Nódoa do Universo

Pra quê limpar se vai sujar depois?

Archive for the 'Crítica' Category


Blogueiros não são os donos da verdade

Posted by Bruno Pedrassani on 14th novembro 2008

Ao contrário do que pensou, esse texto não é uma crítica aos blogueiros(à maioria pelo menos, eu acho). Esse texto é direcionado às pessoas que acreditam que blogueiros se acham donos da verdade(vamos lá, não é difícil entender).

Não faz nem um ano que me tornei um blogueiro de fato. Obviamente a vontade de expressão, de escrever sempre esteve presente, mas ter um blog, não faz um ano.

Nesse “nem um ano”, já vi várias e constantes vezes pessoas(outros bogueiros blogueiros inclusive) criticando blogs e seus donos por se acharem os donos da verdade. Oras, eu mesmo já recebi esse tipo de crítica.

Ao menos no meu caso, essa crítica não serve como tal. O espírito de se ter um blog é falar o que quiser, o que achar melhor, o que apetecer, incluindo sempre a opinião do escritor.

Bem, opinião nunca agrada gregos e troianos. É impossível, mesmo, e isso é bonito. Mas quando você está expondo a sua opinião, você a defende, argumenta, dá fatos(ou não). No seu texto, você fala como se fosse a verdade, porque de fato, se você está defendendo algo é porque acredita naquilo. Ou seja, pra você, no momento em que escreve o texto, aquilo lá é a verdade, e isso é o que muitas(a maioria?) das pessoas não entendem.

Acredite na verdade. WTF?
Foto de emdot

Não quer dizer que nada mude, ou que algum argumento de qualquer leitor não vá fazer com que todo o texto fique inválido. Acontece mesmo. A única coisa que isso tudo representa é opinião. Opinião de quem escreve, opinião de quem lê, opinião de quem comenta. Simples assim.

Dos blogs que leio, nenhum é o dono da verdade, até porque, essa senhora não tem dono. Mas todos afirmam, concordam, discordam, argumentam, esperneiam, e… mudam de opinião. Isso mesmo. É pra isso também que serve o feedback dos leitores, pra dar uma luz ao blogueiro quando este está nas trevas.

Obviamente, há exceções. Há quem tem o mundo no umbigo. Mas exceções existem em todos os lugares, invariavelmente.

O texto não está muito claro, mas o que quero que entenda, querido leitor de qualquer blog, é que blogueiros não são os donos da verdade, e nem acham isso. Se você ler um texto e não concordar, maravilha, discorde, comente. Se concordar, maravilha, concorde, comente. Não há a necessidade de ficar apontando, acusando e achando donos da verdade. Isso me parece mais um preconceito do que opinião formada, mas tudo bem. Capiche?

OBS: Apesar de que algumas pessoas(minha noiva inclusive - e sim, estou noivo :) ) odeiam quando faço
deste um meta-blog, por vezes acho necessário falar de outros blogs,
blogueiros e comportamentos.

OBS2: Pra não sair do esquema, sim, você pode discordar de tudo que acabei de dizer, mas fazendo isso, bem, você estará dizendo que eu sou dono da verdade mesmo assim, não? Arrá, com essa você não contava, Bátema!

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Que Decepção GVT. 72h são 15 dias?

Posted by Bruno Pedrassani on 21st outubro 2008

Nunca escondi o meu apreço pela GVT, a companhia de telecom.

Desde que comecei a usá-la tanto pra telefone quanto internet, nunca tive problemas, e sempre fiz propaganda. Posso dizer que já consegui pelo menos uns 5 clientes pra eles. Mas por algum motivo a GVT está perdendo o caminho dourado que os estava deixando mais perto de Deus.

Esse mês, no dia 2(quinta-feira), recebi uma ligação de alguém da GVT. Estavam me oferencendo um pacote novo de fidelidade, visto que o que eu tinha até o momento estava acabando, e a minha conta iria aumentar em R$30. O novo pacote iria levar a minha internet de 2MB para 5MB, aumentando em 10 mangos somente o valor final. Obviamente, aceitei. O atendente deu algumas instruções, bláblablá, e dentro de até 72h eu poderia reiniciar meu modem que estaria tudo beleza.

OK, maravilha. Até “twittei” o acontecido, elogiando os caras.

Mas como nem tudo são flores no mundo regulado pelo dinheiro mercado, os problemas começaram.

Esperei as benditas 72h, mas como devem ter adivinhado, não fiquei com os 5MB prometidos. Dia 7 liguei lá. Falei tudo o que tinha acontecido, blábláblá novamente, e o atendente me informou que só haviam dado entrada no sistema para a mudança dia 6, logo, as 72h contavam a partir deste dia.

Bah, eu estava calmo, não estava ancioso ansioso pela internet, a minha ainda funcionava, logo, não vi tanto problema. Dia 9 estaria tudo OK. “Beleza” - disse eu.

Os dias se passaram, continuei levando a minha vida normalmente(até porque, ninguém se mata pra mudar a velocidade da internet não é?) e dia 9 chegou. Dia 9 passou.

Liguei lá novamente dia 10. Mesmo processo. Escuta uma voz falando, escolhe algumas opções, fala com atendente, confirma dados, explica situação. O atendente viu que “deu algum problema”, mas que estava arrumando naquele momento e que, em 24h deveria reiniciar meu modem que estaria com a nova velocidade. OK, OK, fui paciente, não xinguei ninguém e aceitei esperar as 24h.

Só que dessa vez a coisa piorou. Ao invés de mudar de 2MB -> 5MB, eles fizeram um 2MB -> 0,5MB. Isso mesmo, 500KB de internet. Só percebi isso no domingo, dia 12. Dessa vez fiquei puto da cara. Liguei lá no domingo mesmo, passei por toda aquela porcaria de escolher opções, confirmar dados, explicar situação pra atendente. A mesma explicou que realmente ainda estava pendente a mudança, e que houve um problema de configuração da velocidade. Arrumou a velocidade novamente para 2MB, mas que a mudança pra 5MB ela não podia fazer, e iria me passar para o setor correspondente. Esperei. Confirma-se dados novamente(porque raios temos que confirmar os dados pra todos os atendentes eu não entendo) a nova atendente diz que no sistema dela está tudo OK, que já consta 5MB, e que era problema com o suporte(detalhe: o suporte é que tinha me passado pra esse “outro” setor). Eu disse que já havia falado com o suporte, mas ela somente afirmou que era com o suporte. E volto a falar com o “suporte”, que de suporte não estava fazendo nada.

Explico novamente, já puto da cara. O atendente falou que blábláblá, whiskas sachet, blábláblá não era com o suporte e que a mulher do “outro” setor não sabia o que estava fazendo, pois era com ela. Passa ligação novamente, xingo a coitada da nova atendente, ela diz que não pode fazer nada pois a entrada havia sido dia 10, então 72h dava somente dia 13.

- Putaquiopariu - digo eu. Não há como você mudar isso?

- Não.

- Então em passa pra quem pode mudar isso agora.

- Senhor, entendo a situação, mas isso é feito pelo sistema, automaticamente. Não somos nós que mudamos.

- OK, tchau.

Nunca vi 72h tão… demoradas.
Foto por fdecomite

Já estava muito bravo, e não gosto de descontar nos atendentes de telecom. Eu sei como é uma merda atender cliente bravo, estúpido e insatisfeito. Procuro ter paciência com os caras sempre, então decidi esperar novamente.

E passa-se dia 13, dia 14 e nada. Vou no site da GVT pra abrir uma chamada. Mais um problema. O site da GVT funciona todo pelo Firefox, menos a abertura de chamadas. Então vamos pelo IE, vai, escreve, manda, OK. O problema é que pelo site demora até 10 dias pra ser atendido.

Agora não lembro mais os dias exatos, mas se sucedeu mais ou menos assim: depois do dia 14, liguei novamente, agora soltando os cachorros nos caras. Disse que estavam fazendo curso com a BrT, que aprenderam bem, que eu havia mudado pra GVT por causa do atendimento e do melhor serviço, além de um monte de coisa que não lembro agora. A atendente sempre paciente ouviu todo o meu desabafo, e disse que o máximo que poderia fazer era abrir uma reclamação, pois realmente no sistema ainda estava pendente a mudança, mas a data limite era 11 de Novembro! Isso mesmo, as 72h eram em plutão eu acho. Então mandei abrir a reclamação, e pedi que incluísse que, se eu precisasse ligar novamente pra falar da porcaria da internet que eles me ofereceram, eu iria cancelar a linha, internet e voltaria pra porcaria de BrT ou iria pra NET.

Ela abriu a “reclamação”, e me informou que a mudança deveria ocorrer em no máximo 72h(mas que merda de 72h, sempre essa porcaria!).

OK. Eu já estava vendo preços da NET e BrT novamente, pois eu mudaria mesmo da GVT. Sempre me prestaram um bom serviço, mas as 72h deles são muito demoradas pra passar, e eu já estava de saco cheio.

Esperei as 72h. Realmente houve alguma mudança. Vi pelo modem que a conexão havia aumentado, mas pelo teste de velocidade ainda não passava dos 2MB. Só que eu não estava com saco pra ver isso ainda, e foi a sorte deles.

Recebi um email de resposta à minha solicitação online dizendo que a mudança foi efetuada dia 17/10/2008. Não foi total verdade, mas dia 19 testei a internet uma última vez antes de ligar cancelando e… 5MB. Sorte deles.

Essa foi a saga. Apesar de terem feito um péssimo trabalho na mudança de velocidade, devo elogiar os/as atendentes. Todos, sem exceção, foram extremamente educados e prestativos. Sempre tentaram ajudar de alguma forma, e acredito que se não havia o que fazer, não havia mesmo.

Mas GVT, não repita isso. Respeite o prazo de 72h, pois as minhas demoraram quase meio mês pra passar. Vou dar essa chance a você pois o histórico conta a favor, mas sério, não repita isso. Pelo menos dê informações concretas sobre o acontecido, e não “aconteceu um problema”. O cliente agradece.

OBS: As datas podem não ser exatamente estas, mas são aproximadas. Confesso que relevei várias vezes o serviço ruim justamente pelos bons serviços prestados das outras vezes, e porque, não queria ter que voltar pra BrT. Minha experiência com eles foi péssima.

OBS2: Encaminhei essa página pra ouvidoria da GVT.

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Queria uma piada, mas criança apanhando não tem graça

Posted by Bruno Pedrassani on 13th outubro 2008

É, hoje estava afim de contar uma piadinha aqui, algo engraçado, sei lá, mas não vai dar.

Não sei se a notícia chegou a nível nacional, mas no dia 11 que passou(de Outubro pra quem está perdido no tempo) uma babá foi presa em Paranaguá(no Paraná, pra quem é parente da Carla Peres não é bom em geografia) por agredir um bebê de sete meses.

Os pais desconfiaram, esconderam uma câmera de vídeo e pegaram a moça de 22 anos no flagra. Não divulgaram as imagens, mas levar a mulher em cana já é algo grave - pra bababa mulher, obviamente.

Esse ocorrido já foi o suficiente pra me tirar do sério. Mesmo, o que uma pessoa de 22 anos quer batendo num bebê? Educar? Calar a boca? Até tento entender esse tipo de gente, mas não dá. Não me conformo em ver nos fantásticos da vida imagens de gente espancando bebês e crianças.

Só um adendo: não sou contra umas palmadas pra educar a criança(e os trolls que venham com as pedras). Sei que atualmente tudo quanto é “entendido” do assunto diz que não pode bater, blábláblá, mas acho que pode - e deve - só quando for necessário, pra educar, e pra uma criança que entenda. Isso é diferente de ser espancado. Bater em bebês então, nunca, jamé.

Pra quê perder isso?
Mais de mikebaird

Aproveitando o ensejo, um caso que não chegou à “grande mídia”.

Vi através do Dia de Folga esta postagem no Every Woman’s a Madonna(aliás, gostei do nome). A postagem é meio antiga, mas não tem problema. Fala basicamente de um caso em que a autora do blog foi ao supermercado(Carrefour), escutou uma gritaria, crianças chorando, e descobriu que um segurança havia espancado duas crianças por estarem brincando na escada rolante.

O pior da “brincadeira” é a covardia tanto do fiscal/gerente do local quanto do segurança em não assumir a cagada depois. Não quiseram dizer nem o nome! Machões eles não?

Ah, detalhe, as crianças eram negras(ou pretas? nunca sei de que jeito gostam de ser chamados, bah) e moravam num barraco ali perto. E eu digo: edaê Bial? Grandes porcarias isso. O cara tinha que ser preso e estuprado por dois negões 3×3 pra aprender a não bater em criança. Desculpem, mas isso me tira do sério.

Obviamente todos já devem ter ouvido alguma história parecida alguma vez, mas e daí? Não podemos deixar esse tipo de coisa ser tratado como “normal” e banalizar essas situações. Se depender de mim, não vou deixar mesmo.

Pra mim, esses estupradores, aliciadores, espancadores e qualquer babaca de plantão devem ir pra cadeia, sofrer muito mais do que causaram de sofrimento. Pelo menos pra isso nossas prisões servem. Ou que morram de uma vez.

Essa foi a minha homenagem ao dia das crianças.

OBS: Mas se acalmem. Há coisas boas também. Vejam este post.

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Os Atuais Vikings

Posted by Bruno Pedrassani on 6th outubro 2008

Desde que o mundo é mundo, e a resposta para a vida, o universo e tudo o mais é 42, o homem se “apropria” do trabalho alheio, seja pra subir na vida, na carreira ou pelo simples prazer de… roubar o trabalho e dizer que é seu.

Já falei sobre um plágio que sofri aqui. Há também esse caso, que gerou bastante barulho por esses dias. Mas hoje o assunto não é somente sobre o plágio em si, mas o roubo descarado do seu trabalho, e pior, quando o seu trabalho não é reconhecido como seu mesmo.

Por volta do século VIII e IX, quando os vikings (pra quem não sabe, eram povos escandinavos, ou também conhecidos como nórdicos) começaram a sair do que conhecemos hoje por Noruega, Suécia e Dinamarca pra dominar o mundo(OK, um pouco megalomaníaco aqui), muita morte e roubo ocorreu. Isso era normal, e um ladrão que roubava sem que o atual “dono” pudesse ter a chance de defender sua propriedade(mesmo que fosse uma galinha pra matar a fome dos filhos), era condenado à morte.

Mas essa época não era somente de morte e roubo. Havia comércio, vida, religião. Aliás, a Inglaterra já estava praticamente dominada pelo cristianismo, ao contrário dos nórdicos que ainda acreditavam nos “deuses antigos”.

Pois a história que vou contar agora para ilustrar a minha idéia se passa justamente nessa época, na Inglaterra, quando os  vikings tomaram quase toda a grande ilha.

Só pra que fiquem situados, vikings eram excelentes guerreiros que amavam seus navios. Não tinham medo de batalhas, mas não gostavam de perder homens, uma vez que precisavam de todos os guerreiros pra remar e manter os navios.

Mais de jimg944

Pois certa vez os vikings chegaram ao litoral do último reino não tomado da Inglaterra(só um parênteses: a Inglaterra não era Inglaterra ainda. Eram vários reinos separados), mais precisamente em Cynuit - que é atualmente Cynuit Hillfort em Somerset - e desembarcaram. Iriam tomar esse forte perto do litoral e entrar no último reino inglês. Ancoraram seus navios, levantaram acampamento e se prepararam para a batalha.

Os vikings eram muitos, suplantando facilmente o exército de defesa de Cynuit. Os ingleses pareciam estar fadados à derrota na batalha, esta cada vez mais iminitente.

Mas eis que um dos comandantes teve uma idéia - maluca - mas uma idéia: se esgueirar pelas sombras da noite, atrás das linhas inimigas, se infiltrar no acampamento e ficar perto dos navios. Quando o dia raiasse, os vikings dinamarqueses iriam para a batalha. E era na hora da batalha que ele agiria. Lançaria fogo no maior número de navios que conseguisse.

E foi assim que ocorreu. Quando os vikings se preparavam pra subir o morro de Cynuit, ele lançou fogo nos navios dinamarqueses. Estes, vendo seus amados navios queimando, se viraram e voltaram para defender e salvar seus preciosos flutuantes. E foi aí que, já preparado pra isso, desce o pequeno exército de Cynuit, com seus cavaleiros, homens, mulheres e quem pudesse lutar. E desceram acabando com os vikings. Não havia linha de defesa, e mesmo os dinamarqueses estando em maior número, o ataque surpresa acabou com o este exército.

Foi uma grande vitória, e garantiu a defesa e sobrevivência do último reino da Inglaterra. Só que o rei precisava saber dessa vitória; então o comandante que teve a idéia foi instruído a pegar seu cavalo e correr até o rei, contar as boas novas. Ele seria recompensado, agraciado, condecorado e enriquecido. Mas este comandante não quis ir até o rei. Os dinamarqueses ainda eram perigo, e ele não sabia onde estavam sua mulher e filho. Então este comandante, ao invés de ir até o rei, foi atrás de sua família. Obviamente alguém precisava levar a notícia ao rei, logo um outro comandante - espertalhão qualquer - presente no local foi.

Obviamente este último é quem foi agraciado e tido como o vitorioso do dia. Ele roubou não só os prêmios e a bênção do rei, mas também  todo o trabalho realizado pelo outro que foi atrás da família.

Essa é uma história retirada do livro “O Último Reino” de Bernard Cornwell, mas contada com minhas palavras, em uma versão simplificada.

O que esta história mostra é que o homem sempre rouba, plagia o trabalho alheio. Poderia ter contado aqui histórias atuais, que eu passei ou passo diariamente. Histórias de pessoas que estão em altos cargos porque pegaram uma documentação, trocaram os nomes e subiram na carreira. Histórias de quem pega um trabalho e faz exatamente o que o comandante inglês fez: foi o primeiro a contar pro rei, no caso o chefe. O primeiro a contar, o primeiro a receber as glórias.

Poderia falar de tudo isso, mas preferi deixar esta história viking demonstrar minha indignação. A batalha realmente ocorreu, provavelmente não exatamente assim, mas ocorreu. Hoje vou deixar a ficção mostrar que a realidade é porca. Mas só hoje.

E caso perguntem, de fato o roubo foi inglês e não viking, mas todos acham que os vikings eram animais brutos de qualquer maneira, e gostei do título.

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Agora sim, a crítica ao motorista

Posted by Bruno Pedrassani on 1st outubro 2008

Como disse ao final desse post, essa crítica(ao motorista) já deveria ter saído, mas acabou surgindo uma crônica(crônica) antes.

O problema todo é que já estou sem paciência pro trânsito. Não só o inferno transital da cidade grande, mas também a entrada para a casa do capeta o além que é dirigir nas auto-estradas da vida, as nossas BRs.

Primeiro vou confessar: odeio motoqueiros. Não que o trabalho deles seja ruim, pois não é. Acho que é um trabalho que deve ser feito, o trabalho dos motoboys da vida. Só que a apurrinhação, o problema e mais problemas são os motoboys que acham que podem passar por onde quiserem, a hora que quiserem, não importando se é pela direita ou pela esquerda; e só não passam por cima porque ainda não voam(não normalmente pelo menos). Quantas vezes fui entrar na garagem do prédio, com a seta ligada, e quase não matei um engraçadinho passando os carros pela direita junto ao meio-fio? Muitas. Esses motoboys deveriam dirigir como um carro normal, ocupando o seu espaço, passando quando pode e quando dá, simples assim. Mas hoje não é somente sobre motoboys.

Devo dizer que há algum tempo eu apreciava viajar. Pegar o carro, uns CDs que gosto e ir dirigindo, ouvindo só música boa e meus pensamentos. Mas isso foi conjugado no passado. Atualmente sinto no mínimo apreensão ao pegar a estrada.

Dirigir na estrada cria uma espécie de relacionamento com alguns outros motoristas. Primeiro os que dirigem mais ou menos na sua velocidade: um faz companhia ao outro, vendo-o hora no retrovisor, hora no horizonte. Não há perigo, pois aqui nenhum está fazendo nada demais.

Há os que tem um super-hiper-carro-mega-com-som-do-tamanho-do-porta-malas: são os playboys, ou os que simplesmente não querem saber de nada, enfiam o pé no acelerador. Quanto a esses, é fácil também: solta um “tomara que se mate lá na frente”, diminui a velocidade e deixa o cara passar. Provavelmente você não o verá mais, seja isso bom ou ruim.

Existem os que vivem fazendo besteiras: passam onde não dá, obrigando o motorista do sentido contrário a sair pro acostamento, cortam sua frente, não usam setas. Esses tipos são perigosos e normalmente barbeiros.

Agora, a situação que passei na última viagem foi ineditamente quase mortal: um maluco fdp dirigindo um caminhão muito rápido estava passando outros carros. Bom, pode até ser normal quando esses outros carros estão muito lentos, o que não era o caso. O maluco enfiava a porcaria naquele lugar o caminhão em qualquer espaço, chegando ao cúmulo de tentar colocar a porcaria no espaço de um fusquinha. E eu vendo tudo isso, pois estava atrás do caminhão, e ele não deixava ninguém passar. Quando abria pista dupla, ele a utilizava, ao invés de ir para a pista extra e deixar carros mais rápidos passarem.

Esse tipo de motorista é que acaba com minha vontade de dirigir. É um perigo que não precisamos viver, e aí o prazer de dirigir acaba sumindo, dando lugar à aflição. Nesse caso eu queria passar o lazarento inconseqüente o mais rápido possível, pois estava me sentindo ameaçado. Qualquer acidente que ele causasse sobraria pra mim, certamente. Só que pra passar o maledeto eu teria que ir muito mais rápido que ele, arranjar uma brecha qualquer pra passá-lo, e esperar que ele não enfiasse o caminhão no meu carro.


Eu só não queria ser o carro de baixo
Mais do theedinburghblog

Já disse que não sou o maior fã de carros e velocidade, mas não gosto de andar devagar também.

Só que tenho meus limites, e nesse dia, o caminhoneiro ultrapassou os meus limites. Acho que o único limite dele era acabar no meio… de outro veículo. Ou embaixo, depende do ponto de vista.

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