos sem noção também…

Foto de: Bruno Dulcetti

O dogma religioso se baseia na fé, e a fé é justamente “simplesmente acreditar”. Não precisa de razão, você simplesmente acredita.

O preconceito se baseia numa idéia que você tem de alguma coisa, mas que não é justificada. Você simplesmente acha que é aquilo, e pronto. Você acredita naquilo, mas não tem base na razão também. Um parênteses aqui: pré-conceito como muita gente usa é exatamente o que preconceito quer dizer(e onde o correto etimologicamente seria prejuízo). Algumas pessoas separam pra deixar claro do que se trata, uma vez que o sentido original de preconceito meio que está mudando na nossa língua. Escrevi sobre isso aqui.

Então, quando vejo essa AFN baseada em dogmas e preconceitos, aí é que me enoja. O pior, é que muitas vezes eu nem consigo definir qual a linha de pensamento do cidadão. 

  • Ai meu desu, tanta gente passando fome e você aí jogando vídeo-game.
  • Não posso fazer sexo de camisinha porque desu não quer.
  • Como pode essa mulher querer fazer sexo sem compromisso com tanta guerra no mundo?
  • Como eu tenho que manter meu voto de celibato, vou ali bulinar umas criancinhas…
  • Ah, não vou almoçar com ele porque ele é preto né…
Acreditem ou não, esses são fatos verdadeiros. 
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